O vice-presidente para o futebol do 1º de Agosto, Paulo Maguejo, afirmou, em Luanda, que a equipa principal precisa de pelo menos 15 dias para voltar a efectuar jogos do Girabola, após o cumprimento da quarentena institucional.
A equipa está a cumprir quarentena por ter defrontado o Kaizer Chiefs, da África do Sul, em jogo pontuável para o apuramento à fase de grupos da Liga dos Campeões Africanos.

O “confinamento” resulta do facto de a África do Sul já ter casos confirmados da nova variante da Covid-19, o que obriga os militares”, à luz do protocolo vigente em Angola, a fazerem quarentena de 14 dias.

Ao abrigo do protocolo imposto pelas autoridades, para prevenir o surgimento de casos da nova estirpe do vírus, estão em quarentena o corpo técnico, liderado por Paulo Duarte, pessoal de apoio, equipa médica, dirigentes e 18 jogadores.

Em entrevista à TV Zimbo, Paulo Manguejo explicou que os atletas não treinam há mais de 14 dias, por falta de condições técnicas no local de confinamento (centro Dany Massunguna), localizado na Cidade Desportiva, Luanda.

“Temos mantido contacto com médicos e especialistas, que nos indicam que qualquer um dos jogadores não pode ir para um campo, sob risco de acontecerem danos maiores, sem ter no mínimo 15 dias de recuperação”, fundamentou.

Quanto à questão dos jogos do Girabola marcados pela Federação Angolana de Futebol, neste período, referiu que têm estado a comunicar, frequentemente, com a FAF, para informar o estado psíquico e físico da equipa.

Reiterou que um “novo” calendário para o 1º de Agosto só pode ser visto depois de 15 dias após a saída oficial da quarentena institucional, cuja efectivação depende das autoridades sanitárias.

Em meio deste impasse, disse que a direcção do clube foi surpreendida pela Federação Angolana de Futebol (FAF), que enviou ao clube uma nota a indicar a marcação do jogo para o dia 26 deste mês, frente ao Sagrada Esperança, na cidade do Dundo, partida referente à sexta jornada.

Paulo Manguejo alegou não terem jogadores suficientes para montar uma equipa competitiva e enfrentar os “lundas”, sublinhando que já notificaram a FAF no sentido de acautelar tal situação e evitar a falta de comparência.

Lementou o facto de estar a haver, na visão do clube, falta de apoio institucional da FAF, e de as comunicações do órgão reitor do futebol nacional sobre os pedidos de adiamento dos jogos serem quase sempre passadas com atraso aos adversários do 1º de Agosto.

“O Ministério da Saúde está a fazer um trabalho que vela em prol do país, que visa salvaguardar a saúde pública, e a federação deve velar pelos nossos interesses”, argumentou.

Confirmou que, fruto da pressão psicológica a que estão a ser alvos, pela FAF, alguns jogadores decidiram fazer greve de fome, apesar do apoio psicológico dado pela direcção do clube.

Adiantou já terem notificado a equipa do Sagrada Esperança de que não vão jogar na próxima terça-feira, por indisponibilidade do plantel, sublinhando não haver intenção do clube de fazer um braço-de-ferro com a FAF.

“Nós tentamos gerir a situação de forma interna, mas chegamos à conclusão que não vale apena e temos que informar aos nossos adeptos o que de facto se está a passar com o 1º de Agosto”, concluiu o responsável da equipa militar.