Uma delegação empresarial brasileira, liderada por Celso Athayde, encontra-se a avaliar oportunidades de investimento no sector da agro-indústria na província da Lunda Norte, no quadro do reforço da cooperação económica entre Angola e o Brasil.
A iniciativa surge num momento em que o Governo angolano analisa uma proposta estruturante de cooperação e investimento agrícola apresentada pelo Brasil, que poderá abrir caminho para o regresso do Banco Nacional de Desenvolvimento Económico e Social (BNDES) às linhas de financiamento em Angola, suspensas desde o período do escândalo da Operação Lava Jato.
A proposta foi formalmente apresentada em Luanda pelo ministro da Agricultura e Pecuária do Brasil, Carlos Fávaro, durante uma missão oficial realizada a 20 de Janeiro, ao ministro de Estado e da Coordenação Económica de Angola, José Massano. O plano prevê investimentos na produção alimentar, transferência de tecnologia, bem como o desenvolvimento de infra-estruturas agrícolas em território angolano.





No âmbito desta estratégia, a Lunda Norte surge como uma das províncias com elevado potencial agrícola, tanto pela disponibilidade de terras aráveis como pelas oportunidades de integração entre produção, transformação e comercialização, factores que despertam o interesse do empresariado brasileiro.
A eventual retoma do financiamento do BNDES é vista como um impulso decisivo para a dinamização da agro-indústria em Angola, contribuindo para a diversificação da economia, o reforço da segurança alimentar, a criação de empregos e a redução da dependência de importações.
A visita da delegação liderada por Celso Athayde insere-se, assim, num contexto mais amplo de aprofundamento das relações económicas e empresariais entre Angola e o Brasil, com a agricultura a assumir-se como um dos principais eixos estratégicos de cooperação bilateral.



