Contacto com a Fama: Karina Barbosa “Não dou ouvidos nem considero comentários de pessoas as quais não pediria conselhos”

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A empresária Karina Barbosa, que tem uma carreira de sucesso em todas as áreas em que actua, foi a nossa convidada da semana para participar da  rubrica contacto com a fama, onde começou por se definir enquanto filha, mãe, irmã e amiga dos seus. Está curioso (a)? Acompanhe.

Quem é a Karina Barbosa e como se define?

Sou uma mulher, filha, mãe, irmã, amiga e uma profissional dedicada, que faz o que ama e ama o que faz, e que trabalha para ajudar a elevar e a realizar sonhos, deixando o mundo que toca melhor do que o encontrou. O “efeito KB”, como diz a minha amiga Neide Van-Dúnem.

 Do que é que mais teve medo quando entrou para o mundo da fama?

Já se passaram 28 anos e não me lembro de ter sentido medo de nada.

Qual foi a pior coisa que já ouviu a seu respeito?

Já ouvi coisas desagradáveis ao longo destes últimos 28 anos no Spotlight, mas aprendi a isolar e ignorar fake news e fofocas maliciosas, consciente que ninguém atira pedras a árvores que não dão frutos. Quando alguém fala mal de nós é, na realidade, um reflexo do que essa pessoa tem dentro de si, pois só transbordamos o que temos em excesso. “O que o João diz do Paulo diz mais sobre o João do que sobre o Paulo…”
Eu não dou ouvidos, nem considero comentários de pessoas as quais não pediria conselhos.

 Como lida com as críticas negativas que ouve a seu respeito?

As críticas negativas só têm efeitos ou peso sobre nós se nós concordarmos com elas. O importante é sabermos bem quem somos, quais são os nossos valores e ouvirmos o que diz quem nos ama de verdade. Tudo o resto é apenas ruído. Amor próprio e auto-confiança são as chaves para a nossa paz interior.

O que é que não sabia e teve que aprender depois que se tornou famosa?

Que a fama é uma faca de dois gumes, que temos que receber a parte boa com a parte má, e saber gerir e equilibrar ambas.

Se não fosse o que é hoje, o que seria?

Decoradora de interiores.

Sempre sonhou em ser famosa ou ser uma figura pública?

Nunca.

Como foi o primeiro contacto que teve com a fama? O que foi mais difícil?

Foi em 1993 quando participei no concurso para novas modelos “The Look of The Year” da Elite Models. Fiquei em segundo lugar e tirei fotos no final com a Naomi Campbell, que dias depois estavam em toda a imprensa portuguesa. Nada foi difícil, foi uma experiência inesperada e surreal, mas bastante positiva.

Qual é o sentimento que teve ao saber que já começavam a lhe reconhecer pelas pessoas na rua?

Orgulho, pois representava o reconhecimento por me estar a destacar como manequim profissional num meio na altura bastante fechado.

O que a fama trouxe para sua vida?

A oportunidade de conhecer pessoas super interessantes e de ter acesso a lugares, empresas, projectos, negócios em que nem tinha pensado antes.

 No início, como era a sua relação com os amigos e familiares depois que se tornou famosa?

A minha relação com família e amigos é exatamente a mesma, excelente e de muito amor, carinho, respeito e principalmente lealdade. Apenas me tornei bastante atenta ao que me rodeia e a minha postura, pois tenho a noção que estou sempre sob o olhar do público e que as minhas palavras, comportamentos e acções estão sujeitas a escrutínio, e podem ter um impacto muito grande, positivo ou negativo, junto de quem me assiste e/ou me segue ou mesmo da sociedade, por isso procurei ser sempre muito responsável.

Quanto foi o primeiro cachê que recebeu fruto da fama e o que fez?

Foi o cachê de um desfile, ainda era em escudos, daria cerca de uns 200€ talvez e comprei produtos de maquilhagem.

 Há alguém que gostaria que estivesse consigo neste momento e não está?

O meu pai que faleceu em 2019.

Enquanto famosa, se tivesse que mudar alguma coisa na tua carreira e no mundo, o que seria?

Na minha carreira não mudaria nada, pois todos os passos, certos ou errados conduziram-me até aqui e eu sou muito feliz, grata e abençoada por ter uma carreira profissional de 28 anos sempre com sucesso, e em tantas áreas diferentes. Seja como manequim, apresentadora de tv, actriz de séries e novelas, agente, produtora de eventos, produtora de conteúdos para tv, produtora e directora artística de concertos e festivais com grandes estrelas mundiais, editora de revistas de moda, sociedade e lifestyle, empresária, gestora e produtora da Moda Luanda e dos Globos de Ouro Angola, autora de um livro, actriz de teatro, influenciadora, palestrante, gestora de projectos, assessora de imprensa, etc. Continuar relevante 28 anos depois da primeira entrevista fala por si. Consistência é tudo. Sinto-me super realizada.

No mundo mudaria o coração do ser humano para que todos tivessem mais honestidade, empatia, generosidade e amor ao próximo. O ser humano deve fazer o que lhe faz feliz, sem jogos e sem desculpas. Acho que muitas pessoas estão infelizes, inseguras e vivem presas a expectativas de terceiros ou da sociedade, isso as torna amargas, mesquinhas e desleais. Vejo muita gente desleal, falsa, interesseira, com postura de mercenário, hoje diz uma coisa amanhã outra isso é triste e lamentável, e é o que prejudica o bem comum.

E para concluir, a Lady Boss deixou ainda um conselho para todos os que estão e os que desejam entrar para o mundo da fama: “Aprender a não deixar o sucesso subir à cabeça nem o fracasso chegar ao coração é super importante, bem como ser sempre honesto, ser grato e ter palavra. “A reputação de qualquer profissional é o seu maior activo”, concluiu.

Por: Ladiana Wemana

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