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    Bana morre aos 81 anos

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    Cidade da Praia, 13 jul (Lusa) – O cantor cabo-verdiano Bana, conhecido como o “Rei da Morna”, faleceu hoje de madrugada no Hospital de Loures, em Portugal, vítima de doença prolongada, disse à agência Lusa fonte oficial.

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    Bana, de nome completo Adriano Gonçalves, 81 anos, foi um dos nomes que mais ajudou a projetar a música de Cabo Verde no mundo, desempenhando um papel fundamental como agente da cultura do arquipélago.

    Bana nasceu em 11 de março de 1932, no Mindelo, São Vicente, Cabo Verde. Gravou mais de meia centena de discos, ao longo da sua carreira, iniciada em 1942, com apenas dez anos, nas ruas e cafés da cidade que o viu nascer.

    Bana nasceu há 81 anos, no dia 5 de Março, na ilha de São Vicente. Era o filho mais novo de uma família humilde. Começou a cantar ainda muito jovem nos bares do Mindelo.

    Emigrou depois para Dacar, depois para França, antes de fixar residência em Portugal, onde se afirmou. Durante a sua vida artística, gravou meia centena de LP´s, que o levaram aos quatro cantos do mundo sempre cantando a morna e encantando cabo-verdianos e estrangeiros.

    Foram 70 anos a cantar Cabo Verde ao mundo. Fez um percurso sólido e transformou-se num ícone da cultura cabo-verdiana. Era um artista com “A” maiúsculo que, graças a sua estatura, ocupava qualquer palco do mundo.

    Foi-se o artista, mas fica na memória de todos uma grande obra e a sua imagem de marca: Bana parado no meio do palco com o seu lenço branco na mão.

    Precoce Bana nasceu para cantar. Começou cedo. Aos 13 anos, abandonou a escola para se dedicar a música. Fez coro para vários artistas que cantavam mornas nos bares do Mindelo. A sua voz potente chamou a atenção e passou a ser admitido entre os grandes. B.Lez foi um dos muitos artistas que se encantou com a voz de Bana e, em 1959, apresentou-o numa digressão que a Tuna Académica de Coimbra efectuou a S. Vicente.

    Integrava a Tuna o jornalista, escritor e romancista Fernando Assis Pacheco e o poeta e político Manuel Alegre, que tentaram levar o Bana para Dacar. Mas a sua primeira saída foi para Dacar, onde gravou o seu primeiro trabalho e fez os primeiros espectáculos. Adriano Gonçalves viajou depois para Paris onde, em 1968, grava mais dois LP´s. Em Holanda, voltou aos estúdios onde publicou mais dois LP´s e seis EP. Em 1969, canta finalmente em Portugal, na inauguração da Casa de Cabo Verde, junto com Luís Morais e Morgadinho. Com estes dois artistas formou, em 1966, o emblemático Voz de Cabo Verde, mais Toy Bibia.

    Ao longo de 70 anos de carreira publicou meia centena de LP e EP, em grupo e a solo e participou em quatro filmes. O seu último trabalho foi gravado em 2007 “Bana e Amigos (CD e DVD). É conhecido por também ter lançado vários artistas cabo-verdianos em Portugal.

    Ensaiou “aposentar-se” por diversas vezes, mas sempre respondia aos apelos para voltar aos palcos. O Rei da Morna foi igualmente homenageado por várias vezes, sendo que a última homenagem aconteceu no Coliseu de Lisboa em Junho de 2012 e em Cabo Verde com o Prémio Carreira, na segunda edição do Cabo Verde Music Awards.

    Dentre a sua imensa discografia, destacam-se “Canto de Amores” (2006), “Livro Infinito” (1999), “Bana – A Voz de Cabo Verde” (1991), “Perseguida” (1989), “Gira Sol” (1988), “Grito d’Povo” (1985), “O Encanto de Cabo Verde” (1982), “Morabeza” (1981).

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