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    Aristides Lemba: Trabalho naquilo que faz o meu coração vibrar

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    Respeitando o preceito da discrição, uma das bases de sua convicção espiritual, o jovem empreendedor faz mistério sobre a sua vida privada. Apesar da pouca idade, é dono de uma trajectória cheia de desafios e conquistas, entrevistamos para conhecer melhor sua experiência. Confira os principais trechos:

    >>> Fale um pouco sobre as suas origens, sua família, bairro onde cresceu e formação académica_ Sou Angolano, isso é o que importa, cresci mudando de endereço, Cazenga, Kilamba-Kiaxi, Viana, em Luanda, vive no Huambo e uma breve temporada no Zimbabwe. Cursei engenharia mecatrónica, fiz formações em áreas de estudo como empreendedorismo ,criatividade , liderança, comportamento, filosofia e pensamento sistêmico.

     

    >>>Foste sempre bom aluno? _ Não tive opção de ser um mau aluno, no ensino de base de manhã tinha aulas na explicação e de tarde na escola publica, no ensino médio era obrigado a estudar seis horas diárias.

    Quando terminei o ensino médio a minha media era uma das melhores do meu município, recebi um certificado de mérito pelo feito. No meu primeiro ano da universidade apurei-me para a olimpíadas mundiais de matemática universitária, e depois recebi um convite para participar na olimpíada Ibero Americana na Colômbia, infelizmente na altura por falta de recursos financeiros acabei por não marcar presença.

     

    >>> Como você se vê como pessoa?_ Ás vezes eu me defino como uma sonhador, outras vezes como um ‘pé no chão’ acredito que a virtude está no equilíbrio, procuro fugir dos extremos.

     

    >>> Entrado propriamente no assunto da nossa entrevista. Qual a origem do seu interesse pela filantropia?_É uma coisa espiritual…A única forma de levar alguma coisa positiva é fazer o bem nesta Terra e levar isso junto com você para outro mundo.

    >>> Desde quando o sr. se envolve com filantropia ?_Desde o dia em que me dei por gente. Sou de uma família com as mesmas dificuldades que a maioria das famílias Angolanas enfrentam, mas minha mãe costumava partilhar com a vizinhança a comida que a gente recebia em casa. Tenho bons exemplos em casa.

    >>> Como se dá na prática seu envolvimento com a filantropia? O ideal é doar tempo e dinheiro, mas cada um doa o que pode. Eu doo meu tempo semanal e uma parte da minha renda mensal. Não vou te falar quanto porque é um pouco íntimo, gosto de ajudar as organizações a conseguirem fundos. Aceitei ser o investidor anjo de uma Startup na qual a cada três produtos vendidos doaremos cinco pratos de comida a uma associação juvenil que distribui alimentação aos hospitais.

    Tenho participado de outros encontros feitos em parceria com outras associações, em que arrecadamos um bom dinheiro para projectos patrocinados, como foi o caso do ministério ao próximo que convidou-me para uma visitar alguns Hospitais, agora estou muito interessado numa associação de apoio as crianças autistas bem como num outro projecto de um amigo no Brasil que está a desenvolver um software de inclusão social para crianças autistas adaptado a realidade angolana.

    >>> Existe alguma pessoa que serve de inspiração para o sr. nessa área?_ O maior exemplo de filantropia é Jesus Cristo, aquele episódio da multiplicação de pães e peixes, ensina que dividir é multiplicar, isso é filantropia pura.

    >>> O teu envolvimento em filantropia tem alguma ligação com a sua convicção espiritual ?_ Sim. Eu acredito que a única moeda conversível e interplanetária entre os mundos espiritual e físico é o bem. Essa é a única que não tem barreiras e não tem banco central. O resto fica aqui, mas entenda que filantropia por si só não resolve os problemas sociais.

    >>>E o que resolve os problemas sociais? _ É preciso várias técnicas, ou ciências diferentes,  para se concluir e responder questões importantes de interesse da sociedade. Mas a sensibilidade é de muita utilidade para a solução de problemas sociais, pessoas com sensibilidades apuradas  podem ter uma capacidade maior  de percepção dos problemas sociais. Quando o problema do outro for meu problema também , aí, encontraremos a uma solução.

    >>> O sr. Diz que boa parte dos fundos vem de apoios que recebe. Quem ajuda são empresários ou pessoas do terceiro setor?_ Tenho apoio de duas embaixadas em Angola e algumas entidades individuais, sou uma espécie de angariador de fundos para algumas organizações.

    >>> Poderia citar alguns nomes?_Prefiro não dizer. O anonimato faz parte do contrato.

    >>> Em Angola, fala-se que faltam estímulos para que as pessoas invistam mais em filantropia._ Actualmente, 60% do povo americano faz algum tipo de caridade. É um número colossal. Em Angola há poucos “porcentos”, mas há muito boa gente doando seu tempo e recursos para ajudar o próximo tendo em conta a nossa realidade.

    >>> O sr. doa seu tempo em vários projectos. Como é a sua rotina? _  Minha rotina é massacrante (risos), mas no final do dia é muito gratificante. Acredite, nada é tão gratificante do que trabalhar naquilo que faz o coração vibrar. E isso, em geral, é o que mais importa!

    >>> O que o sr. costuma fazer no final de semana? No sábado durante o dia visito meus pais, de noite saio para conversar ou ir ao cinema quando posso. No Domingo de manhã só trato de assuntos espirituais. Nesse dia me espiritualizo, este é o alimento da semana. Se você não se espiritualiza, você fica preso no materialismo. Para fugir do materialismo é preciso se espiritualizar.

    >>> E como fica a vida sentimental ?_A entrevista não é sobre filantropia?

    >>> O sr. diz que gosta de ler. Há algum tipo de leitura favorita ?_ Adoro economia ,história, psicologia e filosofia. Comecei uma novo desafio esse ano, comprar dois livros por mês e lê-los e depois sugiro no meu perfil do Facebook ou no instagram.

    >>> O sr. Fala muito sobre a gratidão como um estilo de vida. Esse tem se mostrado um bom caminho?_Sim, É quase impossível apreciar a vida com sinceridade e não saborear com gratidão. Muita gente, especialmente os religiosos passam a vida a espera de um milagre para serem gratos, mas esquecem que o maior milagre até agora já vivido não é andar sobre a água, o maior milagre é caminhar sobre a terra, aproveitar o agora, apreciando-o e sentindo-se completamente vivo.

    >>> Uma última pergunta. Qual é seu maior defeito?_ Eu sou meio obcecado com meus pontos fracos. Eu acho que tenho um milhão de defeitos e que preciso  corrigi-los sempre.

    >>> Muito obrigado pela entrevista._Deus te abençoe.

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