Fortunato Tomás fala sobre dança: “Ela mudou minha vida de uma forma geral”

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Por: Edueni António

O grande sonho de alguns dançarinos no mundo todo é ser reconhecido ou até mesmo vencer um grande concurso, e para Fortunato Tomás, de 34 anos de idade, não tem sido diferente.

Em entrevista ao PLATINALINE o jovem dançarino, vencedor da edição de 2009, do concurso de dança Bounce, contou sobre a sua trajectória profissional. De modo geral, a dança mudou a sua vida e deu-lhe uma amplitude maior em termos de trabalho e oportunidades para alcançar os seus sonhos com mais positividade.

“A verdade é que nós nunca somos os melhores, há sempre pessoas melhores que nós em alguma parte de Angola, mas são poucos os que têm a oportunidade de mostrar o seu verdadeiro talento para o país inteiro. Isso, de certa forma, muda muito a minha vida, porque tenho de aprender todos os dias a dar o melhor de mim”. Disse 

Dentre várias questões colocadas, uma delas foi se é difícil conquistar o mercado angolano e, para Fortunato, depende do ponto de vista, depende do que a pessoa quer alcançar, se quer  apenas ser bailarino de videoclipes, se quer ser professor de dança em escolas ou se quer ter o seu próprio espaço e criar a sua marca. 

“De uma forma geral, é difícil de conquistar, porque o povo angolano é bastante exigente quanto à verdadeira arte. Na verdade, é sempre difícil conquistarmos algo quando não há muitas oportunidades para que isso aconteça, quando não há apoios, uma conquista por meios próprios sempre será mais difícil”, realçou.

De acordo com a situação epidemiológica sobre Covid-19, Fortunato tem as portas da sua academia fechadas, onde tem realizado as suas actividades como professor de dança, e para ele, tem sido complicado. O mesmo tem organizado aulas ao ar livre com um número reduzido de pessoas, e sempre respeitando os métodos de biossegurança. As aulas online também têm servido para ajudar as pessoas que queiram emagrecer ou manter a sua saúde e bem-estar.

“Essa pandemia veio apenas nos mostrar que mesmo nós, como artistas, temos de estar preparados para qualquer situação inesperada”, salientou.

Fortunato foi um dos vencedores de um dos concursos de dança em Angola, nos dias de hoje, o mesmo tem exercido essa função como professor, e realça que “uma das vantagens de ser vencedor de um programa de dança é essa mesma, as pessoas têm mais confiança no meu trabalho e, de certa forma, dá credibilidade em aderirem”. Mas nada o limita pensar que por ser vencedor de um programa, é tudo. “Aquilo foi apenas uma porta aberta, agora tenho que percorrer o caminho e conquistar as pessoas, mostrando trabalho de qualidade.”

“Não acredito que haja barreiras na minha área de trabalho, há, claro, competição entre escolas e ginásios, mas isso faz parte de um núcleo de pessoas que estão a lutar para mostrar o melhor deles mesmos.”

Tomás não se sente intimidado enquanto houver preferências, pois as pessoas sempre terão as suas opções de escolha. “Cada profissional tem a sua forma de trabalhar, de conquistar um cliente, um trabalho. Ninguém é igual a ninguém, respeite os seus colegas de profissão e dê a maior força a eles para que possam alcançar os seus objetivos.”

Para finalizar, o jovem professor e dançarino diz que se sente orgulhoso pelo seu percurso, apesar dos altos e baixos. “Vontade de desistir de tudo e começar a fazer outra coisa completamente diferente. Mas o orgulho é isso mesmo, é saber que mesmo dando tudo errado, a gente continua firme, porque sabe que um dia as coisas vão dar certo.” Concluiu.

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