- Publicidade -

Visit arnan.me
More

    Exclusivo: Billboard entrevista Beyoncé

    em

    |

    Visualizações

    and

    comentarios

    No próximo capítulo de sua carreira, Beyoncé certamente parece dedicada a ir a outro nível. É preciso coragem para uma das maiores estrelas pop lançar tal inconvencional estridente single como o militarista, “Run The World (Girls),” contruido em torno de um sample diferente de um club hit relativamente obscuro indie de Major Lazer, “Pon de Floor”. Isto é apenas a primeira salva na inesperada montagem de texturas sonoras e músicas de estruturas únicas em seu novo álbum, o qual conta com novos colaboradores como Switch (que representa a metade de Major Lazer) junto com estáveis hitmakers como The-Dream. “Não há nada seguro sobre isso, é isso que eu sei,” diz The-Dream, que co-escreveu o hino definidor de carreira de Beyoncé, “Single Ladies (Put a Ring on It),” e foi chamado para ajudar a a escrever o lead single do novo álbum. “Aquele [tipo de tratamento musical] jamais aconteceria com nenhum outro artista de sua estatura, homem ou mulher.”

     

    É um sentimento de que Beyoncé parece muito consciente de si mesma. “Eu sinto que meu trabalho na indústria é empurrar os limites, e eu tenho que evoluir constantemente,” Beyoncé explica sobre seu novo rumo, enquanto ela está sendo transportada de um photo shoot em Long Island para um estúdio de gravação em Manhatan para uma reunião com a nova equipe criativa que ela montou.

     

    Esta mulher independente, dobrando a esquina para os 30 anos, feliz casada com Jay-Z, tomou as rédias de sua carreira como nunca antes, e ela quer que fiquem sabendo que ela é uma das que decide tudo. Seu próximo álbum solo, “4”, foi feito ano passado sem a ajuda de Matthew Knowles, seu pai e empresário de tantos anos.Ela anunciou em 28 de março deste ano que os dois partiram para diferentes rumos “a nível de negócios”. Levantando o punho cerrado na capa de seu novo single, “Run The World (Girls)”, Beyoncé claramente transmite sua mensagem de marca do poder feminino.

    Nesta primeira entrevista exclusiva sobre seu próximo passo, a estrela deu um passo a frente em novos sons eletrizantes e esforços criativos no mercado para ela, e ao mesmo tempo, relembrando dos milhares de quilômetros ao longo do caminho que a deram o Billboard’s Millennium Award.

     

    • Sempre que você lança uma música, parece que gera um slogan. Isso é algo em que você pensa?

     

    Isso é o que eu sempre quero fazer – Eu sou atraída por músicas que se tornarão assunto até na mesa do jantar! [risos] Com “Single Ladies” claramente eu tinha acabado de me casar, e as pessoas querem se casar um dia – então teve toda aquela coisa sobre o vídeo do Justin Timberlake [imitando o vídeo] no “Saturday Night Live”, e também foi o ano em que o YouTube estorou. Com “Irreplaceable”, as letras agressívas, o violão acústico, e o 808 [que simula uma bateria] – essas coisas tipicamente não funcionam juntos, e isso soou novo. “Crazy In Love” foi outro daqueles momentos clássicos na cultura pop que nenhum de nós esperávamos. Eu perguntei ao Jay para estar na música e na noite anterior eu tive que adiar meu álbum – graças a Deus ele aceitou. Ela nunca fica velha, não importa quantas vezes eu a cante.

    • O novo single, “Run The World (Girls)”, é uma afirmação muito ousada para você.

     
    – É definitivamente mais arriscado do que algo mais… simple. Eu simplesmente escutei a música e amei que ela fosse tão diferente: ela parece um pouco Africana, um pouco eletrônica e futuristica. Me lembrou do que eu amo, que é mixar diferente culturas e eras — coisas que tipicamente não funcionam juntas — para criar um novo som. Eu nunca posso estar segura; eu sempre tento e vou contra a corrente. Assim que eu consigo uma coisa, eu defino uma meta mais elevada. É assim o modo de eu ter chegado onde eu estou.

    O novo álbum se chama “4”. Deixando de lado que este está sendo seu quarto álbum solo, qual o significado que esse número carrega?
    – Todos nós temos números especiais em nossas vidas, e para mim é o 4. É o dia em que eu nasci. O aniversário da minha mãe, e de muitos amigos meus, são dia 4; 4 de Abril foi o dia do meu casamento.

     

    • Como começou o processo criativo com o novo corpo de trabalho?
    – Eu gravei mais de 60 músicas: todas que eu queria tentar, eu tentei. Eu comecei sendo inspirada por Fela Kuti. Eu trabalhei com a banda do “Fela!” [musical da Broadway baseado em sua vida] por alguns dias, só para sentir a alma e o coração de sua música; é tão sexy, e tem uma ótima batida que você se perde. Eu amei sua bateria, todas as cornetas, como tudo estava em um só. O que eu mais aprendi com Flea foi liberdade artística: ele simplesmente sentia a alma. Eu também achei muitas inspirações nos R&B da década de 90, Earth, Wind & Fire, DeBarge, Lionel Richie, Teena Marie… Eu escutei muito dos Jackson 5 e New Edition, mas também Adele, Florence + the Machine, e Prince. Adicionei na minha influência hip-hop, e você pode ouvir como é amplo. Eu tamém dei a mim mesma mais liberdade para realmente cantar alto em algumas músicas, e trazer a alma de volta: Eu usei muito de técnicas que lembram intrumentos de sopro e a aspereza em minha voz que as pessoas escutam em minhas apresentações ao vivo, mas não necessariamente em meus discos.

    • Você é um ícone de poder feminino. O que esse poder significa para você?
    – Poder significa felicidade, poder significa trabalho duro e sacrifício. Para mim, trata-se de um bom exemplo, e não abusar de seu poder! Você ainda tem que ter humildade: Eu tenho visto como você pode liderar pelo exemplo, e não pelo medo. Minha visita ao Egito foi realmente uma grande inspiração para mim. Uma vez que o Sol se põe, eu não via uma mulher; isso foi chocante e fascinante para mim, porque isso era tão extremo. Eu via centenas de homens andando pelas ruas, se socializando em bares, rezando nas mesquitas – e nenhuma mulher. Eu me senti realmente orgulhosa quando me apresentei e vi a força que as mulherem estavam tendo pela música. Eu me lembro de estar no Japão quando Destiny’s Child lançou “Independent Women”, e as mulheres lá estavam dizendo quão orgulhosas elas estavam de ter seu próprio emprego, seu próprio pensamento independente, e suas próprias metas. Isso me fez tão bem, e eu percebi que uma das minhas resposabilidades era inspirar mulheres de uma maneira mais profunda.

     

    • Você está sempre em movimento. Você tem tempo para descansar?
    – Eu tive um dia livre para levar meu sobrinho a Disneyland, o qual foi muito divertido. Eu não tenho feito algo do tipo em provavelmente 10 anos – a última vez que eu estava em um parque temático com com as Destiny’s Child! Nós fomos em todas as montanhas-russa, algumas delas duas vezes em seguida, e foi a primeira vez do meu sobrinho em uma montanha-russa. Haviam centenas de pessoas porque era Páscoa, mas todos foram realmente educados e respeitosos, e nos deixaram andar livremente e ter bons momentos. Eu estava com o maior chapéu do Pateta! [risos] Ele era pra ser um disfarce, com aquela grande borda que cobria meu rosto, e orelhas caídas doa lados, mas no final do passeio eu entendi que as pessoas sabiam que eu estava me fazendo de palhaça naquele chapéu. [risos] É uma lembrança muito legal para mim.

    • Este é o seu primeiro disco que você fez sem seu pai empresariando você. Que tipo de opções se abriram que devem ter sido diferentes de antes?
    – Não é que algo de ruim tenha acontecido entre nós. Minha família tem meu apoio sempre, e eles me apoiam, mas quando você tem trabalhado com as mesmas pessoas por 15 anos, é natural que eventualmente você tenha suas próprias ideias. Eu acredito que os pais preparam seus filhos para o momento que eles estejam por conta própria: nesse ponto, eu estou levando tudo o que meu pai e minha mãe me ensinaram, e estou capaz de fazer as coisas do meu jeito. Nós estávamos em um ponto onde nós aprendemos muito um do outro, e agora é excitante para mim fazer as coisas da minha maneira e contratar minha própria equipe. Eu comecei me empresariando.

     

    • Sua carreira em filmes recentemente deu uma virada interessante. Você foi de “Dreamgirls” para “Cadillac Records” para “Obssessed”, e agora você está trabalhando com Clint Eastwood na última versão de “A Star is Born”.

     

    – É um sonho que se tornou realidade; Eu ainda estou em choque que isto irá realmente acontecer. Clint Eastwood é claramente o melhor absoluto, e eu estou tão honrada. Eu não estava com pressa de fazer outro filme a menos que ele fosse o filme certo, e eu nem sequer queria tocar em “A Star is Born” se não fosse com ele. Eu realmente já estava sabendo que este projeto estava em existência, e eu meio que pedi por ele. Eu quero ir ao trabalho já!

     

    • “A Star is Born” é a escolha adequada, pois segue a ascenção de uma cantora para o estrelato. Qual foi seu marco no caminho ao topo?
    – Eu diria que quando Destiny’s Child trabalhou com Wyclef Jean em “No, No, No Part 2” – nós éramos muito novas e tinhamos medo de tudo, e mal podiamos esperar para cantar para ele. E ganhar nosso Grammy por “Say My Name” foi incrível. Eu me lembro de escutar a música no rádio pela primeira vez: Eu me senti tipo “Wow, isso soa como um clássico – algo que será relembrado para sempre.” Aquelas melodias e aquela maneira staccato de cantar rápido criou um novo estilo; inspirou um grande movimento no R&B. Ser parte disto é incrível.

     

    • Com todas essas conquistas, como foi sair em carreira solo?

    – Medo e força de vontade! Todas no grupo estavam muito nervosas, e apavoradas para fazer as coisas do nosso jeito. Nós sentimos falta uma das outras; foi difícil tendo que fazer nossas próprias decisões e não ter alguém ali para dizer, “Eu concordo” ou “Eu não concordo”. Mas pensando nisso essa é uma parte da vida; foi um grande primeiro passo para mim, mas um dos muitos primeiros passos que tenho certeza que terei de dar. Eu meio que sinto isso agora novamente.
    Estou me aproximando dos 30, e finalmente dei uma pausa na minha vida, a qual eu nunca tive. Eu tirei mais de um ano de descanso: Eu viajei, passei tempo com meu marido, acordei na minha própria cama, comia o que eu queria, fui a museus e shows da Broadway, assisti documentários, e simplesmente tive experiencias de vida. Eu nunca ia a shows porque eu estava normalmente me apresentando, então eu vi muitos shows – grandes bandas, como Muse e Rage Against the Machine, que também inspiraram o álbum. Haviam muitos artistas o quais eu nunca tive contato: Eu sou como uma esponja e absorvo tudo, e eu aprendi muito assistindo esses grandes performers. Ter tido tempo para crescer como ser humano foi realmente inspirador, e me deu muito para levar adiante. Estou animada em crescer: Eu posso me divertir, e ter a liberdade artística para fazer o que eu quiser. Nesse ponto, eu realmente sei quem eu sou, e não sinto que tenho de me por em uma caixa. Eu não estou com medo de correr riscos – ninguém pode me definir.

     

    Com Billboard.com 

    Share this
    Tags

    A Bombar

    Angola Chora a Perda do Ícone do Basquetebol, Ângelo Victoriano

    Hoje, sábado, Luanda acorda envolta em tristeza pela partida do antigo capitão da Selecção Nacional de Basquetebol, Ângelo Victoriano, aos 55 anos, vítima de...

    Kwenda Magic estreia talent show nacional “O Caça-Talentos”

    O canal de televisão da DStv Kwenda Magic estreia no próximo dia 14 de abril, um novo programa na sua grelha, um talent show...

    Unitel junta-se ao Programa de Estágio Profissional do INEFOP

    INEFOP e a UNITEL oficializaram a parceria estratégica por via da assinatura do Memorando de Entendimento para a promoção do desenvolvimento profissional dos jovens...

    - Publicidade -

    Artigos Recentes

    - Publicidade -

    Mais como isto