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    Motoristas da “Allo Taxi” alegam estar a viver escravidão moderna devido as políticas de trabalho da transportadora

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    Por: Arieth Silva

    Políticas de trabalho da transportadora “Allo Taxi” levam colectivo de Motoristas a sentirem-se escravizados dentro do nosso país (Angola), e apelam que o Ministério da Administração Pública, Trabalho e Segurança Social (MAPTSS) tome conta da situação.

    De acordo com a denúncia a que o PLATINALINE teve acesso, os motoristas trabalham todos os dias da semana sem salário, são obrigados a cobrir despesas como: combustível, saldo e alimentação, e quando não completam a meta, os valores em falta são considerados como dívida e acabam por dever a empresa, resultando na demissão.

    Tendo a redacção do PLATINALINE entrado em contacto com a transportadora para obter o direito de resposta, o Director-geral da empresa Youssef Yehya, que rebateu todas acusações, começou por dizer que esses motoristas não são funcionários efectivos da empresa, mas sim trabalhadores autónomos que alugam os táxis da transportadora “Allo Taxi”, e na posição de fornecedores não têm a responsabilidade de assumir os custos pelo combustível.

    “Toda a renda do táxi vai directamente para o motorista e é por isso que ele paga seu próprio combustível e outras despesas pessoais. Temos outros motoristas em nossa empresa que são funcionários e que recebem o combustível, transporte, alimentação e bónus”, explicou.

    Seguem abaixo pontos que preenchem a lista de insatisfação dos motoristas da transportadora Allo Taxi.

    “Somos obrigado a dar 25.000/dia (175.000/semana) + 20% do rendimento total dos trabalhos feitos dados pela empresa (Valor adicionais na produção da semana). Trabalhamos de forma limitada, andar apenas 220Km/dia, excendendo os 220Km diário somos obrigado a pagar 150kzs por quilómetro excedido, sendo que o mercado está muito competitivo e existem mais de 20 companhias de táxi em Luanda, trabalhamos sob pressão e sentimos um desconforto ao atingirmos a meta exigida”, denunciaram os lesados.

    Em defesa das políticas da empresa, Youssef Yehya esclareceu que não se trata de obrigação, mas de um contrato em que os motoristas tiveram a liberdade de alugar uma viatura, na qual podiam ter escolhido os carros mais baratos da frota e preferiram escolher as viaturas mais caras.

    Por outro lado, o colectivo de motoristas apela que a entidade empregadora reduza pelo menos até 10% a percentagem do aplicativo, e que seja retirada a política de pagamento de quilometragem por ser um dos factores que dificulta a produção e impede que atinjam a meta.

    Para finalizar, o responsável da prestadora de serviços de táxis mostrou-se disponível a dialogar com os motoristas a fim de acertar qualquer problema que possam ter com o sistema de trabalho.

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