Neidh Brancel, a nova voz do gospel angolano

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Por: Stella Cortêz

Com uma voz linda e agradável que acalma a alma de quem ouve as suas músicas, Jandira André, ou se preferir Neidh Brancel, nasceu a 09 de Fevereiro, na cidade de Malanje e é licenciada em Ciências da Comunicação pela Universidade Independente de Angola.

Actualmente, Neidh divide a sua vida entre as luzes dos vários espaços musicais e o microfone radiofónico, duas profissões que ama fazer. Em entrevista ao nosso site, a cantora falou do seu percurso artístico no mundo do gospel.

Nasci num lar cristão e, desde cedo, os meus pais ensinaram-me as primeiras notas musicais. Comecei a cantar aos três anos, no grupo coral infantil da igreja da qual pertenço, e também já fui a vocalista principal. O meu primeiro e grande momento como cantora foi no Festival da Canção organizado pelo Departamento da Música da Igreja do Sétimo Dia a nível do distrito do Golfe, isto em 2008, e fiquei na segunda posição como a melhor interpretação da tarde. Para além de cantar, também toco guitarra”, disse o novo talento.

Desde aquela altura, a autora da música “Sonho”, não mais parou; participou em varios concertos gospel e actividades de carácter social. Em 2015, Neidh deu um grande passo na carreira artistica, ao dividir o palco com inúmeros artistas internacionais do género gospel, nomeadamente: Rafael Pinho, Leonardo Gonçalves, Débora Duarte e Danilo Melo. Recentemente, Neidh Brancel realizou um Show Gospel na Laasp, ex-Liga Africana em alusão ao dia dos namorados.

Questionada sobre os planos para 2017, o novo talento respondeu-nos: “É o meu ano! Pretendo gravar o meu maxi single e expandir a minha carreira, levando a minha música aos quatro cantos do mundo.

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HÉLDER PEDRO, DE COBRADOR DE TÁXI A PROMESSA DA TV NACIONAL Há alguns meses que a televisão nacional ganhou um novo rosto. Hélder Pedro é o “platinado” que todos os sábados apresenta o mais recente programa de televisão sobre o jet7 angolano, no canal Jango Magic, da operadora DStv. A voz naturalmente colocada e a dicção não deixam margem para dúvidas de que a vocação radiofónica está-lhe no ADN. Apesar de ter optado por estudar Ciências Físicas e Biológicas no ensino médio, Hélder era apelidado pelos colegas de o “Bartolomeu da sala”, numa clara comparação a Ernesto Bartolomeu, famoso apresentador do telejornal da TPA 1. Várias foram as vezes que o jovem ouviu dizer que estava a perder-se no curso errado, porque “tinha um grande potencial para o jornalismo”, disse em entrevista à BANTUMEN. Num teste às suas capacidades, em 2008, decidiu criar a Rádio One, onde o seu quarto era o estúdio e os vizinhos a audiência. Uma coluna no terraço e estava criada a primeira rádio a ser emitida no município de Cacuaco. “Tudo o que eu falasse, as pessoas que viviam nos arredores da casa ouviam. O programa da Rádio One começava às 18 horas e tinha como convidados os meus irmãos e primo. O projecto surge com o intuito de entreter as noites da nossa vizinhança, uma vez que havia muita bandidagem no bairro e a zona era muito silenciosa.” Mas antes de chegar às televisões do país através do semanal “Platinando”, as curvas e contra-curvas da vida de Hélder levaram-no a ser pedreiro, cobrador de táxi, taxista e segurança num quintal do pai. Mas a perseverança está-lhe impressa no caracter. Em 2012, o “Bartolomeu da sala” conseguiu chegar à redação da Platina Line, através do pai que conhecia um dos funcionários da empresa. “Por ser bom e talentoso, passei no casting. Comecei como repórter, passei de seguida a fazer o programa de rádio na Kairós e fui promovido mais tarde para apresentador de TV, fazendo até hoje o programa “Platinando” com a minha colega Rosa de Sousa.” Um ano mais tarde, a responsabilidade do jovem trabalhador-estudante tornou-se demasiado pesada e foi necessário optar entre as várias actividades que desenvolvia ao mesmo tempo. “Estudava na Utanga do Capolo, fazia o curso de Electrónica e Telecomunicações e era difícil conciliar os estudos, serviço de táxi “não personalizado” e a Platina Line. Larguei o táxi e os estudos por falta de apoio, pois nessa altura o meu pai já não tinha condições para sustentar os meus estudos. E eu que sempre pensei que ser estudante universitário fosse um mar de rosas e que fosse principalmente fácil pagar as propinas, enganei-me!” Depois de dois anos dedicados à comunicação, Hélder decide voltar a estudar e é actualmente aluno da Universidade Independente de Angola, no curso de Ciências da Comunicação. Numa breve análise à liberdade de expressão dos meios de comunicação nacionais, Hélder Pedro diz que a “Platina Line veio revolucionar a comunicação social em Angola, em particular o mundo do entretenimento. Mas, como infelizmente a nossa sociedade ainda não tem uma mente tão aberta neste campo, encaramos certas informações como abusos contra identidade, o que impossibilita a liberdade de comunicação e muitas vezes de expressão. Como resultado, muitos jornalistas, comunicólogos e não só, vêem-se na obrigação de omitirem determinadas informações”, explica. Entre o online e a TV não consegue designar um preferido e garante que as duas categorias têm as suas vantagens. No entanto, os seus objectivos centram-se em chegar à cadeira de pivô de telejornal e, quem sabe, ser o sucessor do ídolo Ernesto Bartolomeu.
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