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    JAY-Z: CANTOR, PRODUTOR, EMPRESÁRIO E… DONO DE TIME DE BASQUETE

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    Quando o investidor Bruce Ratner decidiu comprar o Brooklin Nets, time de basquete sediado no bairro de mesmo nome nos Estados Unidos, recrutou Jay-Z – estrela do rap norte-americano, cujo nome verdadeiro é Shawn Carter, casado com a também popular cantora Beyoncé – para ser um dos financiadores do projeto. Ele convenceu o rapper a investir US$ 1 milhão e, hoje, nove anos depois, a participação do cantor sobre o clube, 0,5% do total, aparenta ser insignificante diante do que ele representa para a equipe.

    Jay-Z (Foto: Getty Images)

    A maior prova está na inauguração da arena Barclays Center, cujo nome foi adquirido por meio de um patrocínio pelo banco homônimo. Depois de ter sido fechado em março de 2010 para ser reconstruído, o complexo, que custou em torno de US$ 1 bilhão, deverá ser reaberto em 28 de setembro deste ano. A tão aguardada reinauguração terá oito shows realizados por Jay-Z para festejar a data. E, longe dos bastidores, ele tem uma importância muito maior do que sua participação de 0,5% no negócio, de acordo com os investidores mais próximos.

    O cantor ajudou a desenhar os logotipos da equipe e escolheu o esquema de cores do time de basquete. Pessoalmente, pediu à NBA, a liga de basquete dos Estados Unidos e a principal do planeta, para que os uniformes pudessem ser pretos e brancos – originalmente, os dirigentes da entidade não gostavam da ideia que uma equipe formada por afroamericanos aparecesse na televisão com uniformes pretos, segundo fontes ligadas ao assunto. A informação é oficialmente negada pela NBA.

    ay-Z instruiu os outros donos do Brooklin Nets até sobre as músicas que deveriam ser tocadas durante os jogos. Em vez de clássicos antigos favoritos da população norte-americana, como Bon Jovi, ele pediu para que artistas com mais identificação com a região, como a cantora Santigold, fizessem parte dos intervalos das partidas. Depois de dois anos e meio de reconstrução da arena, ele e a esposa, Beyoncé, mudaram a estratégia de negócios que havia sido desenhada para fazer com que o complexo tenha sucesso.

    Essa relação entre artistas e times já aconteceu algumas vezes. O cantor Usher participou do Cleveland Cavaliers, o ator e comediante Will Smith, do Philadelphia 76ers, e os cantores e atores Jeniffer Lopez e Marc Anthony, do Miami Dolphins. Mas nenhum chegou a ter a mesma relação que Jay-Z com o Brooklin Nets, segundo relata o jornal The New York Times. Nenhum deles, assim como algumas outras dezenas, chegou a ter um papel publicamente relevante para a reestruturação de uma equipe esportiva.

    “Ele é tudo. Ele é nós. Ele é como as pessoas irão ver aquele lugar”, definiu Ratner, o principal investidor por trás do Barclays Center. Ele e outros investidores, como o bilionário russo Mikhail Prokhorov, que em 2009 comprou 80% do time de basquete, estão tirando proveito da imagem de Jay-Z. Para começar, cada um deles têm acesso exclusivo e gratuito a uma das suítes especiais que foram construídas dentro do complexo, as quais custam US$ 550 mil por ano para pessoas comuns.

    utro benefício, um pouco mais difícil de mensurar, diz respeito à marca de Jay-Z enquanto artista e personalidade. O cantor, por exemplo, passou a usar um boné com a marca da equipe de basquete em seus comerciais na televisão, como no da cerveja Budweiser, que para explorar a imagem dele tem de pagar. A marca do cantor tem valor. De traficante de drogas, que tinha uma boca a dois quarteirões da nova arena, ele se tornou em um bem sucedido homem de negócios que criou sua própria produtora e invadiu mercados além da música.

    O envolvimento do artista ajudou até a convencer a vizinhança de que o empreendimento de Ratner era positivo para a região. A ideia de construir no Brooklin uma zona residencial e um conjunto de prédios comerciais irritou moradores, sob o argumento de que iriam destruir o bairro. Eles não foram convencidos nem por promessas de mais empregos.

    Jay-Z insistiu, disse que nunca apoiaria “nada contra o povo”, e dobrou a população. “Trazer alguém que cresceu em habitações públicas, com uma história de ida da miséria à riqueza, que poderia se identificar com os afroamericanos do Brooklin, foi esperto”, disse uma vereadora local, Letitia James. Todo esse apoio por 0,5% do negócio.

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