Representação, locução de rádio ou apresentadora de TV?
São três coisas que gosto muito de fazer. Cada uma destas actividades tem um significado especial, e uma forma diferente de se fazer. Não me vejo sem apresentar, sem representar, e embora tenha começado recentemente não me vejo distante da rádio como locutora.

Qual foi a maior desafio como actriz?
Não há um desafio maior. São coisas diferentes de fazer; televisão, teatro…a forma de expressão corporal, a forma como empregamos o texto são todas muito diferentes. Lembro que na novela “Windeck”, fui Nadir. Em “Gikulumesso”, fui Vanessa, que tinha uma família, e acabou por perder o marido, interpretado pelo Pedro Hossi. Cada trabalho é uma estória; cada novela, cada peça de teatro tem a sua estória e o seu gozo de se fazer.

O que a faz aceitar desafios novos?

A ideia de melhorar, de crescer, de aprender. Porque quando nos é colocado um desafio novo, vem a responsabilidade de darmos o nosso melhor, em fazer diferente e de olharmos para nós próprios e vermos quais as nossas capacidades e até onde podemos chegar ou não. Desafios novos permitem fazer outras coisas e também crescer profissionalmente.

O que ninguém lhe disse sobre ser famoso que teve de descobrir sozinha?

Não há alguma coisa especifica que não me tenham dito sobre ser famosa. Quando comecei a trabalhar há 13 anos, não sonhava em ser famosa, queria fazer rádio e televisão apenas por gosto, por gostar de comunicar; não pensava na fama. E não me considero uma pessoa famosa, mas sim uma pessoa publicamente exposta.

Preservar as relações amorosas e familiares dos holofotes é um acto de defesa daqueles que ama?

Depende muito de cada um, cada um sabe aquilo que quer para si e o nível de exposição para os seus. Isto é a escolha de cada um, eu não tenho muito para opinar sobre isso.

Como imagina a sua vida daqui a 5 anos?
Imagino-me com outros desafios a nível profissional, em todas as áreas em que estou inserida. Uma profissional mais competente, mais madura e com um crescimento certamente notável tanto para mim como para aquelas pessoas que acabam por apreciar o meu trabalho. E daqui a 5 anos, imagino, sim fazer um programa meu, com a minha cara…com o meu DNA!

Se tivesses de escrever uma frase para ser lida daqui a cem anos, o que escreverias?

Escolheria uma frase que uso normalmente do fundador do escutismo, Albert Smith Baden Powell, que é “Procurai deixar o mundo um pouco melhor do que o encontrou” acho que é uma frase que fará todo o sentido daqui a milhares de anos. Hoje, amanhã e sempre.