Amaro Kiesse Armando é um jovem angolano residente em Portugal, apaixonado pela literatura e por declamar poesias. Distante da terra mãe, Amaro não olhou para este facto como impedimento e disponibilizou a sua primeira obra literária, por sinal, fora de Angola, intitulada “E se as páginas fossem abertas”. O livro está dividido em duas partes, onde numa delas aborda questões relacionadas a emigrantes que se deslocam de suas terras para a Europa à procura de melhores condições de vida, e noutra, procura incentivar e estimular as pessoas a cultivarem o hábito de leitura.

Em conversa cedida ao PLATINALINE, Amaro garantiu que o objectivo primordial passa por munir as pessoas de conhecimento necessário para que consigam direccionar suas vidas mediante a vários ensinamentos sobre a realidade vivida na Europa. Apesar das adversidades, o jovem angolano revestiu-se de forças para abrir as páginas da sua vida e contar sobre o que já enfrentou, as dificuldades encontradas enquanto emigrante e toda a ferramenta que usou para conseguir se manter firme distante da família.

Influenciado por uma compilação de grandes escritores, o jovem pretende prosseguir e caminhar neste mundo que sempre teve pretensão de fazer parte. Amaro Armando lamenta ainda o facto de haver pouca aposta na divulgação de livros em Angola por parte dos órgãos competentes, os custos dos livros e o pouco interesse dos jovens em tirar um tempo para dar atenção à leitura. Contudo, mostra-se optimista, num futuro próximo, e enfatiza: “Se pretendemos ter uma sociedade amante da leitura, devemos criar políticas que facilitem o acesso ao livro.”

Por: Sérgio Flávio (estagiário)