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Entrevista exclusiva – Neide Van-Dúnem

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RAIO X

Fui registrada como… Neide Núria de Sousa Van-Dúnem Vieira.
Nasci aos… 4 de Julho de 1986.
Sou natural de… Luanda.
Meu perfume preferido… Acqua di Gio.
Prefiro roupas do estilo… Práticas e confortáveis.
Quando penso em bom restaurante, penso em… Restaurante Veneza.

Quando penso em comida saborosa, penso em Mufete de peixe (carapau, cacusso,…).
Quando penso em boa bebida boa, penso em… Água.
Quando não estou ocupada, gosto de… Ver filmes e ouvir musica.
Considero como meu vício… Ver filmes.
Consumo bebida alcoólica (quando)… Quando estou a sonhar (risos)… Porque não consumo bebidas alcoólicas. Gosto muito de água, é a minha companheira de quase todos os momentos.
Uma característica que me definiria seria… Persistente.
Minha cor preferida é… Não tenho só uma cor preferida. Adoro cores vivas. Porque me deixam mais alegre, mas a preferência depende do momento e das circunstâncias.
Minha música preferida é... I Will Always Love You, na versão cantada por Whitney Houston.

Vamos começar pela Neide actriz, como surgiu o interesse e como começou a representar?
Quando eu era criança, adorava passar horas em frente ao espelho, a cantar e a imitar cenas que via na televisão e no cinema. Já com 15 anos, conheci por acaso alguns membros do grupo de teatro Horizonte Njinga Mbande e juntei-me ao grupo por curiosidade. Não levou muito tempo para que eu ficasse encantada e desenvolvesse uma paixão pelo mundo das artes cênicas, e foi isto que me levou a buscar outras oportunidades para representar e seguir a carreira de actriz.

Fale-nos da Neide cantora, qual é sua história no mundo da música?

O meu grande sonho sempre foi cantar. Desde pequena que sinto o desejo de fazer música e soltar a voz em palco para o público.

Na adolescência, participei em todas as actividades relacionadas com música que encontrei pelo caminho. Comecei por fazer playback de artistas que admirava na altura (Celine Dion, Janet Jackson, Whitney Houston), fiz parte de vários grupos musicais femininos que infelizmente acabaram por se separar, e bati inúmeras portas em vão na esperança de gravar um disco a solo. Ao mesmo tempo, entrei para o teatro e consegui algumas oportunidades para representar em televisão, o que me deixou menos disponível para caçar oportunidades no mundo da música.
Porém, nunca desisti do meu sonho de ser cantora, e o mais engraçado é que foi enquanto trilhava o meu caminho como actriz que surgiu a oportunidade de entrar, finalmente, para o mundo da música, com um convite para participar no projecto de compilação Eu e Elas de Caló Pascoal interpretando a música “Olá Baby”. Abracei a oportunidade e graças à Deus o “Olá Baby” teve grande aceitação por parte do público. Depois desta estreia surgiu a oportunidade de escrever e interpretar uma música, “Sexta-feira”, para o Fusão, um álbum de compilação produzido pela DJ Nation e após estas duas experiências comecei a trabalhar na produção do meu álbum a solo, como artista independente. Entretanto, publiquei no mercado o single Teu Marido Casou/Esta Noite, que se tornou na minha primeira obra editada.

Qual a principal barreira que encontrou no início de sua carreira quer como actriz quer como cantora? Ainda sente que existem nesta fase?

Eu tive a sorte de me tornar actriz quase que por acaso, já que as oportunidades surgiram naturalmente, sem eu as ter procurado, e talvez por isso eu não tenha encontrado muitas barreiras para progredir nessa profissão. Sempre me dediquei de forma a fazer o meu melhor em cada papel e obtive bons resultados com esse empenho, conseguindo logo de início agradar ao público com o meu trabalho.
Esta projecção que alcancei como actriz, apesar de me ter aberto as portas para entrar no mundo da música, foi a maior barreiras que tive que ultrapassar para ser reconhecida como cantora porque criou o estereótipo da “Neide, a actriz” e fez com que muita gente questionasse tanto o meu talento como a minha motivação para cantar, quando na verdade este sempre havia sido o meu sonho.
Agora nesta fase as maiores barreiras que enfrento são as tentativas de suborno que sofro para conseguir apoios para gravar o disco e os pedidos de corrupção a que estou sujeita para divulgar as minhas músicas.

8 ou 9 meses após ter apresentado o seu primeiro trabalho a solo, o single “Teu Marido Casou/Esta Noite”, que avaliação faz?

As duas músicas que o single contém tiveram uma receptividade muito positiva por parte do público e isto me deixou muito feliz. Confesso que a princípio estava um bocado apreensiva por este ser o meu primeiro trabalho como artista independente.
Esta foi para mim a maior recompensa porque me mostrou que estou no caminho certo, indicou-me alguns aspectos em que ainda tenho que melhorar, e deixou-me ainda mais segura e motivada para tomar as rédeas e concluir o meu primeiro álbum a solo.

Esperava pelo sucesso estrondoso de “Olá Baby”?

Não, de maneira alguma. O nível de sucesso atingido pelo “Olá Baby” foi para mim uma surpresa totalmente inesperada. Foi uma experiência surreal ser finalista no Top dos Mais Queridos com a minha primeira música. Sabia logo de início que podia contar com a simpatia de uma pequena base de fãs do meu trabalho como actriz, mas de forma alguma imaginei que ia conseguir agradar a tantas pessoas e conseguir fazer a transição de actriz para cantora de uma forma tão clara.

Vamos voltar falar novamente sobre a Neide actriz. Que experiências teve como esse lado de representar, da para aprender alguma coisa fingindo?

Há muita coisa que se pode aprender encarnando outras personagens e eu acho que é fascinante poder viver outras vidas. Com as experiências que tive aprendi a assumir e a perceber perspectivas com as quais nem sempre me identificava pessoalmente e com isso tornei-me mais compreensiva, mais tolerante, e adquiri outras formas de abordar e me relacionar com as pessoas.

O beijo técnico existe realmente?

Na minha opinião, o beijo técnico é um beijo como outro qualquer. Acho que só é assim chamado porque acontece num ambiente de trabalho onde os actores devem estar conscientes de vários aspectos como a localização das câmaras, o ângulo de incidência das luzes, o posicionamento dos rostos, etc., e estes aspectos são considerados uma técnica.

Conte-nos como foi a reacção da sua família ao saber que ia ser actriz?

Na altura eu tinha somente 16 anos e não vivia com os meus pais. Vivia com tios que não concordaram com essa opção porque queriam que eu estudasse e achavam que a televisão me ia desviar daquilo que devia ser a minha prioridade. Foi uma situação muito difícil e que infelizmente me levou a sair de casa e ir viver com a minha avó materna, que sempre teve grande influência nas decisões que tomei para dar rumo à minha vida, e era na altura a única pessoa que apoiava a minha decisão.

Acha que já existem suficientes prémios ou galas de premiação para galardoar os músicos e actores, ou seja, os artistas?

Não. O número de prémios que existe actualmente não faz jus ao talento que existe no país porque, além de serem insuficientes, os prêmios oferecidos não reconhecem artistas em muitas das áreas de actuação artística, deixando inúmeras lacunas por preencher. Por outro lado, acho que também é responsabilidade dos artistas criarem, através de uma ou várias associações (de músicos, actores, artistas plásticos, bailarinos, etc.), galas de premiação com áreas e critérios por eles definidos, de forma a haver o devido reconhecimento de talento que vai ajudar a fomentar o crescimento das diversas áreas e contribuir para uma melhoria na qualidade dos trabalhos criados.

O que podem os seus fãs esperar do seu álbum de estréia?

Com o meu álbum de estréia pretendo transmitir aos meus fãs a minha personalidade, dando a conhecer através da música as minhas convicções, experiências, receios, medos, qualidades, filosofias de vida, etc. Vou apresentar um trabalho muito pessoal, para o qual estou a trabalhar com muito carinho, sacrifício e dedicação. E por estar a criar uma reprodução da minha pessoa neste álbum, escolhi o título Neide para o disco.

A Neide também é jornalista?

Tive a oportunidade, também quase que por acaso, de me tornar locutora de rádio e fazer programas de entretenimento.

Qual foi o evento que mais marcou a sua carreira artística?

Há dois eventos que me marcaram muito até à data nesta minha ainda curta carreira. O primeiro foi a minha participação no Top dos Mais Queridos em 2007, por ter sido a minha estréia em palco sozinha. Lembro-me que estava muito nervosa antes de enfrentar o público e tinha algum receio da possível reacção da platéia. Porém, quando entrei em cena a reacção do público foi tão calorosa que me esqueci do nervosismo, actuei sem me aperceber, e só voltei a realidade depois da actuação. O segundo evento, que me deixou ainda mais marcada, foi a quando da minha primeira actuação em Benguela. Enquanto eu cantava, muitas meninas na platéia cantavam comigo, acompanhando a letra palavra por palavra em alto e bom tom, e várias delas estavam cheias de lágrimas nos olhos só por eu estar diante delas. Eu fiquei tão surpresa e tão emocionada com essa manifestação de carinho que quase chorei no palco.
Foi nesse dia que ganhei noção do imenso carinho que os meus fãs sentem por mim e que senti, pela primeira vez, a responsabilidade que é ser uma cantora.

Música à venda no iTunes e também nos portais mais conhecidos de vendas de música, site próprio, artigo no Wikipédia, e outras inovações tecnológicas para divulgar o que faz. Sente que os nossos artistas, músicos, actores e restantes criadores de arte devem usar essas ferramentas para dar a conhecer o que fazem?

Sim. O uso da tecnologia para venda e promoção de arte é uma tendência que tem proporcionado benefícios inquestionáveis em países onde o uso da Internet para fins comerciais é já uma norma e, apesar de Angola ainda não se enquadrar nessa categoria, eu não deixaria de recomendar aos nossos artistas que começassem já a fazer uso delas também. As novas tecnologias dão-nos a oportunidade de nos aproximarmos e levarmos o nosso trabalho até aos inúmeros angolanos que vivem fora de Angola, muitos deles sem contacto com a terra natal há muitos anos, e oferecem-nos também uma janela para o resto do mundo através da qual temos mais uma forma de internacionalizar a nossa cultura. E se considerarmos ainda que o uso das novas tecnologias é uma actividade que não substitui, mas que complementa, os meios de venda e promoção tradicionalmente utilizados, torna-se mais claro que os nossos artistas não têm nada a perder abraçando esta iniciativa.

Fez isso por ser estudante de Engenharia Informática?
Não, porque a iniciativa de uso das novas tecnologias para fins comerciais na área musical abrange muito mais do que a área de Informática. Cantar é um negócio para quem quer viver da música e, como qualquer outro negócio, também precisa de um modelo comercial e de uma estratégia de marketing para ser bem sucedido. O que me levou a fazer uso das novas tecnologias para promover e distribuir as minhas músicas foi a intenção de fazer venda directa ao público e diversificar o mercado de música Angolana, oferecendo novos produtos (músicas em MP3) num novo mercado (a Internet).

Considera-se pioneira e inovadora no mercado?

Em retrospectiva vejo que trilhei novos caminhos para a música Angolana, com o primeiro single de duas músicas e MP3s à venda na Internet, mas a minha intenção era simplesmente a de estar mais próximo dos meus fãs e oferecer-lhes uma forma mais conveniente de terem contacto com a minha música. Não existindo padrões que definissem esse processo, e na qualidade de artista independente, não tive alternativa senão me tornar pioneira, introduzir novidades, e levar a nossa música para o campo virtual da Internet. Há algumas pessoas que se opõem a este método de trabalho e que me consideram arrogante por ter mudado o status quo sozinha, mas sei que com o tempo essas pessoas vão reconhecer o valor deste passo e quem sabe até reconhecer o meu carácter de iniciativa.

Teve bons resultados com isso?

Os resultados têm sido muito bons, graças à Deus. O mais gratificante tem sido as mensagens de carinho que recebo de outros Angolanos, espalhados pelos quatro cantos do mundo, a agradecer o facto de eu ter prestado uma oportunidade para que eles se sentissem um bocado mais perto de Angola. Os comentários deixados na minha página, www.neidevandunem.com, têm sido muito positivos e eu estou muito satisfeita com isso e também porque com a Internet tenho conseguido levar a minha música a consumidores em partes do mundo onde nunca imaginei possível, como o Extremo Oriente (China, Japão e Tailândia).

É esta a nova faceta das mulheres modernas, a de serem interprofissionais, ou seja, saberem fazer tudo nas mais diversas áreas? Acredito que não se trate de uma questão de género, mas sim do facto de, nos dias de hoje, não bastar saber cantar para se ter uma carreira com êxito no mundo da música.
O desenvolvimento e a globalização aumentaram o mercado de consumo e criaram com isso novas oportunidades. Contudo, para tirar proveito destas possibilidades, e sustentar uma carreira com características que permitam bons resultados face à concorrência, é necessário criar uma sinergia entre diversas áreas (tecnologia, comércio, música, marketing, …) de forma a criar uma divulgação eficaz e produzir o efeito desejado nos consumidores.
Como sou artista independente, a responsabilidade de aprender e aplicar o conhecimento necessário nas diversas áreas recai unicamente sobre mim, e foi este dever que fez com que eu desenvolvesse um carácter multifacetado.

Gosta das três actividades que faz?

 Gosto tanto do que faço que sinto que ainda não trabalhei um único dia da minha vida.
E quanto aos estudos, como têm corrido?
No início resisti contra o curso, tive alguma dificuldade em me readaptar à escola (após uma longa ausência do domínio académico) e tive portanto um princípio de jornada cheio de altos e baixos. Agora estou mais motivada e já consigo conciliar melhor os estudos com as outras actividades. Como consequência dessa atitude renovada tenho obtido resultados bastante positivos que me deixam cada vez mais determinada para levar esse desafio à conclusão.

É uma boa aluna?

Reconheço que é difícil ser uma boa aluna. Sou assídua e tenho boas notas, mas sei que posso ser ainda melhor se me aplicar um pouco mais.

O facto de ser famosa já atrapalhou o curso normal das aulas ou o seu processo de aprendizado?

A carreira artística requer muito do meu tempo e oferece pouca flexibilidade em termos de horário para que eu possa ser uma aluna comum. Por causa disso, quando entrei para a universidade, tive dificuldade em conciliar a minha agenda e isso afectou o meu desempenho na escola. Quanto a notoriedade, por vezes faz com que algumas pessoas me julguem como relaxada ou com falta de interesse quando falto por algum motivo, e isso também já atrapalhou o meu curso normal de aprendizagem no passado.

Que projectos futuros tem para o público angolano e para o mundo?

 Infelizmente acontecem em Angola muitos imprevistos, e estamos sempre sujeitos a algumas incertezas, por isso eu prefiro nunca adiantar detalhes antes de ter certeza da sua possível concretização. Estou agora a trabalhar no um primeiro álbum e à medida que for dando início a outros projectos os meus fãs poderão tomar conhecimento através da minha página, www.neidevandunem.com.

No seu trabalho é comum lidar com pessoas interessadas no que faz e ter fãs em seu redor. Tem sabido lidar com isso?

Penso que sim. Fico sempre admirada e comovida com a reacção dos meus fãs e sou paciente com eles porque sinto a sinceridade da sua admiração e valorizo muito a amizade e o carinho que eles têm por mim. É muito gratificante, e deixa-me muito feliz, saber que há muitas pessoas que gostam de mim e do meu trabalho.

O que mais anseia alcançar em sua carreira profissional?

De momento, gostaria de subsistir inteiramente da minha carreira profissional e também de, através das mensagens que transmito nas minhas músicas, influenciar pessoas a encarar e lidar com a vida de uma forma positiva.

Já se sente realizada profissionalmente?

Ainda estou muito longe de me considerar realizada e talvez nunca me vá considerar realizada. Hoje sinto que, depois de conseguir o que pretendo actualmente, vou continuar a encontrar novos desafios, descobrir outros caminhos para trilhar e, portanto, continuar a trabalhar para alcançar outros horizontes.

Ganha-se muito fazendo televisão ou música em Angola?

De momento ainda não, mas reconheço que já foi pior no passado. Hoje em dia já se vêm em uso no mercado uns poucos modelos de negócio que têm permitido, a alguns trabalhos, uma taxa de rentabilidade positiva, traduzindo-se isso por vezes para uma remuneração razoável. Porém, a maior parte dos trabalhos de música e de televisão não oferece rentabilidade suficiente para gerar lucros e, por serem sustentados por apoios e alguns patrocínios, quase nunca oferecem uma compensação adequada aos artistas neles envolvidos.
Os modelos de negócio adequados para mudar essa situação já estão criados e validados. Porém, é necessário usá-los em conformidade de forma a se produzir receitas suficientes para financiar o crescimento destas áreas e, consequentemente, se poder valorizar mais o trabalho os artistas.

VIDA PESSOAL

O que é o amor para si?
O amor para mim é a bússola da vida, a chave para se alcançar a felicidade e a paz interior.
Com quem vive?
Vivo com a minha mãe, dois irmãos e dois primos.

Porque apelidos ou alcunhas é chamada por familiares ou amigos?

Todo mundo sempre me chamou de Neide mesmo, com excepção da minha avó materna que me chamava de dádiva porque me considerava o maior presente da vida dela.

Trabalha com gente bonita e interessante. Já se interessou por alguém da sua profissão?

Aconteceu sim, na altura em que entrei para a televisão e sentia com alguma ingenuidade uma certa admiração por aquele mundo novo.

Já foi alguma vez assediada por alguém devido à sua beleza ou a sua posição como actriz, cantora e jornalista?

Já, inúmeras vezes, mas acho que basta ser mulher para sofrer assédio. Por vezes, quando o assédio é subtil e bem-vindo, alimenta o ego e aumenta a auto-estima, mas por norma o assédio é uma coisa bastante desagradável e para a qual eu tenho muito pouca tolerância.

O que seria capaz de fazer para satisfazer as suas necessidades físicas?

 Seria capaz de voltar a fazer o que já fiz no passado, de abrir mão do caminho mais fácil e fazer qualquer trabalho honesto com orgulho e dignidade, por mais difícil ou modesto que este seja.

Sente ciúmes do seu namorado? Ele sente ciúmes de si?

Sim, sinto alguns ciúmes do meu namorado. Ele é uma pessoa tão especial que em certas ocasiões, quando sou possuída por uma ignorância temporária, fico com dúvidas de que ele se tenha mesmo apaixonado por mim, e sinto alguns ciúmes descabidos. Mas acho natural que existam alguns ciúmes na nossa relação porque gostamos muito um do outro. Graças à Deus temos uma relação muito saudável e somos amigos acima de tudo por isso conseguimos sempre conversar e resolver qualquer cena de ciúme antes que se torne um problema.

Está na moda entre os famosos casar. Já tem data para o seu casamento?

Não, ainda não. Não olho para o casamento, ou para a minha relação, como mais um lado da minha carreira. A decisão sobre quando me casar é algo que vou tomar, à parte dos planos de marketing da minha carreira, quando chegar o momento certo.

Entre amor e dinheiro, qual é a sua prioridade?

Sou gananciosa por isso dou prioridade ao amor ao invés do dinheiro. Seria uma ilusão acreditar que consigo prosperar mais com dinheiro do que com amor. Sei que o dinheiro também tem a sua importância, mas aprendi que não devo trabalhar para o dinheiro, mas sim fazê-lo trabalhar para mim, e acredito que com amor consigo dinheiro e muito mais por isso a ganância leva-me a escolher o amor.

E já agora, com que mais gasta o seu dinheiro?

Adoro gastar dinheiro com artigos caseiros, desde cortinas à louça. Sou fascinada por essas coisas e raramente resisto a tentação de as comprar.

Qual é a oportunidade que ainda não teve e que gostaria de ter?

Gostaria de apresentar um programa de televisão. Sinto um encanto por comunicação social e sempre quis muito apresentar na tela um programa de entretenimento. Não é exactamente um sonho, mas é uma curiosidade que eu gostaria de satisfazer.

É sedutora ou é seduzida?

Sou uma sedutora seduzida…(risos).

Como seria para si o homem ideal?

 Seria alguém como o namorado que tenho agora. Ele é meu amigo além de ser meu companheiro, é bastante dedicado e luta pelos meus sonhos como se fossem dele, respeita e trata-me como igual, e faz com que eu me sinta especial em todos os momentos.

Tem algum lugar especial onde já esteve e gostaria de poder voltar?

Gosto muito da Tailândia. Já lá estive duas vezes e gostaria de poder voltar muitas vezes mais porque é um país maravilhoso onde vivi momentos inesquecíveis.

Para que equipe de futebol torce?

Não sou adepta de nenhum clube de futebol, mas torço quase sempre para o Petro Atlético de Luanda.

Alguma vez já foi difamada?

 Já sofri tentativas de difamação em várias ocasiões e sei que por ser uma figura pública estou mais propensa a ser alvo deste tipo de ataque. Sei que as pessoas mais felizes são aquelas que vivem com as mãos limpas e sem receios por isso nem existe fundamento para essas conspirações maliciosas.

Qual a maior mentira que já ouviu sobre si?

É difícil julgar qual das muitas mentiras que já ouvi a meu respeito é a maior, mas acho que a mais engraçada foi que eu viajei para o Brasil em tratamento porque sofria de problemas capilares e estava a ficar careca.

O que nunca se esquece de levar consigo?

Telemóvel, gloss e perfume.

Em sua opinião, porque muitas relações não dão certo?

Posso apenas adivinhar que a falta de comunicação e a falta de flexibilidade estejam envolvidas em muitos desses casos. É necessário que exista amizade entre os casais, mas para se conhecerem e para se entenderem é necessário que os parceiros consigam dialogar sobre as divergências e tenham humildade suficiente para ceder com graciosidade quando necessário.

Em termos culturais, o que pensa do CAN2010 para o nosso país?

O CAN 2010 é a oportunidade perfeita para mostrarmos ao exterior aquilo que a nossa cultura tem de melhor para oferecer e também para transformar muitos estrangeiros em mensageiros e defensores das nossas qualidades culturais.
Internamente, penso que é um evento que deve ser usado para dar a conhecer aos Angolanos as sua próprias vertentes culturais e servir de motor para um maior intercâmbio cultural entre as diversas regiões do país. É um desafio que temos que vencer, senão dentro, pelo menos fora do estádio.

Vai aos estádios ver os jogos de Angola?

Não posso perder esta oportunidade. Sei que a nossa selecção joga por todos nós e, como Angolana que sou, estou ciente do peso e da responsabilidade que assentam nos ombros dos nossos jogadores. Os Palancas Negras contam com o meu apoio.

SOCIEDADE

Qual a sua opinião em relação à submissão feminina?
Não concordo e acho que a submissão feminina se enquadra dentro de um flagelo maior que é a subjugação social. Se realmente pretendemos liberar as mulheres precisamos de mudar a nossa sociedade, e afasta-la dos actuais valores machistas, porque enquanto formos cidadãos passivos de uma sociedade extremamente machista estaremos a passar uma mensagem contraditória quando incentivamos as mulheres a ascender contra a opressão sem temer represálias.
Acho que se devia divulgar mais os casos de mulheres corajosas que não se submetem a opressão e se sacrificam para manter a dignidade, apesar de dependerem financeiramente dos parceiros e de serem desamparadas pela sociedade, porque as jovens de hoje têm uma carência de bons exemplos a seguir.

Que atitude tomaria diante de uma situação de roubo?

Valorizo mais a vida do que os bens materiais por isso eu não ofereceria resistência.

Qual a sua opinião em relação à divisão de tarefas domésticas entre os casais?

Acho óptimo… (risos). Não acho que haja uma regra sobre que tarefas atribuir a mulher e que tarefas atribuir ao homem. Cada casal deve, no seu entender, dividir as tarefas domésticas conforme achar adequado à sua situação, modo de vida, etc. Como resultado desse entendimento, tanto um quanto o outro pode ser responsável pela maior parte das tarefas domésticas. Eu sou o tipo de mulher que gosta de ter cada coisa no seu lugar e que não deixa ninguém mexer nem trocar de lugar. Gosto de ser ajudada na cozinha ou que o homem cozinhe para mim, porque acho isso romântico, mas prefiro que seja eu a fazer o resto.

Qual a sua opinião em relação à violência doméstica?

Acho que está mais do que na hora de mudarmos de atitude em relação a esta epidemia e deixarmos de encobrir este crime como um aspecto cultural. As vítimas da violência têm que ser mais acolhidas de forma a perderem o medo e conseguirem gritar por respeito.
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