Aurélio Epalanga Sapalo, de nome artístico Servo Sapalo, é um jovem que entrou no mundo da música em 2005, como freestaleiro, mais tarde, em 2007, gravou a sua primeira música no estúdio do DH, X10, no Cassenda.

Com o passar do tempo, o jovem decidiu cantar Gospel e conta agora ao PLATINALINE como isso aconteceu.

PLATINALINE: Por que decidiste deixar de cantar Rap e entrar no universo gospel cantando outros estilos?

Servo Sapalo: Tudo aconteceu em 2012, quando conheci uma igreja onde também conheci o evangelho de Cristo. Um ano e meio depois, tomei a decisão de cantar para Cristo, não mais no estilo Hip Hop, visto que também entendo de canto.

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PLATINALINE: Te inspiras em algum artista que canta Gospel?

Servo Sapalo: Gosto de muitos, mas me inspiro-me no Anderson Freire e no Fernandinho, por estarem num patamar muito alto, pelos seus testemunhos e porque cantam muito bem par Deus.

PLATINALINE: Já lançaste algum trabalho?

Servo Spalo: Sim, já lancei um Maxi Single, mas não foi muito divulgado. Queria tirar um em formato físico, mas não tive possibilidades e este ano pretendo tirar um EP já com mais experiência. Ainda não tenho data, mas as músicas já estão todas feitas e tudo indica que será feito daqui a dois meses. Este trabalho terá cinco faixas e uma pregação.

PL: Qual é a mensagem que transmites nas tuas músicas?

SS: O meu objectivo é tirar as pessoas das trevas para a luz e é isso que as minhas músicas retratam.

PL: Tens conseguido tirar as pessoas das trevas?

SS: Sim, tenho e eu sou uma prova disso, pois antes já fiz parte de grupos de delinquência, já frequentei lugar onde agora já não frequento e isso tem sido espelho para muitos outros jovens.

PL: Há algum artista angolano com quem gostarias de trabalhar?

SS: Gostaria ade trabalhar com o Irmão Bambila, Irmã Sofia e o Miguel Buila e estou a criar condições para puder trabalhar com um destes artistas e acho que será no meu álbum.

Não canto Gospel para fins lucrativos, pese embora a música seja trabalho. Em Marcos 16:15, a Bíblia diz “Ide ao mundo pregar o evangelho a toda a criatura e aquele que crer, será salvo, mas quem não crer, será condenado”. A minha maior missão é pregar o evangelho e levar essa mensagem a todo país e ao mundo.

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HÉLDER PEDRO, DE COBRADOR DE TÁXI A PROMESSA DA TV NACIONAL Há alguns meses que a televisão nacional ganhou um novo rosto. Hélder Pedro é o “platinado” que todos os sábados apresenta o mais recente programa de televisão sobre o jet7 angolano, no canal Jango Magic, da operadora DStv. A voz naturalmente colocada e a dicção não deixam margem para dúvidas de que a vocação radiofónica está-lhe no ADN. Apesar de ter optado por estudar Ciências Físicas e Biológicas no ensino médio, Hélder era apelidado pelos colegas de o “Bartolomeu da sala”, numa clara comparação a Ernesto Bartolomeu, famoso apresentador do telejornal da TPA 1. Várias foram as vezes que o jovem ouviu dizer que estava a perder-se no curso errado, porque “tinha um grande potencial para o jornalismo”, disse em entrevista à BANTUMEN. Num teste às suas capacidades, em 2008, decidiu criar a Rádio One, onde o seu quarto era o estúdio e os vizinhos a audiência. Uma coluna no terraço e estava criada a primeira rádio a ser emitida no município de Cacuaco. “Tudo o que eu falasse, as pessoas que viviam nos arredores da casa ouviam. O programa da Rádio One começava às 18 horas e tinha como convidados os meus irmãos e primo. O projecto surge com o intuito de entreter as noites da nossa vizinhança, uma vez que havia muita bandidagem no bairro e a zona era muito silenciosa.” Mas antes de chegar às televisões do país através do semanal “Platinando”, as curvas e contra-curvas da vida de Hélder levaram-no a ser pedreiro, cobrador de táxi, taxista e segurança num quintal do pai. Mas a perseverança está-lhe impressa no caracter. Em 2012, o “Bartolomeu da sala” conseguiu chegar à redação da Platina Line, através do pai que conhecia um dos funcionários da empresa. “Por ser bom e talentoso, passei no casting. Comecei como repórter, passei de seguida a fazer o programa de rádio na Kairós e fui promovido mais tarde para apresentador de TV, fazendo até hoje o programa “Platinando” com a minha colega Rosa de Sousa.” Um ano mais tarde, a responsabilidade do jovem trabalhador-estudante tornou-se demasiado pesada e foi necessário optar entre as várias actividades que desenvolvia ao mesmo tempo. “Estudava na Utanga do Capolo, fazia o curso de Electrónica e Telecomunicações e era difícil conciliar os estudos, serviço de táxi “não personalizado” e a Platina Line. Larguei o táxi e os estudos por falta de apoio, pois nessa altura o meu pai já não tinha condições para sustentar os meus estudos. E eu que sempre pensei que ser estudante universitário fosse um mar de rosas e que fosse principalmente fácil pagar as propinas, enganei-me!” Depois de dois anos dedicados à comunicação, Hélder decide voltar a estudar e é actualmente aluno da Universidade Independente de Angola, no curso de Ciências da Comunicação. Numa breve análise à liberdade de expressão dos meios de comunicação nacionais, Hélder Pedro diz que a “Platina Line veio revolucionar a comunicação social em Angola, em particular o mundo do entretenimento. Mas, como infelizmente a nossa sociedade ainda não tem uma mente tão aberta neste campo, encaramos certas informações como abusos contra identidade, o que impossibilita a liberdade de comunicação e muitas vezes de expressão. Como resultado, muitos jornalistas, comunicólogos e não só, vêem-se na obrigação de omitirem determinadas informações”, explica. Entre o online e a TV não consegue designar um preferido e garante que as duas categorias têm as suas vantagens. No entanto, os seus objectivos centram-se em chegar à cadeira de pivô de telejornal e, quem sabe, ser o sucessor do ídolo Ernesto Bartolomeu.