Por: Stella Cortêz

O Músico, compositor e instrumentista Ivan Alekxei é um jovem formado em Engenharia Civil, natural da província do Cuanza-Norte, mas que viveu durante muito anos em Sá da Bandeira (Lubango), onde começou os primeiros passos no mundo da música, tocando como guitarrista no coro da igreja do qual fez parte.

Jovem que sempre esteve ligado à música, confessou que é o único membro da sua família que segue esse trilho. “Por influência dos meus avós e do meu pai, sempre cresci a ouvir muita boa música. O meu percurso artístico começou na igreja, daí, só dei continuidade, após sair do gospel, conheci muitas referências de bons artistas como André Mingas e muitos outros que faziam músicas do estilo que eu gosto”. Ivan continuou ao dizer que actuou em bares, durante nove anos e fê-lo propositadamente pois precisava estar preparado para encarar o mercado da música a todos os níveis.

Kamutupu é uma música que fez bastante sucesso nas casas de música, festas e discotecas. O homem multifacetado explicou como surgiu a ideia de criar o referido projecto:

“Foi uma experiência que começou com os Dj’s Ricardo Alves, Smuck e eu. Como havia uma necessidade de ter coro em línguas nacionais, pensei no Gari Sinedima que é um amigo, parceiro e vizinho. Eu sou de Lubango, e como Namibe e Lubango estão interligados, então colocamos o Gari para fazer o refrão para unir as duas culturas, daí, nasceu então, a ideia de fazer o projecto Kamutupu”, disse o músico.

Questionado se já pensou em cantar com alguém, Ivan Alexkei respondeu: “Sempre foi meu sonho fazer carreira a solo, compor os meus temas, não se trata de ser egoísta. Mas porque acredito que tenho capacidades de trilhar os meus passos sozinho. O autor do sucesso “Meu Cota”, frisou ainda que nunca pensou cantar um house, mas com o decorrer do tempo descobriu outras maneiras. “A partir do grupo MiCasa descobri que o house não era exatamente aquilo que se pintava cá em Angola, afinal existe também o Bit-house, um estilo que contém mais informações e musicalidade. Interessei-me porque obrigava a cantar e a ter uma voz em condições”. realçou

Produzido e agenciado pelo Chico Viegas, Ivan Alexkei destacou que pretende lançar dois discos em simultâneo, sendo que um terá a produção acústica de Chico Viegas e no segundo o artista intende trabalhar com vários produtores. Alguns temas que têm haver com o álbum acústico, já estão gravados com os músicos: Kyaku Kiaddaf e Yuri da Cunha.

Artigo anteriorJessica Pitbull estará nos estúdios do Platina Line na quarta-feira para conversar com os internautas
Próximo artigoHUGO PINA EM EXCLUSIVO NA MEDIAPLAY
HÉLDER PEDRO, DE COBRADOR DE TÁXI A PROMESSA DA TV NACIONAL Há alguns meses que a televisão nacional ganhou um novo rosto. Hélder Pedro é o “platinado” que todos os sábados apresenta o mais recente programa de televisão sobre o jet7 angolano, no canal Jango Magic, da operadora DStv. A voz naturalmente colocada e a dicção não deixam margem para dúvidas de que a vocação radiofónica está-lhe no ADN. Apesar de ter optado por estudar Ciências Físicas e Biológicas no ensino médio, Hélder era apelidado pelos colegas de o “Bartolomeu da sala”, numa clara comparação a Ernesto Bartolomeu, famoso apresentador do telejornal da TPA 1. Várias foram as vezes que o jovem ouviu dizer que estava a perder-se no curso errado, porque “tinha um grande potencial para o jornalismo”, disse em entrevista à BANTUMEN. Num teste às suas capacidades, em 2008, decidiu criar a Rádio One, onde o seu quarto era o estúdio e os vizinhos a audiência. Uma coluna no terraço e estava criada a primeira rádio a ser emitida no município de Cacuaco. “Tudo o que eu falasse, as pessoas que viviam nos arredores da casa ouviam. O programa da Rádio One começava às 18 horas e tinha como convidados os meus irmãos e primo. O projecto surge com o intuito de entreter as noites da nossa vizinhança, uma vez que havia muita bandidagem no bairro e a zona era muito silenciosa.” Mas antes de chegar às televisões do país através do semanal “Platinando”, as curvas e contra-curvas da vida de Hélder levaram-no a ser pedreiro, cobrador de táxi, taxista e segurança num quintal do pai. Mas a perseverança está-lhe impressa no caracter. Em 2012, o “Bartolomeu da sala” conseguiu chegar à redação da Platina Line, através do pai que conhecia um dos funcionários da empresa. “Por ser bom e talentoso, passei no casting. Comecei como repórter, passei de seguida a fazer o programa de rádio na Kairós e fui promovido mais tarde para apresentador de TV, fazendo até hoje o programa “Platinando” com a minha colega Rosa de Sousa.” Um ano mais tarde, a responsabilidade do jovem trabalhador-estudante tornou-se demasiado pesada e foi necessário optar entre as várias actividades que desenvolvia ao mesmo tempo. “Estudava na Utanga do Capolo, fazia o curso de Electrónica e Telecomunicações e era difícil conciliar os estudos, serviço de táxi “não personalizado” e a Platina Line. Larguei o táxi e os estudos por falta de apoio, pois nessa altura o meu pai já não tinha condições para sustentar os meus estudos. E eu que sempre pensei que ser estudante universitário fosse um mar de rosas e que fosse principalmente fácil pagar as propinas, enganei-me!” Depois de dois anos dedicados à comunicação, Hélder decide voltar a estudar e é actualmente aluno da Universidade Independente de Angola, no curso de Ciências da Comunicação. Numa breve análise à liberdade de expressão dos meios de comunicação nacionais, Hélder Pedro diz que a “Platina Line veio revolucionar a comunicação social em Angola, em particular o mundo do entretenimento. Mas, como infelizmente a nossa sociedade ainda não tem uma mente tão aberta neste campo, encaramos certas informações como abusos contra identidade, o que impossibilita a liberdade de comunicação e muitas vezes de expressão. Como resultado, muitos jornalistas, comunicólogos e não só, vêem-se na obrigação de omitirem determinadas informações”, explica. Entre o online e a TV não consegue designar um preferido e garante que as duas categorias têm as suas vantagens. No entanto, os seus objectivos centram-se em chegar à cadeira de pivô de telejornal e, quem sabe, ser o sucessor do ídolo Ernesto Bartolomeu.