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Raid Cacimbo Cuca 2017 – a aventura do ano!

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Estreantes vivem experiência única na maior expedição turística de Angola

O Raid Cacimbo Cuca 2017, realizado pela primeira vez com o carimbo do Social Team, é já considerado a aventura do ano em Angola! Foram percorridas 11 províncias em 15 dias, permitindo aos participantes conhecer as zonas mais tradicionais do país.
Aquela que é a maior expedição turística do país, realizada de 23 de Julho a 6 de Agosto, foi composta por três grupos, o estreante das “Andorinhas”, os “Leões” e os “Veteranos Cacimbados”, proporcionando momentos ímpares de descoberta de novos pontos turísticos e culturais em Angola.
A primeira semana da expedição teve como momento alto a passagem pela Lagoa do Rio Kuito, percurso considerado pela organização como verdadeiramente radical, um troço em mata serrada em que a comitiva chegou a demorar nove horas para percorrer cerca de 60 quilómetros de viagem.
Como todo o Raid, este teve imponderáveis. A caravana perdeu-se numa das picadas acabando por pernoitar nos carros, com os participantes a descansar sentados ao volante, apenas por algumas horas, o que tornou a aventura mais atractiva.
Em direcção a Menongue os riders pernoitaram em Chitembo e acordaram na Vila, numa espécie de “Big Brother Raid Cacimbo” com centenas de pessoas à volta do acampamento para apreciar os hábitos e costumes dos Cacimbados. A caravana rumou depois até ao rio Cubango, onde tiveram uma experiência de “tiger fisher” – pesca desportiva ao peixe tigre.
Com o espírito de camaradagem, fogueira de cacimbo a céu aberto estrelado, refeições à Raid Cacimbo, um bom Cozido à Portuguesa como só as cotas do Raid Cacimbo sabem fazer, os 2ºC de temperatura na Baía do Kuito, foram alguns dos atractivos da vigésima primeira edição, que juntou 30 participantes e 12 carros, percorrendo cerca de 3.800 km (três mil e oitocentos quilómetros) pela picada e estradas das províncias de Luanda, Bengo, Kwanza Norte, Malange, Bié, Moxico, Kuando Kubango, Huambo, Benguela e Kwanza Sul.

Esta edição contou com o patrocínio da cerveja Cuca, uma das marcas mais antigas de Angola, que brindou os participantes com uma visita à icónica fábrica da SOBA Catumbela, sempre dentro do espírito de aventura e descoberta característicos do Raid Cacimbo.
«É uma grande honra para o Social Team organizar a 21ª edição desta que é a maior expedição turística de Angola que, apesar das adversidades constatadas no percurso, teve como bandeira a resiliência para o cumprimento dos nossos objectivos. Na história do Raid pelas 18 províncias percorridas, as mais radicais foram a ida de carro a Cabinda e a Jamba mineira numa fase em que encontravam-se todas zonas minadas». Refere Ricardo Fernandes, do Social Team.
De referir que o Raid Cacimbo conta com mais de 20 anos de história, ao longo dos quais foram exploradas as 18 Províncias de Angola e quatro países africanos, percorridos milhares de quilómetros por vias principais, secundárias e terciárias, de encontro a comunidades em lugares esquecidos no tempo e as mais belas e inusitadas paisagens africanas.
Para Kerlan Costa um dos estreantes do grupo das “Andorinhas” «participar do Raid Cacimbo é muito mais que turismo, é uma experiência única conhecer melhor o nosso país».

Sobre o Raid Cacimbo
O Raid Cacimbo surgiu em 1996, passando desde então a ocupar lugar de destaque no calendário de eventos nacionais. A iniciativa decorre anualmente na estação do cacimbo, tendo sido interrompida no período de 1998 a 2001 em virtude da insegurança.
O número de viaturas participantes varia anualmente entre as 10 e as 15, um número limitado em função do grau de dificuldade do percurso, cuja extensão oscila entre os 3.000 e os 8.000 Kms. Este percurso é feito durante duas a três semanas consecutivas, pelas várias províncias de Angola, tendo em algumas expedições ultrapassado fronteiras.
Na história do Raid Cacimbo ficam marcadas duas expedições: a primeira, em 1996, a mais participada, com 33 viaturas TT, uma mota e 92 pessoas; e a de 2009, a mais extensa em termos de distância e de tempo, com 7.800 Kms percorridos em 22 dias.
Os “Cacimbados” percorreram já as 18 províncias angolanas. Os pontos mais distantes alcançados em território nacional foram Miconge (Cabinda), Soyo (Zaire), Chiluage (Lunda Sul), Lago Dilolo (Moxico), Cinde (Kwando Kubango), Foz do Rio Cunene (Namibe). Além fronteiras, o Raid Cacimbo percorreu estradas de Maputo (Moçambique) e Loubomo, ex-Dolisie (República Democrática do Congo).
O grupo não tem qualquer carácter de competição, embora possam ser organizadas provas ou concursos de participação facultativa em determinados pontos do percurso, mas sempre dissociados dos elementos velocidade e risco habitualmente inerentes às competições.

Sobre o SOCIAL TEAM
Fundado em 2012, o SOCIAL TEAM é um grupo multidisciplinar focado na competição e desenvolvimento de actividades sócio-desportivas. Com uma forte componente organizativa, todos os eventos têm como base a responsabilidade social e o envolvimento da comunidade.
Ligado ao desporto em geral, com o desenvolvimento de modalidades e atletas onde destaca as participações no desporto motorizado, Rali, Surf, Wakeboard e Skate sempre com os valores de responsabilidade social, preservação do meio ambiente e espírito de equipa.

Helder Pedrohttp://www.afacc16.org
HÉLDER PEDRO, DE COBRADOR DE TÁXI A PROMESSA DA TV NACIONAL Há alguns meses que a televisão nacional ganhou um novo rosto. Hélder Pedro é o “platinado” que todos os sábados apresenta o mais recente programa de televisão sobre o jet7 angolano, no canal Jango Magic, da operadora DStv. A voz naturalmente colocada e a dicção não deixam margem para dúvidas de que a vocação radiofónica está-lhe no ADN. Apesar de ter optado por estudar Ciências Físicas e Biológicas no ensino médio, Hélder era apelidado pelos colegas de o “Bartolomeu da sala”, numa clara comparação a Ernesto Bartolomeu, famoso apresentador do telejornal da TPA 1. Várias foram as vezes que o jovem ouviu dizer que estava a perder-se no curso errado, porque “tinha um grande potencial para o jornalismo”, disse em entrevista à BANTUMEN. Num teste às suas capacidades, em 2008, decidiu criar a Rádio One, onde o seu quarto era o estúdio e os vizinhos a audiência. Uma coluna no terraço e estava criada a primeira rádio a ser emitida no município de Cacuaco. “Tudo o que eu falasse, as pessoas que viviam nos arredores da casa ouviam. O programa da Rádio One começava às 18 horas e tinha como convidados os meus irmãos e primo. O projecto surge com o intuito de entreter as noites da nossa vizinhança, uma vez que havia muita bandidagem no bairro e a zona era muito silenciosa.” Mas antes de chegar às televisões do país através do semanal “Platinando”, as curvas e contra-curvas da vida de Hélder levaram-no a ser pedreiro, cobrador de táxi, taxista e segurança num quintal do pai. Mas a perseverança está-lhe impressa no caracter. Em 2012, o “Bartolomeu da sala” conseguiu chegar à redação da Platina Line, através do pai que conhecia um dos funcionários da empresa. “Por ser bom e talentoso, passei no casting. Comecei como repórter, passei de seguida a fazer o programa de rádio na Kairós e fui promovido mais tarde para apresentador de TV, fazendo até hoje o programa “Platinando” com a minha colega Rosa de Sousa.” Um ano mais tarde, a responsabilidade do jovem trabalhador-estudante tornou-se demasiado pesada e foi necessário optar entre as várias actividades que desenvolvia ao mesmo tempo. “Estudava na Utanga do Capolo, fazia o curso de Electrónica e Telecomunicações e era difícil conciliar os estudos, serviço de táxi “não personalizado” e a Platina Line. Larguei o táxi e os estudos por falta de apoio, pois nessa altura o meu pai já não tinha condições para sustentar os meus estudos. E eu que sempre pensei que ser estudante universitário fosse um mar de rosas e que fosse principalmente fácil pagar as propinas, enganei-me!” Depois de dois anos dedicados à comunicação, Hélder decide voltar a estudar e é actualmente aluno da Universidade Independente de Angola, no curso de Ciências da Comunicação. Numa breve análise à liberdade de expressão dos meios de comunicação nacionais, Hélder Pedro diz que a “Platina Line veio revolucionar a comunicação social em Angola, em particular o mundo do entretenimento. Mas, como infelizmente a nossa sociedade ainda não tem uma mente tão aberta neste campo, encaramos certas informações como abusos contra identidade, o que impossibilita a liberdade de comunicação e muitas vezes de expressão. Como resultado, muitos jornalistas, comunicólogos e não só, vêem-se na obrigação de omitirem determinadas informações”, explica. Entre o online e a TV não consegue designar um preferido e garante que as duas categorias têm as suas vantagens. No entanto, os seus objectivos centram-se em chegar à cadeira de pivô de telejornal e, quem sabe, ser o sucessor do ídolo Ernesto Bartolomeu.
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