O rapper e ator DMX, que há uma semana fora hospitalizado, na sequência de uma overdose e de um ataque cardíaco, morreu, avança o site Pitchforkmedia, citando um representante da sua família.

O norte-americano tinha 50 anos.

“É com grande tristeza que anunciamos que o nosso querido DMX, nome de batismo Earl Simmons, faleceu aos 50 anos no hospital White Plains, rodeado pela sua família. O Earl era um guerreiro e lutou até ao fim. Adorava a sua família do fundo do coração e vamos guardar connosco todos os momentos que passámos com ele. A sua música inspirou incontáveis fãs em todo o mundo e o seu legado icónico viverá para sempre”, escreveram os familiares de DMX, agradecendo o apoio recebido e pedindo respeito pela sua privacidade, no momento em que fazem o luto do seu “irmão, pai, tio e do homem que o mundo conhecia como DMX.”

Além da carreira na música, da qual constam oito álbuns de estúdio, DMX participou também, como ator, em vários filmes, como “Romeo Must Die”, “Exit Wounds”, “Cradle 2 the Grave” e “Fast and Fierce: Death Race”, que estreou em 2020. Em 2012, lançou o último álbum, “Undisputed”, e em 2017 o single ‘Bain Iz Back’.

Em 2018, DMX foi condenado a um ano de prisão por evasão fiscal. Em 2020, revelou, em entrevista ao também rapper Talik Kweli, que se tornou viciado em crack depois de Ready Ron, produtor com quem trabalhou, lhe ter passado um charro com essa droga, quando tinha apenas 14 anos. “Porque é que alguém faz uma coisa dessas a uma criança?”, perguntou-se então. “Ele sabia que eu o admirava. [Mas] as drogas eram um sintoma de um problema maior. Houve coisas na minha infância que eu bloqueei”, explicou o músico, que passou os seus primeiros anos no seio de uma família abusiva e em casas de abrigo.

Em 2019, DMX cancelou a digressão com a qual iria comemorar o 20º aniversário da sua carreira para dar entrada numa clínica de desintoxicação.