Nos tempos que correm, o acto de gravar e divulgar nas redes sociais momentos íntimos, sobretudo envolvendo meninas adolescentes, tem ganho força na sociedade angolana. Todos os meses, ou até semanas, surgem novos vídeos a circular online, acompanhados de informações que indicam que, em muitos casos, são as próprias jovens a colocá-los em circulação.
Em entrevista ao Platinaline, o cantor e empreendedor Eddy Flow partilhou a sua opinião sobre estes constantes vazamentos. Para o artista, a divulgação deste tipo de conteúdo tem um objectivo claro: a procura de clientes. “Quando usam o corpo com o objectivo de facturar com o mesmo, é uma atitude abominável”, começou por afirmar.
Conhecido pelas opiniões que expressa nas redes sociais, Eddy Flow recordou ainda o caso de Nacobeta, que foi obrigado a fazer um pedido de desculpas públicas pela OMA. No contexto actual, o cantor defende que as autoridades devem manter uma postura firme para proteger a integridade da mulher. “Os vazamentos estão demais. Hoje é uma menina que tem família, amanhã pode ser uma nossa irmã a fazer o mesmo. Temos de cortar o mal pela raiz para que isto não se prolifere e não seja encarado como normal”, disse, acrescentando que “é sempre a família quem mais sofre com estas situações”.
No final, Eddy Flow voltou a reprovar o uso do corpo como meio de sustento, defendendo que existem outras formas dignas de ganhar visibilidade e oportunidades. “Tratar a vagina como emprego é totalmente reprovável, lastimável e eu condeno”, afirmou, acrescentando que a mulher angolana precisa de ser respeitada e preservada.
Por: Nunes Hebo




