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    Marcos Caruso fala do seu personagem na novela Pedrinho Guimarães

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    1. Fale-nos um pouco da novela ‘Pega Pega’ e da sua personagem, o Pedrinho Guimarães.

    A novela é extremamente ágil e engraçada, muito bem escrita. É um policial com romance, pois tem um roubo logo no início do qual os ladrões não podem usufruir por uma série de razões. ‘Pega Pega’ tem muita acção e mostra-nos uma crise que cada um dos personagens que roubou o dinheiro sofre, pois podem ser apanhados a qualquer momento. A minha personagem é o Pedrinho Guimarães, que é milionário, dono desse hotel e vítima do roubo. É um homem que nunca pensou em quanto iria gastar e pretende com a venda milionária do hotel viajar pelo mundo para o resto da vida. Só que é pego desprevenido porque perde tudo o que tem com esse roubo. Acho que o que ele não perde é a sensação de ainda ter dinheiro e continuar a usufruir daquilo que não tem, mas gostaria ter. É por um lado cómico e, por outro, bastante patético, porque é uma personagem que não vê a realidade como ela se apresenta. 

    2. Em que se inspirou para compor essa personagem bon vivant?

    Estas pessoas que tinham muito dinheiro existiam muito, de facto. Havia até uma máxima que diz “avô nobre, pai rico e filho podre”. Ele ainda é um pai rico, que teve uma nobreza, mas não vai saber lidar com essa pobreza. Há alguns nomes no Brasil que nos inspiram nisto e por isso até foi fácil. É uma personagem muito diferente de tudo o que tenho feito até então. É um facto, porque eu nunca fui tão rico e tão despreocupado com o dinheiro assim, então é uma novidade. Mas, ao mesmo tempo, por ser uma comédia, é algo que é normal para mim. De qualquer forma, eu tenho de me inspirar em alguém e, como leio muito, usei como exemplo as histórias das personalidades do livro de Ricardo Amaral, “Vaudeville”, onde ele coloca todo o glamour dos anos 70, 80 e 90 que ele experienciou com essa socialite que não existe mais.

    3. Como foi a preparação para este papel? 

    Tivemos aulas de etiqueta muito interessantes. Nós achamos sempre que sabemos tudo, que sabemos como nos comportarmos em certas situações sociais, como um banquete ou uma reunião, mas na verdade, por vezes, cometemos certas gaffes que o Pedrinho nunca cometeria. A postura dele é a certa, porque não é novo-rico, mas sim rico de berço, então não é nada estudado. Por esse motivo, as aulas de etiqueta foram muito importantes para eu poder transmitir essa naturalidade de um homem absolutamente sofisticado. Além disso, tivemos uma vivência dentro do Copacabana Palace para perceber como tudo funciona nos bastidores e sobre o qual não tinha a menor noção, apesar de por viajar muito, frequentar muitos hotéis. Isso em conjunto com as aulas de etiqueta.

    4. Descreve-nos esse lado galanteador do personagem? 

    Esse homem conquistador e sedutor é um homem que eu ainda não tinha feito minha carreira televisiva. Sou um actor muito feliz por ter feito personagens tão diferentes, mas este galã sedutor da terceira idade com tantas mulheres ao mesmo tempo nunca fiz. Logo de início ele está com a Irene Ravache, a Ângela Vieira, que corre por fora, e a Elizabeth Savala, que vai apaixonar-se por ele. Então eu estou extremamente excitado em poder fazer algo que nunca fiz na televisão. Espero não decepcionar (risos). 

    5. Como é a relação dele com a neta, Luiza [Camila Queiroz]?

    A relação deles desde início é muito próxima e de união. Eles só se têm um ao outro e então unem-se na dor e na alegria, são como unha e carne. Têm um amor de identificação muito forte, quase de pai para filha. Ele coloca-a numa redoma de vidro, mas ela quando vê que o avô está em apuros e fora da realidade, ela reprime-o e os papéis acabam por inverter-se um pouco. 

    6. E como é a relação do Pedrinho com o Nelito [Pedro Fagundes]?

     

    Nelito e Pedrinho é um pouco o Sancho Pança e o Dom Quixote. O Pedrinho anda nas nuvens e o Nelito coloca-o no chão. Existe um respeito muito grande entre os dois, e também um carinho imenso. Eles completam-se muito, pois ele é o mordomo particular do milionário há muitos anos e sabe tudo da vida dele, mais do que o próprio Pedrinho.

     

    7. Quais as suas expectativas para ‘Pega Pega’?

     

    A novela tem os três elementos essenciais para que corra bem: acção, humor e paixão. A forma como ela é escrita é brilhante, pois a autora deixa a novela respirar, as personagens existem a despeito da situação e tem um nome extremamente oportuno.

     

    8. E o que o público pode esperar?

     

    A mesma coisa: acção, humor, paixão… Muito, muito, muito divertimento.

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