Em memória aos 90 anos do primeiro presidente da República de Angola, a Associação dos Estudantes Angolanos em Brasília (AEAB) e o Centro de Convivência Negra (CCN) da Universidade de Brasília em parceria com a União dos Estudantes Africanos em Brasília (UEAB) promovem de 17 á 22 de setembro de 2012 o Iº Seminário sobre Vida e Obra de Agostinho Neto.

O programa contempla várias atividades de caráter cultural, social, recreativo e desportivo.

OBJETIVO

Um dos principais objetivos é permitir que os participantes conheçam e mantenham contato com as obras, feitos e legados de António Agostinho Neto.

PÚBLICO ALVO

O seminário é direcionado aos jovens estudantes, agentes culturais, pesquisadores, ONGs, dirigentes governamentais, representantes de iniciativas privada e público no geral.

METODOLOGIA

Exibição de Documentários, debates e reflexões em torno do contributo de Agostinho Neto em Angola e na África.

FACILITADORES/PALESTRANTES

Um (1) representante da Fundação António Agostinho Neto – Angola
Representantes Diplomáticos Africanos
Professores Universitários
Estudantes Universitários
Local: Auditório da Biblioteca Nacional de Brasília
Setor Cultural Sul, lote 2, Edifício da Biblioteca Nacional, perto da Rodoviária do plano Piloto CP: 70070-150 Brasília – DF

http://aeabrasilia.blogspot.com.br/2012/08/programacao_19.html#more

SOBRE AGOSTINHO NETO

O dia 17 de Setembro data de nascimento do fundador e primeiro presidente da República de Angola, António Agostinho Neto, é considerado Dia do Herói Nacional, devido ao seu contributo dado na luta armada contra o colonialismo português e pela conquista da independência nacional.  O dia, instituído feriado nacional desde 1980 pela então Assembleia do Povo, um ano após o seu falecimento, em 10 de Setembro de 1979 na antiga União das Republicas Socialistas Soviéticas, deve-se, também, ao reconhecimento do seu empenho na libertação de Angola, em particular, e do continente africano.

Fruto da sua entrega à causa libertadora dos povos, o Zimbabwe e a Namíbia ascenderam igualmente à independência, assim como contribuiu para o fim do Apartheid na África do Sul.  Agostinho Neto foi também um esclarecido homem de cultura para quem as manifestações culturais tinham de ser antes de mais a expressão viva das aspirações dos oprimidos, arma para a denúncia dos opressores, instrumentos para a reconstrução da nova vida.  

A atribuição do Premio Lótus, em 1970, pela Conferência dos Escritores afro-asiáticos, Premio Nacional de Cultura em 1975 e outras distinções são mais um reconhecimento internacional dos seus méritos neste domínio, com trabalhos como: Náusea (1952), Quatro Poemas de Agostinho Neto (1957), Com os olhos Secos, edição bilingue português-italiano (1963), Sagrada Esperança (1974), Renúncia Impossível (edição póstuma 1982) e Poesia (edição Póstuma 1998).  Dotado de um invulgar dinamismo e capacidade de trabalho, Agostinho Neto, até a hora do seu desaparecimento físico, foi incansável na sua participação pessoal para resolução de todos os problemas relacionados com a vida do partido, do povo e do Estado.  Como um marxista-leninista convicto, Agostinho Neto reafirmou constantemente o papel dirigente do partido, a necessidade da sua estrutura orgânica e o fortalecimento ideológico, garantia segura para a criação e consolidação dos órgãos do poder popular, forma institucional da gestão dos destinos da Nação pelos operários e camponeses. A Agostinho Neto também se lhe reconhece o grande empenho na luta para a erradicação do analfabetismo, ao lançar a “Campanha Nacional de Alfabetização, em 1979”.

Ainda em reconhecimento à figura do fundador da Nação angolana, estão erguidas em vários pontos do país estátuas, que simbolizam os seus feitos e legados, marcado pelas suas máximas “De Cabinda ao Cunene um só povo e uma só nação” e “O mais importante é resolver os problemas do povo”.  O programa contempla várias atividades de caráter político, social, cultural, recreativo e desportivo, para saudar a efeméride, que este ano se assinala sob o lema: “Reafirmando os ideais de Neto, desenvolvamos Angola”.

Nascido em 17 de Setembro de 1922, na localidade de Kaxicane, município do Icolo e Bengo, província do Bengo, António Agostinho Neto faleceu a 10 de Setembro de 1979, em Moscovo, por doença.  Médico e estadista proclamou a independência de Angola em 11 de Novembro de 1975, depois de longos anos de colonização portuguesa.