A Emirates acaba de anunciar que reintegrou dois voos semanais entre Luanda e Dubai, garantindo cinco voos semanais entre as duas cidades, a partir 1 de Julho de 2018. De acordo com a companhia aérea a retoma das operações vai dar aos passageiros maior flexibilidade de opções e maior garantia de satisfação. À semelhança do que acontece actualmente, os voos adicionados serão operados por um avião Boeing 777-300ER com oito lugares em Primeira Classe, 42 em Classe Executiva e 310 em Classe Económica, totalizando 360 lugares, numa configuração de três classes.

“Como um país rico em recursos, Angola tem muito a oferecer ao comércio global e nós reconhecemos necessidade de permitir maior ligação entre Dubai e Luanda. Continuamos empenhados em servir os nossos passageiros em Angola, não apenas as mais recentes inovações nos aviões, mas também mais opções de produtos e serviços” disse Orhan Abbas, Vice-Presidente para Operações Comerciais para África. “Esta reintegração dos nossos voos vai beneficiar o turismo, o comércio, potenciar o investimento e a agir como motor da economia, promovendo os negócios e o turismo”, acrescentou o vice-presidente da Emirates.

Ao operar com cinco voos semanais para Luanda, a Emirates oferece aos passageiros acesso a outros destinos da rede, que inclui 35 destinos no Médio e Extremo Oriente, 18 na Ásia e mais de 20 destinos nas Américas e na Austrália. Muito deles efectuados com o ícone da Emirates o A380.

Além de um aumento na capacidade de transporte de passageiros, os novos voos vão oferecer até 23 toneladas de transporte de carga por voo, dando às empresas e aos comerciantes oportunidade para aumentar as importações de equipamentos electrónicos, de construção e de produtos farmacêuticos.

O voo EK793, parte do Dubai todos os dias às 09H55 e chega a Luanda às 14H40. O voo de volta EK794 parte de Luanda às 18H15 e chega ao Dubai às 05H00 do dia seguinte.

A chegada do voo ao Dubai está programada para garantir um período de trânsito mais curto aos passageiros, que se conectam aos voos da Emirates, em destinos populares como Nova Iorque, Houston, Londres, Beirute, Seul, Taipei, Singapura, Pequim, Xangai, Guangzhou, Mumbai, Deli, Sydney, Lisboa e outros.

Os passageiros da Emirates podem usufruir do famoso serviço a bordo, e da hospitalidade da tripulação de cabine multinacional, que inclui tripulação angolana, bem como desfrutar de refeições com inspiração regional e internacional. Os passageiros podem também desfrutar do premiado sistema de entretenimento ICE com 3.500 canais.

As famílias com crianças pequenas são bem-vindas, e têm uma atenção especial para garantir um voo confortável e agradável, com embarque prioritário, produtos e serviços dedicados, desde brinquedos gratuitos até refeições e entretenimento para crianças.

A Emirates deu início à ligação Dubai/Luanda em Outubro de 2009, com um Boeing A330-200. Em Dezembro de 2014 aumentou a frequência para 7 voos semanais. Em Julho de 2017 devido a necessidades de optimização de recursos, reduziu para três os voos semanais.

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HÉLDER PEDRO, DE COBRADOR DE TÁXI A PROMESSA DA TV NACIONAL Há alguns meses que a televisão nacional ganhou um novo rosto. Hélder Pedro é o “platinado” que todos os sábados apresenta o mais recente programa de televisão sobre o jet7 angolano, no canal Jango Magic, da operadora DStv. A voz naturalmente colocada e a dicção não deixam margem para dúvidas de que a vocação radiofónica está-lhe no ADN. Apesar de ter optado por estudar Ciências Físicas e Biológicas no ensino médio, Hélder era apelidado pelos colegas de o “Bartolomeu da sala”, numa clara comparação a Ernesto Bartolomeu, famoso apresentador do telejornal da TPA 1. Várias foram as vezes que o jovem ouviu dizer que estava a perder-se no curso errado, porque “tinha um grande potencial para o jornalismo”, disse em entrevista à BANTUMEN. Num teste às suas capacidades, em 2008, decidiu criar a Rádio One, onde o seu quarto era o estúdio e os vizinhos a audiência. Uma coluna no terraço e estava criada a primeira rádio a ser emitida no município de Cacuaco. “Tudo o que eu falasse, as pessoas que viviam nos arredores da casa ouviam. O programa da Rádio One começava às 18 horas e tinha como convidados os meus irmãos e primo. O projecto surge com o intuito de entreter as noites da nossa vizinhança, uma vez que havia muita bandidagem no bairro e a zona era muito silenciosa.” Mas antes de chegar às televisões do país através do semanal “Platinando”, as curvas e contra-curvas da vida de Hélder levaram-no a ser pedreiro, cobrador de táxi, taxista e segurança num quintal do pai. Mas a perseverança está-lhe impressa no caracter. Em 2012, o “Bartolomeu da sala” conseguiu chegar à redação da Platina Line, através do pai que conhecia um dos funcionários da empresa. “Por ser bom e talentoso, passei no casting. Comecei como repórter, passei de seguida a fazer o programa de rádio na Kairós e fui promovido mais tarde para apresentador de TV, fazendo até hoje o programa “Platinando” com a minha colega Rosa de Sousa.” Um ano mais tarde, a responsabilidade do jovem trabalhador-estudante tornou-se demasiado pesada e foi necessário optar entre as várias actividades que desenvolvia ao mesmo tempo. “Estudava na Utanga do Capolo, fazia o curso de Electrónica e Telecomunicações e era difícil conciliar os estudos, serviço de táxi “não personalizado” e a Platina Line. Larguei o táxi e os estudos por falta de apoio, pois nessa altura o meu pai já não tinha condições para sustentar os meus estudos. E eu que sempre pensei que ser estudante universitário fosse um mar de rosas e que fosse principalmente fácil pagar as propinas, enganei-me!” Depois de dois anos dedicados à comunicação, Hélder decide voltar a estudar e é actualmente aluno da Universidade Independente de Angola, no curso de Ciências da Comunicação. Numa breve análise à liberdade de expressão dos meios de comunicação nacionais, Hélder Pedro diz que a “Platina Line veio revolucionar a comunicação social em Angola, em particular o mundo do entretenimento. Mas, como infelizmente a nossa sociedade ainda não tem uma mente tão aberta neste campo, encaramos certas informações como abusos contra identidade, o que impossibilita a liberdade de comunicação e muitas vezes de expressão. Como resultado, muitos jornalistas, comunicólogos e não só, vêem-se na obrigação de omitirem determinadas informações”, explica. Entre o online e a TV não consegue designar um preferido e garante que as duas categorias têm as suas vantagens. No entanto, os seus objectivos centram-se em chegar à cadeira de pivô de telejornal e, quem sabe, ser o sucessor do ídolo Ernesto Bartolomeu.