Depois de exatamente um mês, o bitcoin tem um novo recorde de preço. A criptomoeda viu seu preço subir quase 20% na manhã desta segunda-feira, 8, em um intervalo de cerca de 30 minutos, e chegar a 44.850 dólares pela primeira vez. A alta foi motivada pelo anúncio de que a Tesla investiu 1,5 bilhão de dólares em bitcoin e que poderá aceitar a criptomoeda como meio de pagamento para compra dos seus carros.

“Em janeiro de 2021, atualizamos nossa política de investimento para nos fornecer mais flexibilidade para diversificar ainda mais e maximizar os retornos sobre nosso caixa que não são necessários para manter a liquidez operacional adequada. Como parte da política, que foi devidamente aprovada pelo Comitê de Auditoria de nosso Conselho de Administração, podemos investir uma parte desse dinheiro em certos ativos de reserva alternativa, incluindo ativos digitais, barras de ouro, fundos negociados em bolsa de ouro e outros ativos, conforme especificado no futuro”, diz documento da companhia de Elon Musk enviado à SEC, o órgão regulador dos EUA.

“Depois disso, investimos um total de 1,5 bilhão de dólares em bitcoin sob esta política e podemos adquirir e manter ativos digitais de tempos em tempos ou de longo prazo. Além disso, esperamos começar a aceitar bitcoin como forma de pagamento por nossos produtos em um futuro próximo, sujeito às leis aplicáveis e inicialmente em uma base limitada, que podemos ou não liquidar no recebimento”, completa o documento.

O novo recorde de preço da maior criptomoeda do mundo supera os cerca de 42 mil dólares registrados no dia 8 de janeiro. Desde então, o ativo viu seu preço cair até cerca de 28.500 dólares e ficar grande parte do tempo entre 31 mil e 35 mil dólares.

A entrada de dinheiro institucional no mercado de criptoativos é a principal razão pela alta do bitcoin em 2020. No entanto, é a primeira vez que uma das 10 maiores empresas do mundo anuncia investimento na criptomoeda. Atualmente, a Tesla é a sétima maior empresa do mundo por valor de mercado, avaliada em 807 bilhões de dólares.

Antes dela, empresas como PayPal, Square e MicroStrategy e gestoras como a BlackRock — que tem 8,6 trilhões de dólares em ativos sob sua gestão —, a Guggenheim Partners e a MassMutual, entre vários outros, também divulgaram investimentos no ativo digital.