Líderes abordam questões religiosas durante encontro de concertação

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Texto: Stella Cortêz 

Fotos: Edueni António 

Mais apoio das igrejas na moralização da sociedade foi o recado deixado pelos líderes religiosos, durante o encontro de concertação, que decorreu na manhã desta quarta-feira, 16 de Setembro, no Centro de Conferências de Belas, promovido pelo MPLA.

Em intervenção de abertura, Luísa Damião, vice-presidente do MPLA, fez saber que o partido, responsável pela realização da actividade, considera fundamental o papel da igreja, dos seus fiéis e pastores na construção de uma Angola forte, próspera e coesa, onde haja cada vez mais liberdade de religião e culto.

“Temos aprendido a ouvir nos cultos e nas missas, que um cristão convertido é um bom cidadão, é um bom gestor público, excelente chefe de família e promotor de boas práticas, e por que não um bom político e um bom patriota, cujas consequências afectam grandemente as economias do mundo? Entretanto, tudo isso passa por um trabalho que carece do apoio de todos, com as vossas orações, transformação de mentes e também através da missão social da igreja”, disse a dirigente.

Apesar dos vários temas apresentados no painel, uma das grandes preocupações do pastor Ismael Sebastião, tem que ver com a ausência da contribuição da igreja no seio psicológico e moral das famílias, tendo em conta o nível de criminalidade que tem surgido nestes últimos tempos nas diversas artérias da cidade capital e não só.

“Vimos um nível de criminalidade e divórcio a aumentar, elementos que remetem logo para família disfuncional, e quando temos uma família disfuncional, com presença de apenas um dos progenitores, corremos muitos riscos que possam surgir indivíduos que destruam esse tecido essencial. Então, ainda centra a nossa maior preocupação que são as famílias, pois quando estamos em exercício das nossas funções e dos nossos cultos, nós conseguimos equilibrar esse sentimento das pessoas que emergirem para a criminalidade”, proferiu o representante da Assembleia Pentecostal Catedral de Adoração e Promessa.

“Seria bom se deixássemos de ver a igreja como reserva moral da sociedade e começar a olhar para a igreja como financiadora ou patrocinadora da própria moral. Nós aqui mostramos a nossa disponibilidade para interagir na nação e contribuir para o crescimento do país em todos os níveis”, acresceu.

Bem no final das intervenções, Dom Afonso Nunes garante que todos as condições de biossegurança estão a ser criadas para que os fiéis possam ter acesso aos cultos ministrados na igreja Tocoista.

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