O presidente da Câmara de Comércio Angola‑Estados Unidos (AmCham‑Angola), Pedro Godinho, participou ontem como convidado especial do programa Grande Entrevista, transmitido pela Televisão Pública de Angola (TPA), onde, entre vários assuntos socioeconómicos, declarou que nenhum ministro em Angola conseguiria viver com um salário mensal de um ou dois milhões de kwanzas, considerando incompatível esse nível de remuneração com o custo de vida.
Durante a entrevista, o engenheiro reiterou que nenhum ministro consegue sobreviver com um salário de um ou dois milhões de kwanzas, sublinhando que o custo de vida em Angola está demasiado elevado para alguém com tais responsabilidades sustentar-se apenas com esse rendimento.
“Não acredito que haja algum ministro que consiga viver com um salário de um milhão de kwanzas ou dois milhões, eu não acredito. Naturalmente, a análise e a conclusão a que chegámos é que o nível de vida está muito elevado e uma pessoa com a responsabilidade que tem não vai sobreviver com um salário de oitocentos mil ou um milhão e duzentos”, declarou.
Além disso, admitiu a existência de pessoas ricas no país, mas frisou que, independentemente da origem das fortunas em Angola, o essencial é que os mais abastados contribuam para o desenvolvimento nacional e para garantir que todos os angolanos tenham a oportunidade de viver com dignidade.
Pedro Godinho é engenheiro de Petróleos e Minas, formado pela Universidade Agostinho Neto, empresário e autor do livro Desistir Não É Opção, onde narra a sua trajectória pessoal e profissional. Ao longo da carreira, tem-se destacado no sector empresarial e na promoção das relações bilaterais entre Angola e os Estados Unidos, defendendo investimentos estrangeiros e o fortalecimento do ambiente de negócios no país.
Por: Lindeza Admizalda




