Joanesburgo – Os actos comemorativos dos 50 anos da Independência de Angola continuam a marcar profundamente a comunidade angolana residente na África do Sul. Depois da cerimónia oficial realizada na Embaixada em Pretória, no dia 11 de Novembro, o Consulado de Angola em Joanesburgo foi palco, a 15 de Novembro, de uma das celebrações mais vibrantes e emotivas em homenagem a esta data histórica.
A noite no Consulado foi muito mais do que um evento protocolar: transformou-se num verdadeiro reencontro com o país, onde música, dança e emoção se fundiram num ambiente de união e orgulho nacional.
A cerimónia abriu com as palavras do Cônsul-Geral, Nazaré Salvador, que sublinhou a importância histórica do 11 de Novembro e valorizou o papel da comunidade angolana na diáspora. O diplomata reafirmou o compromisso de servir os cidadãos com proximidade e eficiência, garantindo a protecção dos seus direitos e promovendo a sua integração social e económica.












No encerramento, apelou à unidade nacional, à valorização da juventude e ao reforço do espírito patriótico, lembrando que os 50 anos de independência representam não apenas um marco histórico, mas também uma renovação do compromisso com o desenvolvimento, a paz e a prosperidade de Angola.
Por seu turno, a Embaixadora Maria do Rosário Neto António, Directora do ICAESC, destacou o papel da instituição como ponte entre o Estado e os cidadãos, sublinhando a importância da extensão dos serviços de identificação civil às missões diplomáticas, permitindo que os angolanos tratem dos seus documentos sem necessidade de regressar ao país.
Seguiu-se um momento de reconhecimento público aos membros da comunidade que se têm destacado pelo seu contributo e compromisso. As homenagens foram recebidas com aplausos calorosos, num gesto de gratidão e respeito.
Joy Ferreira, membro influente da comunidade em Joanesburgo, afirmou: “A festa reuniu autoridades, membros e diferentes gerações da nossa comunidade num ambiente caloroso, pleno de alegria, cultura e orgulho nacional. Foi especialmente tocante ver os nossos mais velhos reconhecidos e homenageados.”
A festa contou com a atuação da banda Raízes de Angola, que levou os presentes numa viagem musical pelo país, entre semba e kizomba. A vocalista e o grupo de dança encantaram o público, seguidos pelo DJ angolano Flaton, que manteve a pista cheia até às três da manhã.
Nilton Aleixo Fernandes, participante, confessou: “Foi a minha primeira vez na festa da comunidade e adorei. O ambiente estava acolhedor, com boa comida, boa música ao vivo e muita alegria.”
O jornalista Dorivaldo Aleixo, presente na celebração, descreveu o momento como “um ambiente carregado de identidade e emoção, que trouxe a memória viva de Angola e fez sentir a comunidade em casa, mesmo longe do país”.
Entre os convidados estiveram membros do corpo diplomático e consular acreditados na África do Sul, representantes do banco sul-africano ABSA, do Banco Industrial e Comercial, empresários e outras figuras de destaque. O Diretor-Geral do Jornal de Angola, Drumond Jaime, considerou a noite “um momento de forte matriz cultural e coesão, refletindo a essência da cultura angolana na diáspora”.
A docente Ângela Henriques resumiu: “Mais do que celebrar meio século de independência, celebrou-se a coragem, a união, a resiliência, a cultura e o orgulho de ser angolano.”
Por Rosa Gama









