Eva Rap Diva relembra preconceito enquanto mulher no rap game

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“Eu sabia que tinha que quebrar este ciclo de mulheres no Hip Hop que acabam por recuar por causa de relações e outras coisas”.
Por: Hélio Cristóvão
Aquando da sua participação no programa Showbiz Talk, da PLATINA FM (96.8), Eva Rap Diva relembrou o seu início de carreira e destacou que, na altura, os grandes players da música em Angola alimentavam a ideia de que investir numa mulher que canta rap seria perca de tempo.
Em conversa com o locutor Hélio Cristóvão, a cantora sublinhou que as pessoas faziam uma construção errada sobre as mulheres e sobre as rappers, construção esta que posteriormente reproduzem de forma violenta na sua forma de socializar.
“Quando decidi fazer uma carreira profissional em Angola, já cantava há muito tempo, e na altura existia a ideia de que não dá para investir numa mulher a cantar Rap, alegando que depois de algum tempo vai parar e todo o investimento iria por água a baixo”.
A artista sublinhou que, na altura, os grandes players da música em Angola tinham esta ideia. “Quase que pareciam traumas”, salientou.
A rapper continuou dizendo que conseguiu ultrapassar tais ideias pré-concebidas com trabalho árduo até ganhar credibilidade no mercado. “Tanto uma mulher como um homem podem ser comprometidos com a música, com o Rap, independentemente de serem mulheres ou homens.”
Apesar de toda a pressão social, a autora de “Tudo de novo” garantiu que sempre escolheu a música e o Rap, pois, sabia que tinha que quebrar este ciclo de mulheres no Hip Hop que acabam por recuar por causa de relações e outras coisas, como acontecia até então”.
Decidi que não queria que isso acontecesse comigo, que ia me dedicar para que as próximas que viessem fossem melhor recebidas no mercado, ou para que não se continuasse a matar sonhos de mulheres que queriam fazer Rap por causa desta ideia. Acho que esta missão foi concluída”, finalizou.
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