Mais internacional, Laton Cordeiro afirma não depender da indústria musical angolana

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Por: Hélio Cristóvão

A apostar cada vez mais na internacionalização da sua carreira, o rapper, membro dos Kalibrados, falou, durante uma conversa com o PLATINALINE, sobre a questão da independência, referente ao mercado musical.

Desde 2016, ano em que decidiu internacionalizar a carreira, o cantor teve inúmeras experiências musicais, motivo que o levou a deixar de depender da indústria musical angolana.

“O que quero essencialmente dizer é que, a partir do momento em que  deixei de depender da música exclusivamente, da indústria, é que não me importo tanto se vai tocar na rádio ou se vai passar na televisão. A partir do momento qem ue deixei de contar com qualquer tipo de veículo institucional ou convencional, tornei-me mais livre e criativo, daí, músicas como “kamussekele” e “bajú” não tocam nem vão tocar na rádio.”

O artista afirmou, ainda, que os seus colegas não têm o mesmo privilégio ou luxo de não depender da indústria musical angolana.

Questionado de onde surgem rendimentos a par a música, Laton diz: “A minha imagem gera dinheiro, não a música. A minha imagem, o meu protagonismo e o meu mérito social vendem”, declarou.

Importa referir que, em Abril do ano passado, o cantor formou a dupla BNL, com o artista sul africano Bo, ambos disponibilizaram nas plataformas digitais um single e respectivo videoclipe intitulado “My kinda crazy”, cantado em Inglês, Português e Espanhol. Com este projecto internacional, os músicos expandiram a sua musicalidade num universo distante de Angola e África do Sul.

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