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    Angola na mesa redonda sobre rotas para a independência na África do Sul

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    Uma delegação do Ministério da Cultura, chefiada pela ministra Carolina Cerqueira, participa desde terça-feira, 27, até 29 deste mês, numa mesa redonda ministerial da SADC sobre a Rota para a Independência: Programa do Património da Luta de Libertação Africana, em Joanesburgo, África do Sul.

    Sob iniciativa do Ministério da Cultura e das Artes da África do Sul, o encontro visa, entre outros objectivos, avançar com a implementação do programa da SADC sobre o Património da Luta de Libertação, identificar oportunidades em cada país para a melhoria da gestão da riqueza do património da Luta de Libertação como recurso turístico capaz de cumprir com a Visão 2063 da União Africana e consolidar a elaboração da História sobre a Luta de Libertação na Região da SADC.

    Pretende-se ainda, com a realização do evento, encorajar a formação dos profissionais do sector do património para assegurar a melhor preservação, conservação e promoção do património da luta de libertação.

    O evento conta, além dos ministros da Cultura e dos Antigos Combatentes da SADC (Tanzânia, Angola, Seichelles, Moçambique, Malawi, Zâmbia e África do Sul), da presença dos secretários permanentes, directores gerais e peritos dos referidos países.

    Em agenda consta a discussão de questões relacionadas com o programa para a salvaguarda do património da luta de libertação africana, coordenado pela Tanzânia em colaboração com a União Africana e com a UNESCO, que visa reconhecer o espírito de solidariedade de cooperação entre Africanos.

    Os participantes vão ainda passar em revista a situação actual da gestão do património da luta de libertação africana em cada país para se identificar as oportunidades e forças, os desafios e ameaças e as perspectivas em termos de intervenções necessárias a serem levadas a cabo dentro dos 5 próximos anos.

    O capítulo de Angola foi apresentado pelo director Nacional dos Museus, Ziva Domingos, que enfatizou os três principais projectos com impacto nacional, regional e internacional, nomeadamente a proposta de inscrição do Sítio de Cuito Cuanavale na Lista do Património Mundial da UNESCO, a reconversão da Fortaleza do Penedo no Museu para a Luta de Libertação Nacional, a construção dos Monumentos Namibianos nas localidades de Cassinga e Xetekela (província da Huíla).

    Para o último dia está reservado a mesa redonda dos ministros da Cultura e dos Antigos Combatentes que vai adoptar uma recomendação sobre a necessidade de maior engajamento de cada país na prossecução da implementação dos projectos sobre a preservação e promoção do património da luta de libertação nível nacional e regional sobre a coordenação da Tanzânia, recorrendo a todas as formas de financiamento e envolvendo todas as partes interessadas no processo, desde académicos, estudantes, profissionais do património, antigos combatentes, comunidades locais e a sociedade civil.

    À margem da mesa redonda realizou-se uma gala dedicada ao Cuito Cuanavale, durante a qual a ministra da Cultura, Carolina Cerqueira, ao tomar a palavra ressaltou a necessidade do seu reconhecimento, enquanto lugar de memória, por constituir a afirmação de um compromisso perante às gerações presentes e futuras quanto ao papel de Angola no processo de libertação dos povos da África Austral sob o jugo colonial e do Apartheid, homenageando os heróis tombados por essa causa justa e um exemplo de determinação, de luta e de defesa dos direitos fundamentais e garantias dos povos africanos.

    Referiu o papel determinante que o então Presidente Angolano José Eduardo dos Santos jogou na pacificação da região, através da independência da Namíbia e a eliminação do hediondo regime do apartheid na África do Sul, que culminou com a libertação de Nelson Mandela e a realização das primeiras eleições livres e democráticas nas terras de Madiba.

    A ministra propôs ainda que o dia 23 de Março, data da Batalha do Cuito Cuanavale, seja uma data de reflexão em todos os países da região, para que se institua como um símbolo indelével de coragem e de determinação para as gerações futuras.

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    A Bombar

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