Familiares e amigos despedem-se de Jacinto Tchipa

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Familiares e amigos despediram-se, este sábado, do músico Jacinto Tchipa, falecido quarta-feira, 3, vítima de doença, em Luanda, com a interpretação de alguns sucessos da sua carreira artística, destacando-se a “Cartinha da Saudade” e “Maié, Maié”.

Tristes pela partida de um dos ícones da música angolana, muitos, no adeus, ainda se manifestaram incrédulos, embora reconhecessem que morreu o homem e ficou para sempre o artista, cujo legado será lembrado e suas canções interpretadas e dançadas.
Cada admirador buscava consolo nos principais êxitos do cantor natural da Caála, província do Huambo.

Sucessos como “África”, “Sissi Ola”, “Reconstrução Nacional”, e outros, ecoaram no último abraço ao vencedor do Top dos Mais Queridos da Rádio Nacional de Angola (em 1986 e 1987).

A cerimónia fúnebre começou com a deposição da coroa de flores, hino nacional, seguido de minuto de silêncio, leitura de mensagens, entrega de meios relevantes à família (espólio), além de homenagens de órgãos de soberania.

À margem da cerimónia, o ministro da Cultura, Turismo e Ambiente, Filipe Zau, apelou a geração futura sensibilidade de acolher os homens e mulheres que trabalhem em prol da arte e da cultura.

Já para o director Nacional da Cultura, Euclides da Lomba, é fundamental humanizar a cultura, visto que há situações que só saem a público em períodos como esse de luto.
“Há muitos artistas a partirem razão pela qual se devia pensar mais na humanização e no funcionamento da cultura em Angola”, referiu.

A figura do compositor foi destacada também pelas mensagens dos ministérios da Defesa Nacional e Veteranos da Pátria, da Cultura, Turismo e Ambiente, Forças Armadas Angolanas, Polícia Nacional, Bombeiros, familiares e amigos antes de seguir ao cemitério do Benfica, onde foi sepultado, precedido de meditação cristã.

Coronel (reformado), Jacinto Tchipa notabilizou-se na década de 1980. Gravou três discos em vinil (“A Cartinha da Saudade”, “Sissi Ola” e “Reconstrução Nacional”) e dois compactos (“Os Meus Sucessos” e “África”).

Há anos que sofria de hipertensão e desde 2017, após cirurgia, usava um aparelho para regular os batimentos cardíacos. Morreu aos 63 anos de idade.

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