Masterchef José Diogo anseia lançar livro sobre culinária para ensinar os angolanos a cozinhar 

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“Não um livro sobre receitas, mas um livro que sirva de estudo, com técnicas e metodologias aplicáveis à arte da gastronomia”

José Diogo Pedro de Carvalho, profissionalmente conhecido como PPazé, é um dos Master Chefs que dá o seu melhor para o engrandecimento da arte gastronómica no país, com o seu empenho e entrega durante o trabalho, servindo pratos nacionais e internacionais.

Profissional com uma experiência contabilizada em mais de dez anos de exercício na área, PPazé começou como empregado de mesa em quatro restaurantes locais nos quais trabalhou, muito antes de se ter tornado cozinheiro. Actualmente, encontra-se a trabalhar por conta própria no bar “Semba Café”, um dos compartimentos do espaço Livrus com, situado na Mutamba (Baixa de Luanda).

“Eu sempre gostei de cozinhar. Lembro-me que, quando criança, com os meus dez anos de idade, cozinhava às escondidas para a minha mãe não se aperceber, dado aos perigos que um menino da minha idade estava exposto por se aproximar a um fogão aceso, seriam xicotes atrás de chicotes (risos). Portanto, decidi evitar isso durante muito tempo, e quando cheguei à idade adulta dei sequência ao meu sonho”, contou.

Master PPazé tem como principais sonhos abrir o seu próprio restaurante e lançar um livro sobre culinária, porém virado à vertente metodológica da gastronomia, tendo destacado que os angolanos precisam aprimorar os seus pratos. “O meu maior desejo enquanto profissional é escrever um livro sobre culinária. Não um livro sobre receitas, mas um livro que sirva de estudo, com técnicas e metodologias aplicáveis à arte da gastronomia”, revelou.

O profissional contou que a maior dificuldade que encontra na realização dos seus trabalhos tem sido a aquisição de ingrediente cujos preços são muito elevados no nosso mercado, e que embora este entrave exista, é sim possível viver da gastronomia em Angola.

“Alguns ingredientes são caros no nosso mercado, e outros inclusive são vendidos por pessoas que comercializam medicamentos tradicionais, e não sabem que aquilo é um tempero. Contudo, eu já desenvolvi muitos pratos, dando-lhes um toque singular”, afirmou.

Por: Livano Domingos.

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