Irene Jovem regressa à ribalta com “Nosso sorriso” e outras novas apostas musicais

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Por Helder Cordeiro Pedro

Natural da cidade das Acácias Rubras, Benguela, Irene Jovem é uma cantora e compositora que descobriu em si, desde tenra idade, a paixão pela música.

Apesar de nunca ter pensado em tornar-se, algum dia, artista profissional, Irene revelou, em entrevista ao PLATINALINE, que sempre gostou de cantar, porém, não para os outros, por vergonha de fazê-lo em público. “Com o passar do tempo, juntei-me aos coros das igrejas que frequentava e, posteriormente, aos coros das universidades. Mas, ainda assim, nunca me tinha imaginado fazê-lo de forma profissional e a solo, até à minha primeira gravidez. Por alguma razão, senti esta necessidade enorme de gravar algo que a minha filha também pudesse escutar um dia, foi como desejo de grávida”, contou.

Embora seja uma artista com pouco destaque no mercado nacional, Irene Jovem não é um novo talento. Isso mesmo! Engana-se quem pensa que sim, pois a mesma é detentora de um álbum intitulado “Minha filha”, sua primeira obra discográfica lançada a 5 de Maio de 2012, na Praça da Independência, e tem, actualmente, três novos singles promocionais: “Nosso sorriso”, produzida por Dji Tafinha, “Amigo Do Tchilo” e “Não Vai Morrer”, ambas produzidas por Heavy C. A cantora, que se identifica com os estilos Kizomba, Soul, R&B e Gospel, trabalha agora em músicas de outros produtores como Nelo Paim, Shano, Livong, Lee Produções, tem estado a sondar o mercado Sul Africano, de formas a trazer um pouco mais de variedade no seu próximo projecto, e deseja que neste integre uma música gospel em honra a Deus.

Irene Jovem trabalha de forma independente, porém com o auxílio de seu esposo que é, por sinal, seu agente, e avançou que toda a produção musical tem sido gerida por si e sua equipa. Entretanto, não deixou de expor o seu ponto de vista sobre o estado actual do mercado musical.

O mercado musical actualmente não anda muito bem em todo o mundo, como já e do conhecimento de todos, por causa da pandemia. Mas, para Angola, um pouco pior, visto que mesmo antes da pandemia, já se vivia uma certa crise que só foi acentuada com a pandemia, pese embora já se vê uma pequena luz verde no fundo do túnel. Mas como para tudo o que parece mal podemos sempre encontrar pontos positivos, temos a tecnologia que, de certa forma, está a ajudar imenso na disseminação do nosso trabalho. Tivemos que encontrar outras maneiras de apresentar o nosso trabalho aos amantes da música, o que está a nos ajudar a crescer e a nos redescobrirmos.

Sobre os desafios encontrados na carreira profissional, a artista destaca que “fazer música não é fácil como muitos pensam. Requer muita dedicação, tempo, trabalho duro e força de vontade. Também não é barato ter uma música de qualidade no mercado, quanto mais um álbum?! O meu maior problema é escassez de tempo. É muito difícil às vezes tentar conciliar a carreira musical com a outra carreira profissional que tenho, sem esquecer de outras responsabilidades sociais. Devo dizer que sou, de facto, muito abençoada por ter pessoas ao meu lado que me têm apoiado em todos os aspectos e, para completar, tenho o meu Deus que tudo garante”, disse a cantora, salientando que espalhar mensagens de amor, conforto, paz, internacionalizar a sua música e levar o nome de Angola além-fronteiras são as suas maiores ambições enquanto artista.

Conheça mais sobre a cantora, lendo a biografia da mesma em http://www.irenejovem.com/videos.

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HÉLDER PEDRO, DE COBRADOR DE TÁXI A PROMESSA DA TV NACIONAL Há alguns meses que a televisão nacional ganhou um novo rosto. Hélder Pedro é o “platinado” que todos os sábados apresenta o mais recente programa de televisão sobre o jet7 angolano, no canal Jango Magic, da operadora DStv. A voz naturalmente colocada e a dicção não deixam margem para dúvidas de que a vocação radiofónica está-lhe no ADN. Apesar de ter optado por estudar Ciências Físicas e Biológicas no ensino médio, Hélder era apelidado pelos colegas de o “Bartolomeu da sala”, numa clara comparação a Ernesto Bartolomeu, famoso apresentador do telejornal da TPA 1. Várias foram as vezes que o jovem ouviu dizer que estava a perder-se no curso errado, porque “tinha um grande potencial para o jornalismo”, disse em entrevista à BANTUMEN. Num teste às suas capacidades, em 2008, decidiu criar a Rádio One, onde o seu quarto era o estúdio e os vizinhos a audiência. Uma coluna no terraço e estava criada a primeira rádio a ser emitida no município de Cacuaco. “Tudo o que eu falasse, as pessoas que viviam nos arredores da casa ouviam. O programa da Rádio One começava às 18 horas e tinha como convidados os meus irmãos e primo. O projecto surge com o intuito de entreter as noites da nossa vizinhança, uma vez que havia muita bandidagem no bairro e a zona era muito silenciosa.” Mas antes de chegar às televisões do país através do semanal “Platinando”, as curvas e contra-curvas da vida de Hélder levaram-no a ser pedreiro, cobrador de táxi, taxista e segurança num quintal do pai. Mas a perseverança está-lhe impressa no caracter. Em 2012, o “Bartolomeu da sala” conseguiu chegar à redação da Platina Line, através do pai que conhecia um dos funcionários da empresa. “Por ser bom e talentoso, passei no casting. Comecei como repórter, passei de seguida a fazer o programa de rádio na Kairós e fui promovido mais tarde para apresentador de TV, fazendo até hoje o programa “Platinando” com a minha colega Rosa de Sousa.” Um ano mais tarde, a responsabilidade do jovem trabalhador-estudante tornou-se demasiado pesada e foi necessário optar entre as várias actividades que desenvolvia ao mesmo tempo. “Estudava na Utanga do Capolo, fazia o curso de Electrónica e Telecomunicações e era difícil conciliar os estudos, serviço de táxi “não personalizado” e a Platina Line. Larguei o táxi e os estudos por falta de apoio, pois nessa altura o meu pai já não tinha condições para sustentar os meus estudos. E eu que sempre pensei que ser estudante universitário fosse um mar de rosas e que fosse principalmente fácil pagar as propinas, enganei-me!” Depois de dois anos dedicados à comunicação, Hélder decide voltar a estudar e é actualmente aluno da Universidade Independente de Angola, no curso de Ciências da Comunicação. Numa breve análise à liberdade de expressão dos meios de comunicação nacionais, Hélder Pedro diz que a “Platina Line veio revolucionar a comunicação social em Angola, em particular o mundo do entretenimento. Mas, como infelizmente a nossa sociedade ainda não tem uma mente tão aberta neste campo, encaramos certas informações como abusos contra identidade, o que impossibilita a liberdade de comunicação e muitas vezes de expressão. Como resultado, muitos jornalistas, comunicólogos e não só, vêem-se na obrigação de omitirem determinadas informações”, explica. Entre o online e a TV não consegue designar um preferido e garante que as duas categorias têm as suas vantagens. No entanto, os seus objectivos centram-se em chegar à cadeira de pivô de telejornal e, quem sabe, ser o sucessor do ídolo Ernesto Bartolomeu.
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T Miudo
T Miudo
1 mês atrás

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