Luanda, 26 de Janeiro de 2026 – O Tribunal da Comarca de Luanda, através da 7.ª Secção da Sala de Crimes Comuns, dá início, esta terça-feira, 27 de Janeiro, às 09h00, no Tribunal Supremo, à segunda sessão de julgamento de um processo-crime de elevada complexidade que envolve 36 arguidos, entre cidadãos e pessoas colectivas, acusados da prática de diversos crimes económico-financeiros.
Em causa está o processo n.º 1954/25-C, que integra 45 volumes e seis apensos, envolvendo 30 arguidos singulares e seis pessoas colectivas. Do total dos arguidos, 20 encontram-se em situação de detenção preventiva, enquanto 16 respondem em liberdade, todos assistidos por 36 advogados legalmente constituídos.
Os arguidos respondem, entre outros, pelos crimes de associação criminosa, falsidade informática, peculato, recebimento indevido de valores, branqueamento de capitais e corrupção activa de funcionário.
Entre os nomes constantes do processo figuram, entre outros, Alípio Edgar Pereira João, Pedro Silva Lumingo, Ziras dos Santos Gaspar, João Narciso Love, Emanuel Lemos do Espírito Santo Carvalho, Tiago André Gonçalves Cordeiro dos Santos, Ludgero Elmer da Silva, Noé Pedro da Costa, Célia Graciela Victoriano M. S. Joaquim, Irene de Jesus Domingos, Luciano Pedro Ferreira, Nani Eduardo Banesta, Ali Noureddine e Kiame dos Santos Saúde, bem como diversas pessoas colectivas, conforme a lista oficial dos autos.
A defesa dos arguidos é assegurada por um vasto colectivo de advogados, entre os quais Francisco Luís Manuel, Sebastião Maurício, Evaristo Maneco, João Caboço, Isildo Ferraz, Avelino Pedro, Sérgio Raimundo, Hélio Domingos, Vanessa Amaral Carvalho, Benja Satula, Joana Armando dos Santos, José Lumango, Filomena Zuca, Danilo Ferreira, Edna Van-Dúnem, Domingos Paciência, Pascoal Jamba, Edgar António Hebo, Luís Paulo Monteiro, Isamara Costa António, António Pereira, Manuel Ramiro Diogo, Peterson Toquessa Gomes, Wilson Fernandes, Cristiano Paciência, Virgínia Miranda, Antónia de Lemos, Hélder Ludi, Walter Moreira e Márcio Carvalho, entre outros mandatários.
Para a sessão marcada para 27 de Janeiro de 2026, o Meritíssimo Juiz de Direito, Dr. José Pedro Lando, definiu como pontos iniciais da audiência a apreciação das questões relativas à regularização das pessoas colectivas, com a nomeação dos respectivos representantes legais, a leitura das principais peças processuais, nomeadamente a acusação, o despacho de pronúncia e o saneamento do processo, bem como o início da fase de produção de prova, com o interrogatório dos arguidos.
O julgamento é considerado um dos mais relevantes no âmbito do combate à criminalidade económico-financeira, pela dimensão do processo e pelo número de arguidos envolvidos.




