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    Casa»Em Foco»CREDIBILIDADE VALE MAIS QUE MILHÕES DE “LIKES” NAS REDES SOCIAIS
    Em Foco

    CREDIBILIDADE VALE MAIS QUE MILHÕES DE “LIKES” NAS REDES SOCIAIS

    OsvaldoPor Osvaldo23 de Dezembro, 2025Sem comentários4 Minutos de Leitura
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    Por: Olívio dos Santos

    Numa época em que a comunicação não se limita à fala ou à escrita, mas que constitui um processo de criação de significado na memória colectiva, muitas entidades, entre instituições públicas, privadas e figuras públicas, têm procurado, a todo o custo, obter “likes” nas redes sociais, esquecendo que tal exercício pode comprometer seriamente a sua credibilidade.

    As redes sociais, uma bênção, como diriam os cristãos, em vez de serem utilizadas de forma equilibrada para fortalecer as relações humanas, corporativas e governamentais, são frequentemente usadas para fins inconfessos, contribuindo não apenas para a disseminação das chamadas “fake news”, mas também para fragilizar a imagem e a credibilidade institucional, muitas vezes por falta de tato.

    A credibilidade, segundo Fombrun e Van Riel (2004), corresponde à percepção de confiança e confiabilidade que os públicos estratégicos depositam numa instituição, construída com base na consistência, transparência e veracidade das mensagens. Apesar da sua relevância, este valor tem sido frequentemente negligenciado por diversos actores, ao passo que aqueles que o preservam conseguem vantagens competitivas. A credibilidade institucional reflecte, assim, as práticas efectivas de integridade, honestidade, transparência, qualidade dos produtos, eficiência dos serviços e respeito pelos clientes.

    Para alcançar tal maturidade, torna-se indispensável a adopção de uma ética organizacional que, de acordo com Ferrell (2001, p. 7), compreende princípios e padrões orientadores do comportamento das organizações no mundo dos negócios, avaliados pela forma como se relacionam com colaboradores, clientes, fornecedores e a sociedade. Esta postura ética, além de fortalecer a credibilidade, influencia positivamente os colaboradores, fornecedores e contribui para a fidelização dos clientes. Em sentido oposto, as práticas antiéticas expõem as instituições a sérios riscos de descrédito e até de exclusão do mercado, uma vez que ganhos imediatos obtidos por vias desonestas tendem a gerar crises profundas, corroendo a confiança construída.

    A ausência de uma ética organizacional sólida levou John Rockefeller, proprietário da “Colorado Fuel and Iron Company”, a ver sua credibilidade abalada após o massacre de ludlow, ocorrido nos Estados Unidos da América (EUA), em 1914, no qual mais de 20 pessoas perderam a vida ao reivindicarem melhores condições de trabalho, desencadeando uma crise reputacional sem precedentes. Trata-se de um incidente que teria sido evitado, mas que foi ampliado pela ausência de sensibilidade comunicacional.

    Meses depois, a crise foi mitigada com a intervenção de Ivy Lee, que restaurou a imagem e a credibilidade de Rockefeller por meio de estratégias que permanecem actuais. Ainda assim, as perdas humanas e emocionais permaneceram irreparáveis para as famílias afectadas. Lee defendia uma comunicação assente na transparência e na veracidade das informações; no reconhecimento dos erros e na sua responsabilização; na comunicação pró-activa através de envio de “press release” para evitar rumores; na humanização das organizações e na construção de relações com a imprensa, baseadas na confiança.

    Passados mais de 100 anos, não nos EUA, mas em Angola, observou-se uma situação que, à semelhança do massacre de ludlow, seria evitada, mas que, impulsionada pelos “likes”, ganhou repercussão e ficou conhecida como o caso “Zuzu for Africa”. Entre os factores que contribuíram para a amplificação esteve a tentativa de preservação da imagem e da credibilidade do país no contexto das celebrações dos 50 anos da Independência Nacional, marcada com a vinda de Lionel Messi, em contraste com crianças em situação degradante a cerca de 40 minutos da capital.

    Ao contrário do que fez Rockefeller, o Governo Provincial do Icolo e Bengo (GPIB) não recorreu a uma estratégia de comunicação capaz de reorientar a narrativa e recuperar a confiança pública. Em gestão de crise, cada passo deve ser cuidadosamente ponderado, pois, em determinadas circunstâncias, o silêncio é preferível do que uma comunicação reactiva que destrói a confiança pública quando informações relevantes vêm à tona.

    Caso o GPIB tivesse adoptado os princípios defendidos por Lee, a narrativa teria sido contornada, minimizando o impacto reputacional, preservando a confiança da comunidade e evitando controvérsias com a ONG. A principal lição que fica é que a credibilidade não se impõe, constrói-se por meio de uma comunicação clara, consistente e ética, que não se orienta pela busca de “likes”, mas pela transparência e pela honestidade.

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    Osvaldo

    Editor da Platina Line

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