Em cinco anos, menos de 133 milhões de kwanzas foram alocados à investigação científica em Angola, de acordo com o jornal Expansão. Desde 2021 até ao presente ano, a Fundação para o Desenvolvimento Científico e Tecnológico (Fundecit) geriu uma média anual de 26,5 milhões Kz, perfazendo um total de 132,5 milhões Kz, valor destinado a financiar 166 projectos de investigação científica liderados por investigadores e instituições de investigação e desenvolvimento angolanas.
Segundo a mesma fonte, ao longo dos cinco anos de existência, a Fundecit publicou quatro editais de apoio à investigação científica: três em 2022 e um em 2025. Nos anos de 2023 e 2024 não foi lançada qualquer convocatória para investigadores. No primeiro edital foram reservados 19,6 milhões Kz para mestres e doutorandos; no segundo, 30,8 milhões Kz, exclusivamente para doutores; no terceiro, 26,9 milhões Kz destinados a universidades e instituições de investigação. Já em 2025, após um interregno de dois anos, o montante definido foi de 55 milhões Kz, também dirigido a instituições de ensino e investigação.
Até ao momento, o ano de 2022 foi o mais produtivo, com a publicação de três editais que somaram 77,4 milhões Kz. Nesse período, foram submetidas 199 candidaturas, das quais 166 foram aprovadas pelo Conselho Científico da Fundecit, correspondendo a 83% do total.
Refira-se que a investigação científica é essencial para o desenvolvimento de qualquer país, pois gera conhecimento, inovação e soluções que melhoram a qualidade de vida da população. O investimento em ciência fortalece sectores estratégicos como saúde, educação, agricultura, tecnologia e indústria, aumentando a capacidade nacional de responder a desafios sociais e económicos.
Por: Lindeza Admizalda



