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    “É muita fruta para ser comida, ninguém se vai engasgar”, diz Bonga sobre o concerto “Três gerações”

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    Por: Stella Cortêz

    Bonga, uma das vozes que integra o cartaz da live solidária que vai unir três artistas angolanos considerados como guardiões do Semba, falou sobre a iniciativa de conectar três intervenientes que ultrapassam o universo das artes musicais, bem como o que o público pode esperar deste grande concerto.

    “Estar com estes artistas num grande evento vai ser como reavivar a convivência que tende a desaparecer, por isso, musicalmente falando, acho que vai ser benéfico, óptimo e muito bom, porque essa geração bebeu da fonte do Bonga e de muitos outros músicos da minha geração, alguns dos quais já desaparecidos, mas enquanto estivermos em vida, daremos continuidade a isso. A nossa forma de viver é diferente de outros povos, é retratada na música, na amizade e na concórdia. Isso é importante e vai ser muito lindo”, disse.

    À propósito do repertório do concerto marcado para domingo, às 14H30, com transmissão na TPA 1, RTP África e nas plataformas digitais do PLATINALINE, o artista, que transporta mais de 40 anos de estrada no mundo da música, destacou que o guião já foi feito, garantindo que todos estão a trabalhar com cuidado e empenho para que as coisas aconteçam de forma artisticamente profissional.

    Questionado se foi escolha sua unir três gerações num único concerto, o expoente da música angolana respondeu: “Isso já foi proposto por pessoas, inclusive por um ou outro empresário, mas nunca se concretizou. Hoje, que se está a concretizar, claro, o Paulo Flores e o Yuri da Cunha têm muita influência nisso, e eu, como sempre, de forma modéstia, dou a minha comparticipação, pois muitas vezes recebo solicitações da juventude para gravação de discos ou composição de temas, e quando se trata de um concerto ao vivo, é algo mais importante, apenas dei o meu acorde”, sublinhou.

    Sobre a durabilidade do concerto, o autor do tema “Paxi Ni Ngongo”, em gíria, fez saber que “é muita fruta para ser comida e ninguém se vai engasgar, porque terão de comê-las devagar.”

    “Vamos deixar o tempo passar na boa, é tanta coisa, se cada artista faz normalmente um concerto em uma ou duas horas, imagina os três! Cada um com o seu recado e, principalmente, a simbiose de estarmos juntos, e eu, sendo o ponto importante na medida em que sou aquilo que anteriormente se chamava enciclopédia. Uma altura em que África foi degenerada com guerras, a música suaviza, dá força, cria amizade, paz, harmonia, concórdia. A música é a melhor coisa que sei fazer, estar aí com os jovens que estão comigo com uma cumplicidade muito grande, no respeito e na harmonia, é muito bom.” Finalizou.

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