Rio de Janeiro e São Paulo, 14 de Janeiro de 2026 — As iniciativas para o reforço da cooperação económica entre Brasil e Angola registam novos avanços, no âmbito de uma agenda estratégica liderada por Celso Athayde, fundador da Favela Holding, em parceria com o empresário angolano Linho Cruz, à frente da Favela Holding Angola, em articulação directa com a CUFA Angola.
Durante a mais recente visita oficial de Celso Athayde a Angola, o João Lourenço, Presidente da República, manifestou total disponibilidade do Governo angolano para apoiar técnica e institucionalmente a estruturação de um projecto estratégico nos sectores da agricultura, pecuária e agro-indústria.
Como desenvolvimento dessa agenda, o Chefe de Estado angolano esteve posteriormente no Brasil, onde manteve encontros com o Presidente Luiz Inácio Lula da Silva, com Celso Athayde e com o presidente da ApexBrasil, Jorge Viana. As reuniões consolidaram entendimentos de cooperação institucional e económica, criando um ambiente favorável à atracção de investimento privado e ao estabelecimento de parcerias estruturantes entre os dois países.
Segundo Linho Cruz, CEO da Favela Holding Angola e da CUFA África, “está a ser construída uma relação sólida, assente na confiança, no planeamento e no impacto real, com Angola a reunir condições excepcionais para se afirmar como um dos grandes polos do agronegócio africano”.
No âmbito destes acordos, a Favela Holding Angola assegurou, numa primeira fase, cerca de 100 mil hectares de terras destinadas à produção agrícola e pecuária. A dimensão da área — equivalente a aproximadamente 1.000 km² — evidencia a escala e o potencial estratégico do projecto.
Com o interesse crescente de governos provinciais e de proprietários de terras, a iniciativa entra agora numa fase de expansão, com a chegada iminente de Celso Athayde a Angola para formalizar novas acções e responder a convites oficiais de outras províncias.
Neste contexto, o Lunda Norte endereçou um convite formal à Favela Holding Brasil e Angola para uma missão técnica e institucional entre os dias 23 e 27 de Janeiro, com visitas de campo, avaliações logísticas, reuniões com autoridades locais e contactos com detentores de terras.
Uma equipa da holding, liderada pelo executivo Rubens Fernandes Filho, encontra-se a concluir os procedimentos para a deslocação de Celso Athayde a Angola nesse período. A agenda inclui igualmente o alargamento de parcerias que já envolvem mais de 20 empresas dos sectores da saúde, seguros, construção civil, saneamento básico e infra-estruturas ambientais.
A terceira fase do projecto prevê ainda a integração de figuras de referência do agronegócio brasileiro, como Reinaldo Moraes, conhecido no sector da suinicultura, e Carlos Favoreto, sócio de Athayde no Favela Agro, com vasta experiência na estruturação de operações agro-industriais de grande escala.
“Angola é o meu segundo país. O potencial destas áreas representa activos de enorme valor produtivo, mas o nosso compromisso vai além do económico: queremos gerar impacto social, emprego, renda e desenvolvimento sustentável”, sublinha Celso Athayde.
A iniciativa reforça o posicionamento da Favela Holding como ponte estratégica entre Brasil e África, articulando investimento privado, know-how técnico brasileiro e políticas públicas angolanas para impulsionar o desenvolvimento sustentável e a modernização do agronegócio no continente.
A missão técnica contempla passagens pelas províncias do Bengo, Lunda Norte e Huambo, com embarque do Brasil marcado para 21 de Janeiro e regresso previsto para o dia 28.




