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    Baló Januário conta que já foi rejeitado por produtores por fazer música folclórica

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    Por: Hélio Cristóvão

    Por conta do grande problema que o mundo está a atravessar, relativamente à pandemia da Covid-19, a carreira de muitos artistas estagnou e são obrigados a se reinventar. Com Baló Januário, não tem sido diferente, o artista falou em entrevista ao PLATINALINE sobre o andar da carruagem da sua carreira, face à pandemia e, sobretudo, expôs a sua visão sobre o actual estado da música folclórica angolana.

    “Como todos nós sabemos, o nosso trabalho requer ajuntamento, neste sentido, nós somos a classe mais prejudicada. Estamos parados, a cumprir com as regras emanadas pelo Ministério da Saúde e estamos sobretudo expectantes para saber como será o evoluir da pandemia”. Disse.

    Sobre a iniciativa do projecto “Live no Kubico”, da TPA em parceria com o PLATINALINE, em que se enaltece a música folclórica, o músico acredita que muito antes da pandemia se instalar no mundo, antes dos Lives, raramente os músicos folclóricos tinham esta oportunidade de subir a um palco com visibilidade nacional e internacional.

    “Posso não falar por mim, mas a maioria dos nossos colegas que estão a fazer parte deste projecto, muitos deles estão há um bom tempo sem fazer grandes concertos, entretanto, temos sim que parabenizar a iniciativa, pois está a trazer novamente a nossa identidade e a nossa cultura.”

    O autor dos hits “Boca na botija”, “Pedra no sapato”, “Azar da belita” e tantos outros temas de sucesso, falou, ainda, sobre o preconceito que durante muito tempo se observou no mercado nacional, relativamente à música folclórica.

    “Havia muita discriminação, houve tempos em que, quem não fizesse música moderna, não era considerado artista, e nós, músicos folclóricos, éramos excluídos, mesmo quando tinhamos concertos nas outras províncias, os músicos locais não eram chamados”, frisou.

    Quanto a forma de ver da juventude, face à valorização da música folclórica, Baló acredita que basta acompanhar o que está nas redes sociais para perceber que a juventude já começa a olhar a nossa música com outros olhos.

    “Foi difícil, por exemplo, na minha carreira, vir de um município para Luanda, com a música folclórica, até atingir o Top dos Mais Queridos, não foi tarefa fácil, há produtoras que me rejeitaram porque consideravam que a nossa música não vende, porém, com muita coragem, havia a necessidade de continuar”. Concluiu.

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