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    Festival de jazz de Luanda é símbolo de unidade e paz

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    – Há quatro anos, desde 2009, a cidade de Luanda tornou-se palco regular do Luanda Internacional Jazz Festival (LIJF), que atraiu até aqui mais de uma dezena de artistas nacionais e estrangeiros, com melodias imensuráveis e cativantes.
    Desde essa época, alguns dos convidados passaram a fazer parte do “line up” de arquivos de muitos luandenses, ficando na memória destes novos aficionados “jazz lovers” do mundo jazzístico.

    Entre esses artistas de sucesso trazidos na edição passada, que tocaram nos palcos “Palanca” e “Welwitschia”, montados para o efeito no Cine Atlântico, estiveram os angolanos Felipe Mukenga, Wiza, Waldemar Bastos e Simmons Massini; o nigeriano Ismael Lô, o brasileiro Lenine, o português Rui Veloso, bem como os norte-americanos George Benson, DeeDee Bridgewater; o cubano Chucho Valdês e The Afro-Cuban Messengers, e Gonzalo Rubalcaba, além de Jonathan Butler (África do Sul) e Oliver Mtukudzi (Zimbabwe).

    A esses juntam-se, esse ano, o trio romântico dos EUA Boyz II Men, assim como o Conjunto Angolano 70 e o saxofonista Manu Dibango.

    Diferente de muitos artistas que enveredaram para outras sonoridades, os músicos Waldemar Bastos, Lenine e Ismael Lô trazem nas suas canções um figurismo de paz e unidade entre os povos. Tal facto pode ser observado no tema “A Mancha”, do brasileiro (Recife, a 2 de Fevereiro de 1959), no qual há uma clara crítica e reflexão sobre as consequências que as enormes porções de óleo derramado nos rios e mares têm provocado às espécies marinhas e consequentemente ao meio ambiente.
    O mesmo está patente nas “cenas” de Ismael Lô: “Tajabone”, “Aiwa”, “Dibi Dibi Rek”,”Jammu África” e outros sucessos que dispensam qualquer comentário, pelo que há, de certa forma, nas temáticas que são apresentadas, a repercussão dos problemas que afectam os povos de diferentes origens.
    Por essa razão, quem esteja a ouvir estas melodias sente-se contagiado. Assim sendo, a ligação transcende os limites geográficos.
    Lô é um nigeriano que nasceu em Dogondoutchi, Níger, a 30 de Agosto de 1956, e juntou-se ao popular grupo Super Diamono, mas deixou, em 1984, para iniciar uma carreira a solo que gerou, ao longo de quatro anos, cinco álbuns populares.
    A unidade e a paz há muito que são cantadas por estes ícones da “word music” (Lenine e Ismael Lô), além do exímio Waldemar Bastos, que nasceu num período conturbado de forte repressão colonial.
    Como todos os artistas nacionais “da sua época”, cantava nostalgicamente sobre “prisões e as deportações de nacionalistas angolanos”, buscando sempre nas suas tradicionais interpretações união entre os povos, independentemente da ordem social a que pertence.
    O artista publicou obras como “Cânticos da minha alma” e “Estamos juntos”, nos quais constam clássicos como “Humbi humbi”, “Teresa Ana”, “Tata ku matadi”, “Muxima” e “Nduva”.
    Dessa forma, percebe-se a necessidade e importância da realização de um concerto e o tal conceito de união e paz, fomentada nestes eventos.
    Este ano, a 4ª edição (de 27 a 29 deste mês) apresentará o Conjunto Angola 70, o músico sul-africano Abdula Hibrahim, americano Hubert Laws, Coreón Dú e Aline Frazão (Angola), Asa (Nigéria), Manu Dibango e Ettiene Mbapé (Camarões), Conha Buika (Espanha) e os Boyz II Men (EUA).
    Fazem parte ainda deste alinhamento Ricardo Lemvo (Angola), Maceo Parker (EUA), Sara Tavares (Portugal) e Ivan Lins (Brasil), Tóto, Djs Djeff e Darcy (Angola) Marcus Miller e Cassandra Wilson (EUA), a cabo-verdiana Cármen Sousa, a portuguesa Sara Tavares e a moçambicana Stewart Sukuma.
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    A Bombar

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