MCK acredita que mulheres deputadas não defendem causas relevantes do género

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“As mulheres ainda vivem numa situação de pouca dignidade e inclusão social”
Os “direitos iguais” é um tema que muito se ouve em debates que promovem a emancipação e o empoderamento da mulher angolana. Na visão do rapper MCK, a mulher ainda não está no lugar que realmente devia estar e não tem o merecido respeito, tal como abordou numa conversa aberta no “Artigo 40º podcast”, com Hélder David e Sanguinário.
Para o cantor, apesar de haver um bom número de mulheres a ocupar cargos que outrora eram impensáveis, tal como lugares na Assembleia Nacional e funções públicas de alto nível, ainda é “um poder nominal sem valor real”. Na visão de MCK, as mulheres não têm espaço para intervir em assuntos que dizem respeito a todos. No seu ponto de vista, o equilíbrio do género é muito importante e todos cresceríamos com tal equilíbrio.
“Eu acho que a mulher angolana não tem o devido respeito, e essencialmente o institucional. A mulher ainda vive numa situação de pouca dignidade e inclusão social. Todos os dias tens uma zungueira a ser espancada pelo polícia, a ser assaltada pelo fiscal, tu já viste as mulheres deputadas a saírem em defesa deste grupo de interesse? Eu nunca vi. Hoje a nossa população está a rondar os 32 bilhões de habitantes, crescemos 3% por ano, e mais de 50% desse número é mulher. Isso por si só devia representar poder a todos os níveis, não é à toa que os artistas que conseguem tocar os corações das mulheres vendem mais”, disse.
O artista acredita que não existe um poder real e efectivo das mulheres para tomarem conta de assuntos ocorrentes na sociedade e que são de extrema importância para luta do gênero. Segundo MCK, ainda existe muita discriminação no mercado de emprego, e que uma mulher só consegue ter um cargo de peso se for “extraordinariamente boa”, diferente de um homem.
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