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    Viagens e Roteiros Turísticos

    Alguns Pontos Turisticos de Angola…

    Rosa De SousaPor Rosa De Sousa21 de Dezembro, 2010Sem comentários11 Minutos de Leitura
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    Texto_provisorio

    O território Angolano é recoberto a 43% por florestas ainda pouco explorado.

    Árvores de espécies valiosas podem ser encontradas nas florestas do norte, inexploradas desde a independência.

     

    Perto de 150.000 hectares de eucalipto, ciprestes e plantações de pinho estão esperando a reabilitação.

     

    A vasta e densa rede hidrográfica facilita ainda mais o desenvolvimento natural deste sector, já que o transporte por flutuação ou em embarcação é praticável.

     

     

     

     

     

    Em Lubango, um recanto bucólico e acolhedor

    A 15 quilômetros de Lubango, capital da província de Huíla, um condomínio turístico está fazendo grande sucesso entre as pessoas que desejam passar alguns dias ou um fim de semana em total contato com a natureza, mas dispondo de uma infra-estrutura de alojamento com todo o conforto da vida urbana moderna. É o Complexo N. S. do Monte, encravado na Serra de Chela, a 2 mil metros de altitude.

    Também conhecido como Muhonguera Lodge, o local é formado por dez pequenas casas, algumas com um quarto, outras com dois, todas com banheiro privativo, água quente, TV com antena parabólica, camas de casal ou solteiro. Para as refeições, um drink ou um suco de caju, típico da região, os hóspedes têm um restaurante com capacidade para receber até 50 pessoas e um bar. Outro serviço oferecido é uma loja de conveniências, que vende artesanato angolano, tecidos africanos, plantas medicinais e outros produtos.

     

     

    Se todas as casas estiverem ocupadas, o visitante pode acampar. Há uma área de camping com espaço suficiente para 10 barracas, além de estacionamento de veículos. A tranqüilidade é garantida por um moderno sistema de segurança e o recanto proporciona aos hóspedes uma atmosfera bucólica e exótica, formada por inúmeros pássaros, cabras, galinhas e outros animais.

    Muhonguera é também uma excelente base para turistas que desejam conhecer a região, reconhecida como uma das mais belas do país. Ali pode-se alugar um carro e percorrer a serpenteante Estrada da Leba, com 15 quilômetros de curvas fechadas, a cascata de Huíla, a Fenda de Tundavala, com suas gigantescas rochas sobrepostas, as grutas de Tchivinguiro, a Fazenda Chimbolelo.

    O passeio pode terminar no alto da Serra da Chela, onde fica a cidade de Humpata, também cheia de atrações, como o histórico Cemitério dos Boers, a barragem das Neves, o mirante e a Estação Zootécnica.

     

    Mangais: turismo ecológico na Barra do Rio Kwanza

     

    Um deslumbrante lugar com opções variadas de lazer em meio à natureza

    Com sua exuberante natureza, milhares de espécies animais e vegetais, praias e rios, Angola possui nichos potenciais de turismo ecológico que começam a ser aproveitados.

     

     

    O lugar mais promissor no médio prazo está localizado a apenas 50km de Luanda, na província de Bengo. É a Fazenda dos Mangais, ladeada pelo Rio Kwanza e por uma estrada que liga a capital angolana ao litoral sul do país. Nessa área com cerca de 500 hectares, rica em hábitats de diversas espécies animais, entre mangues e alagados, está sendo construído o mais arrojado projeto de eco-turismo do país, com toda a infra-estrutura para os mais exigentes visitantes.

     

    E numa localização privilegiada: nas proximidades ficam o Parque Nacional Kissama, a praia do Cabo Ledo, Miradouro da Lua e a Barra do Kwanza. Temperaturas anuais médias de 24,4ºC, com máxima de 27,5ºC em março e mínima de 20,2ºC em julho.

     

     

    O projeto une as recreações e o relaxamento de um clube campestre com as emoções de um parque aquático natural. As obras estão a cargo da empresa portuguesa Mangais Eco-turismo.

    Haverá passeios guiados na Floresta dos Mangais, ao longo do rio, visitas a sítios e aldeias típicas próximos, observação de pássaros (ornitólogos fazem isso de binóculos na alvorada, quando todos cantam juntos). Em matéria de fauna, aliás, há muito o que ver além das milhares de aves – uma grande variedade de invertebrados, peixes, anfíbios, répteis. Os passeios, sempre com guias, incluirão caminhadas pelas picadas abertas na misteriosa floresta, macacos de diferentes tipos e tamanhos, porco formigueiro, porco-espinho, hiena malhada, gatos selvagens. Muitas espécies que nunca foram estudadas. Quem preferir, pode percorrer trechos do Rio Kwanza de barco ao pôr do sol.

     

     

    Rio Kwanza

    À noite, depois de uma bela refeição típica num restaurante tradicional, pode-se fazer a digestão ouvindo o zumbido do vento nas copas das árvores e nas folhagens, os ruídos de animais. Ou então sair para aprender a conhecê-los. Guias especializados ensinam a identificar sons noturnos, como localizar morcegos usando detectores apropriados, a vida curiosa das rãs e das corujas. Mais intimidade com a natureza, impossível.

    É claro que turismo em regiões de beleza natural pode ser uma atividade de alto risco para a fauna e a flora, com possibilidade de resultar até desastre ecológico. O acúmulo de lixo destrói o hábitat dos animais, e o simples gesto, muito comum, de arrancar uma flor ou uma planta, como souvenir, ou para decorar o apartamento, agride o ecossistema.

    Por isso o surgimento de uma indústria de turismo ecológico em Angola está deixando a bicharada de orelha em pé, com medo da cobiça e da ignorância do bicho homem. No Brasil o mau exemplo mais evidente está na Amazônia, onde a caça é proibida, mas pratica-se, muitas casas e alguns hotéis têm onça de estimação, contrariando a legislação ambiental que proíbe manutenção de animais em cativeiro.

    Mas a Mangais Eco-turismo está se prevenindo contra eventuais danos ao meio ambiente e garante que pretende fazer um aproveitamento racional, sustentado e equilibrado das potencialidades locais, salvaguardando a biodiversidade e conservando a natureza. Tanto que serão utilizados somente materiais naturais, técnicas artesanais.

    Os passeios no rio serão em canoas tradicionais, sem motor. Qualquer turista ecológico de carteirinha sabe que o barulho do motor espanta os animais e as aves, forçando a migração.

    As casas que serão construídas, para aluguel ou moradia, terão arquitetura rústica, harmonizada com a paisagem, e em número limitado, para evitar a pressão demográfica e urbanística sobre o meio ambiente.

    Os proprietários das casas terão acesso gratuito a um campo de golfe e acesso preferencial a todos os demais serviços de lazer do clube – piscina, quadras de tênis esquash, campo de futebol, passeios a cavalo e de charrete e pesca desportiva.

    Já houve, em fevereiro passado, o primeiro torneio de pesca desportiva, patrocinado pela Mangais, com a colaboração da Associação Internacional de Pesca Desportiva. Em dois dias de competição, para além de promover a pesca desportiva o evento visou a promover a preservação do peixe Prata, premiando os concorrentes que o libertassem após a captura.

    As comunidades da região estão sendo alvo de uma campanha de conscientização, para acabar com o uso não sustentável da terra e dos recursos naturais. É preciso que a campanha seja permanente, para que os futuros turistas possam usufruir e preservar esse pedaço de paraíso. Os animais e a natureza agradecem.

     

     

    Parques nacionais, espaços privilegiados da natureza

     

     

    A fauna e a flora constituem um dos mais ricos patrimônios naturais de Angola, exuberante nicho de turismo ecológico que garante  momentos de lazer e tem importância científica, pelo potencial  genético existente nos parques e reservas florestais.

    Há no país  um  total  de  37 áreas de valor turístico e ecológico, equivalentes a 188.650km², ou 15% do território nacional. Desse  total  13  são  áreas  de proteção ambiental: seis Parques  Nacionais,  um Parque  Natural Regional, duas Reservas Naturais integrais e quatro Reservas Parciais.

    Os seis parques nacionais são:

    – Parque Nacional de Quissama, na província de Bengo, estabelecido como Reserva de Caça em 1938 e elevado à condição de Parque Nacional em 1957.

    Tem uma área de 9.600km² e sua fauna mais notável é composta de manati, palanca vermelha e tartaruga marinha.

    – Parque Nacional de Cangandala, na província de Malange. Estabelecido como Reserva Natural Integral em 1963 e Parque Nacional a partir de 1970.

    Tem uma área de 600 km² e sua fauna inclui a famosa palanca preta gigante, espécie exclusiva de Angola.

    – Parque Nacional de Bicuar, na província de Huíla. Criada como Reserva de Caça em 1938, passou a Parque Nacional em 1964. Tem uma área de 7.900km² e na sua fauna o destaque é o búfalo negro.

    – Parque Nacional de Iona, na província de Namibe. Estabelecido como Parque Nacional de caça em 1937, tornou-se Parque Nacional em 1964. Tem uma área de 15.150km² onde a Zebra da Montanha é a estrela principal de sua fauna.

    – Parque Nacional de Kameia, na província de Moxico. Em 1935 tornou-se reserva de caça, sendo elevado à condição de Parque Nacional em 1957. Sua área é de 14.450 km² e a fauna inclui girafas.

     

     

    – Parque Nacional Regional Cimala-Vera, na província de Benguela. Foi estabelecido como Reserva Especial em 1971 e elevado à condição de Parque Nacional Regional em 1974. Tem uma área de 150km² e na sua fauna se destaca a cabra de leque.

    Além da  fauna, existe nos parques nacionais uma flora de grande  importância para o equilíbrio do ecossistema e com valor medicinal. Mas a maior parte das áreas protegidas sofreu o impacto da guerra civil. Com  o advento da  paz, começou-se a refletir sobre a conveniênia de abri-las de imediato ao turismo ou dar prioridade a trabalhos de ordenamento, delimitação e recuperação das partes degradadas, ou ainda concluir o estatuto de áreas protegidas.

    Começou a haver uma mobilização de setores preocupados com a preservação e defesa do meio ambiente, para se avaliar o estado dos parques e reservas, com a finalidade de se traçar um conjunto de atividades concretas, visando à recuperação das áreas degradadas e a uma exploração turística que respeite as leis da natureza.

     

     

    Assim surgiram as Jornadas Nacionais de Reflexão sobre os Parques e Reservas, que resultaram nos  Projetos  de Recuperação  e  Conservação  dos Parques Nacionais  de  Quissama,  Bicuar, Iona  e a Reserva  Parcial  de  Namibe, que tem 4.450km² de extensão e uma fauna que inlcui zebra, rinoceronte e avestruz. As outras três reservas florestais parciais são Luiana (8.400km²), Mavinga (5.950 km²) e Mucosso (com 25.000km²), todas na província de Kuando-Kubango.

    Uma das prioridades do Ministério de Hotelaria e Turismo para este ano é recuperar estas três reservas. Recentemente o ministro Jorge Valentim visitou a província, para constatar os problemas existentes e estudar as soluções. Na opinião dele o ecoturismo em Kuando Kubango tem tudo para ser um dos maiores atrativos da África, a julgar pela dimensão da sua fauna e a extensão do território, segundo maior do país, com 199.000km².

    A concessão de crédito bancário aos empresários locais que atuam no ramo do comércio, hotelaria e turismo está sendo negociada pelo ministério junto ao Banco de Poupança e Crédito (BPC). Jorge Valentim garantiu igualmente que haverá cursos profissionalizantes para a área de hotelaria e turismo, a fim de que haja funcionários capacitados a prestar adequadamente os serviços aos turistas.

    Além das reservas florestais, outros locais turísticos na província de Kuando-Kubango são a Ilha de São Valentim, o Centro Turístico Dom Bosco, Makueba, Missombo e o forte Mueme-Vunongue, símbolo de resistência do povo Nganguela contra o colonialismo português.

    A idéia por trás dos projetos de recuperação e conservação dos parques nacionais e reservas é equilibrar o lazer turístico e a proteção do meio ambiente, permitir que haja um  mínimo  de  impacto humano negativo e assim garantir o desenvolvimento do ecossistema. Deseja-se, por exemplo, que a infra-estrutura hoteleira e outros serviços de apoio ao turismo sejam construídos fora da área dos parques e reservas, na sua periferia. A  circulação de turistas dentro  dos  parques seguiria   rotas pré-determinadas,  com  acompanhamento de  guias,   para haver o mínimo de perturbação  do  meio-ambiente, impedindo-se o ingresso desordenado de pessoas, caçadores ou simplesmente moradores.

     

     

    Além  dos  parques, existe um conjunto de espaços em  todas as províncias que,  pelo  seu  valor  estético,  constituem verdadeiros monumentos  naturais. Estão enquadrados nesta categoria  as  pedras  de  Pungo  Andongo, Alto Hama, Monte Belo, as cachoeiras de Kalandula, Talo Mungongo, Pedra do Ebo etc

    Rinoceronte, zebra, girafa, palanca negra podem ser vistos nos seis parques nacionais de Angola

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    Rosa De Sousa

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