A ancestralidade e o pan-africanismo tornaram-se temas centrais no debate público angolano nos últimos meses, sobretudo após o músico C4 Pedro assumir essa bandeira e passar a defendê-la em diferentes espaços mediáticos. O artista esteve recentemente na Platina FM e no Flay Podcast, onde abordou questões ligadas à identidade, às raízes africanas e à consciência cultural, posições que dividiram opiniões e geraram ampla repercussão nas redes sociais.
Foi neste contexto que o actor Eduardo Kialanda, conhecido artisticamente por Taliban, usou, ontem, 7 de Janeiro, as suas redes sociais para se posicionar de forma crítica em relação ao discurso do músico. O actor afirmou que “há muita gente a falar de ancestralidade sem saber realmente o que ela é”, defendendo que o tema exige profundidade, estudo e respeito. Para o actor, não basta conhecer o significado de um nome numa língua nacional para se assumir autoridade num assunto tão complexo.
No final da sua reflexão, o actor deixou um conselho directo, mas pedagógico: “quem deseja falar sobre ancestralidade e pan-africanismo deve, antes de tudo, conhecer profundamente as suas raízes, estudar a história, dominar diferentes ciências e compreender como esses saberes se interligam”.
Por: Ivaldimildo Matias



