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    Heloísa Jorge fala do seu novo desafio como actriz

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    Heloísa Jorge fala do seu novo desafio como actriz

    Por: Nelma Inglês

    Heloísa Jorge, a actriz angolana residente no Brasil, começou a sua história no mundo das telenovelas em 2012 e, de lá para cá, só tem somando sucessos.

    Actualmente faz o papel de enfermeira “Jaqueline” no elenco da nova série da Rede Globo intitulada “Sob Pressão”, que estreou no dia 6 de Julho deste ano. Em entrevista ao Platinaline, a actriz respondeu a algumas curiosidades sobre o seu novo desafio no universo da teledramaturgia. Acompanhe!

    1-É a primeira vez que faz o personagem de enferme

    Tião apresenta Laura (Heloisa Jorge)
    Tião apresenta Laura (Heloisa Jorge)

    ira, como está a ser esse desafio?

    Quando soube que iria fazer uma enfermeira na série, procurei ler entrevistas, depoimentos de profissionais que trabalham na saúde pública brasileira para entender como se dá a formação de um enfermeiro, quantos anos ele se dedica a uma faculdade, qual é a remuneração dele, quantas horas de trabalho por dia, qual é a relação entre o médico/enfermeiro e enfermeiro/paciente e em que condições ele trabalha num hospital público. Além disso, visitei um hospital público da cidade do Rio de Janeiro para acompanhar o dia-a-dia do pessoal da enfermagem, assisti a uma cirurgia devidamente organizada para ver de perto os procedimentos técnicos numa sala de cirurgia. O desafio foi grande (já foi tudo filmado), pois é um tema pouco abordado. Os profissionais de saúde no Brasil são super-heróis, pois lidam com a vida das pessoas! Espero que a série consiga, de alguma forma, colocar uma lente de aumento nessa realidade. Tomara que a população reflicta sobre a saúde!

    2-Há alguém que lhe tem servido de referência para exercer esse papel com êxito?
    Tenho uma grande inspiração em casa: o meu pai. Ele é médico do SUS há muitos anos.

    3- De todos os personagens que fez desde 2012, qual foi o mais desafiador?

    O primeiro, com certeza, foi o mais desafiador! Até 2012, eu nunca tinha feito alguma coisa na televisão, eu vinha do teatro, morava em Salvador e TV era uma linguagem desconhecida por mim. Tinha tido uma única experiência com cinema, uma participação pequena no longa-metragem Capitães da Areia.

    4-Tem estado a trabalhar com actores de nacionalidades e raças diferente da suas, já alguma vez sofreu racismo?

    O racismo no Brasil é estrutural e eu lido e combato diariamente, doa a quem doer. Já não tenho problema em apontar o dedo, denunciar, chamar atenção de quem comete atitudes racistas, inclusive, nos ambientes de trabalho e atenção: Racismo aqui já é crime! A minha postura em relação aos racistas mudou, essas pessoas já não passam ilesas.

    5-Qual é avaliação que faz do estado actual da dramaturgia angolana?

    Acredito que Angola está num caminho muito positivo! A teledramaturgia angolana internacionalizou-se, é um movimento bonito de se ver, os actores angolanos tem tido reconhecimento fora do país e eu fico muito emocionada ao perceber isso! Actualmente, Jikulumessu está no ar diariamente na TV Brasil e fico muito orgulhosa em ter feito a Djamila protagonizar essa história, coisa que eu ainda não tinha experimentado aqui no Brasil, foi das experiências mais ricas que já tive, profissionalmente falando. Tenho recebido muitas mensagens carinhosas de pessoas que têm acompanhado a novela, que estreou aqui no Brasil no dia 25 de Maio. O facto de a novela ter o elenco maioritariamente negro é um dos pontos que mais deixa os brasileiros emocionados e começou, por aqui, um movimento de ver o país com outros olhos.

    6-Qual é o papel que gostava de fazer futuramente e que nunca tinha feito antes?

    Nunca penso em papéis específicos, mas, como todo actor, gosto de desafios e os bons papéis são assim! Eu gostava de fazer mais cinema, é uma linguagem que respeito muito e experimentei pouco. Actualmente, estou entre as filmagens da longa metragem Bate Coração, direcção do Glauber Paiva Filho, faço uma personagem muito interessante, uma médica chamada Cláudia, workaholic, com uma vida afectiva frustrada. Estamos a filmar na Fortaleza, no Ceará, e eu estou muito feliz por esse novo projecto. O cinema é das artes que mais me encantam! Que venham outros trabalhos e desafios!”.

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