Foi no passado sábado, dia 3, que a marcha pacífica destinada a denunciar e combater o abuso sexual de mulheres e menores foi impedida de se realizar, por alegada falta de autorização por parte das autoridades. Em resposta, a organização reagendou a iniciativa para sábado, dia 10 de Janeiro.
A organização remeteu, esta segunda-feira, dia 5, uma comunicação formal ao Governo Provincial de Luanda (GPL) e à Polícia Nacional, informando sobre a realização da manifestação, em conformidade com o artigo 47.º da Constituição da República de Angola. Segundo a organização, no caso da marcha anterior, o GPL e a Polícia Nacional teriam recusado receber a carta, situação que desta vez foi ultrapassada com a recepção oficial do documento pelas referidas entidades, conforme avançou ao Platinaline, uma integridade da organização.
De acordo com os organizadores, o Governo Provincial de Luanda já recepcionou a comunicação relativa à realização da marcha no próximo dia 10 de Janeiro, no Mercado do São Paulo, reafirmando o compromisso da sociedade civil na luta contra o abuso sexual e na defesa dos direitos fundamentais.
O crime que motivou este protesto e chocou a opinião pública foi o caso de Belma, uma jovem de 15 anos que terá sido abusada por dois homens no município de Viana. O vídeo da agressão circulou amplamente nas redes sociais, gerando uma onda de indignação a nível nacional.
Por: Ivaldimildo Matias




