Estudantes anunciam manifestação contra decreto que permite aumento de emolumentos e propinas no ano lectivo 2021-2022

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Insatisfeitos com o aumento do valor de emolumentos e propinas, face as medidas tomadas pelo Governo angolano em que acentua 15% para as instituições do ensino privado e público-privado do pré-escolar ao ensino secundário, e 25% para o ensino privado e público-privado do ensino superior. Os estudantes pretendem sair às ruas de Luanda, para manifestar contra o aumento das propinas neste sábado(25).

O Movimento dos Estudantes Angolanos, com realização prevista em várias cidades do país, Francisco Teixeira, presidente do MEA, afirma que isto irá significar um crescente número de alunos que poderão abandonar os estudos a todos os níveis.

“Não vamos aceitar que estudar em Angola seja um luxo, estudar é um dos principais direitos universais, aumentar o preço das propinas nesta altura significa mais crianças fora do sistema de ensino, jovens a interromper o sonho de terminar a universidade”, disse o presidente acrescentando que, neste momento muitos encarregados de educação já retiraram os seus filhos da escola por incapacidade financeira. Teixeira, reitera ainda que a lei de base de educação diz que da primeira classe até a nona o ensino é obrigatório e gratuito.

“Não entendemos por que razão o Estado insiste em medidas que só visa retirar das salas de aulas estudantes”, declarou.

O responsável do Movimento de Estudantes referiu que a manifestação irá ocorrer também nas províncias do Uíge, Huambo e Kwanza Sul. Francisco Teixeira diz que os governantes usam o ensino como negócio, visto que os próprios colégios e universidades são propriedades deles. A sua organização vai solicitar ao Provedor da Justiça e a PGR para que revogue esta medida.

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