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    Escritor angolano Diego lança obra sugestiva sobre “A morte do Ex-Presidente”

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    Por: Hélio Cristóvão

    “A morte do ex-presidente” é o tema da segunda obra literária do escritor angolano Diego, pseudônimo de Elias Joaquim, jovem de apenas 21 anos de idade, estudante de Economia e super apaixonado pela Literatura.

    Com uma descrição romanceada, meio enviesada e oblíqua dos factos, A MORTE DO EX-PRESIDENTE conta as turbulências  do último ano de vida de um senhor presidente que, por certo descuido, deixa o poder em mãos erradas e sofre as consequências disto. A história toda se desenvolve em um tempo e espaço não identificados e procura trazer aos leitores uma outra visão dos acontecimentos, possíveis interpretações e quiçá apontar o que há de duvidoso. Amores, ódio, dinheiro, paixões, interesses, poder e vingança constroem e seguram a história distribuída por quatro capítulos até ao seu final, inspirada na nossa realidade.

    A obra, de 110 páginas, nasce da ideia de contar uma história com personagens políticas, porém, que não fosse necessariamente política. “A morte do ex-presidente”, uma novela com narrativa bastante breve, que tem como suporte a realidade angolana e seus episódios mais chocantes. Entretanto, o título não vem em despropósito, foi escolhido para que as centenas de páginas que compõem o livro não fossem órfãs. “Não se trata apenas da morte no seu sentido original, trata-se antes da sucumbência dos planos, da perda do controle, das decisões arriscadas, da solidão que teve de enfrentar, e após a morte, desta vez, no seu sentido original”, disse o jovem escritor, em entrevista ao PLATINALINE.

    “O livro questiona-se se será um homicídio ou um suicídio. Tanto podia ser um homicídio como podia ser um suicídio, visto que, foi apunhalado várias vezes e por várias pessoas, mas ao mesmo tempo, é ele o único autor do precipício em que, por fim, acabou por se matar.”

    PLATINALINE – Sobre o que propriamente nos fala a sua obra? 

    DIEGO – A obra conta o último ano de vida de um presidente, que por certo descuido, deixa o poder em mãos erradas e sofre as consequências disto. As culpas de um passado distante recaem sobre as suas costas, numa altura em que este decide abandonar o poder. Por esta via, o que viria a ser uma alternância política pacífica, ganha outros contornos e é sustentada por diversas paixões mal resolvidas, diversas contas por se ajustar, diversas mágoas e rancores e o tecido governativo entra em total caos. 

    A novela é bastante breve, comportando apenas cerca de cem páginas distribuídas por quatro capítulos. No primeiro capítulo, há basicamente a tomada de decisão do senhor presidente de largar o poder quando este está em companhia de sua amada, Ana, e a partir daí introduzem-se os conflitos. Os conflitos estendem-se até ao segundo capítulo, onde o seu sucessor é já apresentado publicamente e vão até ao terceiro, onde este toma posse. No último capítulo, o presidente do início, que agora é ex-presidente, abandona o país, mas vê de longe as pessoas que mais ama como os filhos e a mulher, serem tratados sem a dignidade que o nome se lhe impõe pela nova governação. Então, o ex-presidente foi morrendo aos poucos. 

    PLATINALINE – Que reflexão traz para a sociedade?  

    DIEGO – O livro traz uma nova abordagem, uma maneira diferente de olhar para o curso dos acontecimentos actuais, uma nova verdade, novas interpretações, mas não que os jornalistas ou outras entidades de maior competência não tenham já examinado os factos, apenas é uma leitura oblíqua de um facto congelado. Para quem ler o livro, encontrá não apenas a política de maneira nua e crua, como já se fez e se continua a fazer, encontrá, pois, vozes políticas tratadas como gente comum que são, com doses de apetites e crueldade que os movem fora das câmeras. 

    Não é uma afronta a nada nem a ninguém, é literatura. 

    PLATINALINE – O que o motivou a concebê-la? 

    DIEGO – O que me motivou a concebê-la foi a realidade em que estou inserido. Uma realidade cujo sistema se auto proclama auto-suficiente, perfeitamente intocável e inabalável, mas que em apenas um segundo virou-se contra si próprio. E dei por mim a perguntar-me em voz alta: “Em que momento fecharam os olhos?” E dessa pergunta nasceram outras, e das outras mais outras, e no fim de dois meses enchi várias páginas com outras eternas perguntas. 

    PLATINALINE – Por quê um lançamento físico? É o seu primeiro escrito? 

    DIEGO – É a minha segunda obra, mas a primeira que será lançada de maneira impressa e com sessão de autógrafos, os leitores poderão ter acesso aos exemplares a partir deste dia 25 em pré-venda e na primeira quinzena de Novembro, uma apresentação mais formal.

    PLATINALINE – Sendo jovem, como descreve o mercado literário em Angola? 

    DIEGO – A crise que se vive, em minha opinião, não é tanto literária como tal, mas sim editorial. Há muitos novos autores a escrever, mas muito pouco diálogo entre o que fazemos com as instituições. Penso que a maior dificuldade reside aí, no olhar que se tem pelos livros, no silêncio das instituições quanto à influência que este pode e exerce sobre as pessoas. 

    De acordo com o jovem escritor, foram numa primeira fase produzidos 50 exemplares que serão, a partir do dia 25 de Outubro, vendidos por encomenda ao valor de 2500 Kz.

    Mais informações, o autor: 933745154.

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