Por: Stella Cortêz
Com uma opinião própria referente aos benefícios que a música pode garantir ao mercado nacional, pois acredita que a arte musical pode sustentar Angola, Kyaku Kyadaff, que foi um dos convidados para o programa showbiz talk edição de 2021, confidenciou que vive da música desde 2016.
Tal revelação foi feita durante a conversa mantida com Stella Cortêz, quando falava sobre as bases que se deve seguir para ter uma carreira de sucesso, sublinhando que, com uma única composição o artista pode beneficiar várias famílias desde os instrumentistas, produtores até o dj é beneficiado, porque ele toca a música.
“Vivo da música, 100% da minha estabilidade financeira vem da música. E por conta disso, vou multiplicando os rendimentos em outros sectores para ajudar outros jovens, porque acredito que num país, em que os direitos de autor funcionam e a distribuição digital funcionar, uma única música é capaz de salvar uma província inteira, porque se somos 30 milhões de angolanos, e uma única canção for consumida por todos, por mais que paguem 1 kwanza ou 1 dólar, posso multiplicar este valor pelo número de habitantes”, disse.
Apesar de já estar registado na Sociedade Angolana de Direitos de Autor (SADIA), desde 2014, o autor do tema Bibi garante que nunca recebeu um único valor pelas suas composições, todavia, sente-se feliz em estar integrado na referida sociedade angolana, pois acredita que a mesma está num óptimo trabalho, porque vai ajudar os cantores a viverem do seu trabalho.
Contestado se existem tácticas que um cantor deve seguir para multiplicar o seu rendimento, o vencedor do Top dos Mais Queridos edição 2018 respondeu:
“Existem, actualmente temos muitos cantores que estão a enveredar para o sector empresarial com a criação de hamburgueria e escolas, entre outros projectos, conheço algumas pessoas cujos nomes não posso divulgar, mas tenho a certeza de que, muita gente está a emergia para o empreendedorismo com o objectivo de apoiar muitos jovens, porque o estado por si, só não consegue dar emprego a todos, o privado deve ser forte, e o nosso sector deve ser olhado com bastante atenção, porque é rentável”, rematou.