Ex-Presidente do Burkina Faso Blaise Compaoré condenado a perpétua por morte de antecessor

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A sentença foi anunciada esta quarta-feira (06.04) pelo Tribunal Militar de Ouagadougou. Além do ex-chefe de Estado, o comandante da sua guarda Hyacinthe Kafando e o general Gilbert Diendéré, um dos líderes do exército durante o golpe de 1987, também foram condenados a prisão perpétua.

Os três homens são condenados por “ataque à segurança do Estado”. Blaise Compaoré e Gilbert Diendéré foram também considerados culpados de “cumplicidade no assassinato” e Hyacinthe Kafando, suspeito de ter liderado o comando que matou Thomas Sankara, de “assassinato”. Os réus têm 15 dias para recorrer destas pesadas sentenças.

Os juízes foram além das exigências da acusação militar, que tinha pedido 30 anos de prisão contra Compaoré e Kafando e 20 anos contra Diendéré.

Oito outros arguidos foram condenados a penas entre três e 30 anos de prisão. Três arguidos foram absolvidos. O veredicto foi saudado por aplausos na sala de audiências, segundo relatou a agência de notícias AFP.

Blaise Compaoré, julgado e condenado à revelia, desde 2014 vive no exílio na Costa do Marfim. Hyacinthe Kafando, em fuga desde 2016, também não compareceu no julgamento, que começou há seis meses no Burkina Faso.

Durante o julgamento, os advogados de Compaoré, afastado do poder em 2014 após uma forte contestação nas ruas, denunciaram “um tribunal de exceção”.

Compaoré alega inocência
“Braço direito” de Sankara, Blaise Compaoré sempre negou ter sido o mandatário do massacre, que vitimou, além de Sankara, outras 12 pessoas.

As circunstâncias da morte de Sankara foram mantidas em total segredo durante o período em que Blaise Compaoré esteve no poder e isso, só por si, faz aumentar as suspeitas sobre si.

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