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    CABINDA: alunos enaltecem cultura africana ao usar trajes africanos dois dias na semana

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    Por: Ernesto Jaime

    A valorização da cultura africana é uma temática que há muito tem sido motivo de debate em vários certames no nosso país e não só. Ao que tudo indica, nem tudo está perdido. 

    Numa breve passagem da equipa de reportagem do PLATINALINE à província de Cabinda, chamou-nos a atenção o facto de às Quartas e Sextas-feiras alunos das escolas públicas e privadas usarem trajes feitos de pano africano que simbolizam bem a cultura africana, ao invés de batas ou outro tipo de uniforme. 

    Ao PLATINALINE, o Secretário Geral da Cultura nas terras do maiombe, Ernesto Barros, fez saber que a ideia, existente há cerca de 10 anos, surgiu de padres católicos locais que obrigavam os alunos das escolas missionárias a usar trajes africanos, sendo que a passagem do testemunho cultural vai se verificando igualmente com as línguas locais. 

    “Essa ideia foi primeiramente dos padres que obrigavam os alunos a usar o pano como o nosso traje ao nível de África, ou a nível da província de Cabinda. Essa ideia se expandiu em toda a província e é o mesmo que está a se passar com as nossas línguas. As primeiras escolas que começaram a usar a língua ibinda aos nossos alunos são mesmo as nossas escolas missionárias. Desse modo vimos que é uma ideia que devíamos expandir a nível das escolas e todos nós aplicamos no ensino primário e secundário a nível da província”, disse. 

    Outrossim, a iniciativa local, que se estende também aos professores, começa desde tenra idade entre os alunos e aos poucos vai se tornando rotina até para quem já não frequenta a escola, como o caso de taxistas e pessoas singulares. 

    Por sua vez, Silvestre Sibi, Chefe de Departamento de Inspecção e Supervisão Pedagógica (DISP) em Cabinda, que falava em representação do Secretário Provincial da Educação naquela parcela do território nacional, avançou sobre aplicação de uma certa medida dentro de cada instituição escolar, ao professor ou aluno que não cumpre com esta regra. 

    “Na verdade, aquilo que se trata de medidas disciplinares, um agente da comunidade escolar, o próprio ministério estabeleceu algumas medidas com base aos regulamentos de um determinado subsistema do ensino geral. Existem instrumentos próprios que regulam essas medidas. No caso dos nossos professores, há um instrumento onde consta todas as medidas possíveis no caso daquele professor que comete ou apresenta um comportamento que não é adequado, ou um comportamento que possa dificultar a implementação do funcionamento de uma determinada orientação. No caso dos alunos, temos regulamentos também internos em cada escola”, mencionou. 

    Foi a partir de 2019 que, por meio de uma circular, implementou-se a ideia de usar trajes africanos nas escolas da província mais a Norte do país dois dias na semana, no caso, Quartas e Sextas-feiras. 

    Refira-se que, para além da província de Cabinda, há relatos de que alunos na província da Lunda Sul cumprem de igual modo o mesmo ritual, mantendo desta forma a cultura africana e angolana, em particular, viva.

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