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    Actualmente o maior negócio dos artistas são os shows, diz Nino Republicano

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    Por: Hélio Cristóvão

    Não se pode falar de indústria da música sem antes falar de edição, distribuição, produção, shows e outros factores que compõem a mesma. Em conversa com o PLATINALINE, Nino Republicano, CEO de uma das maiores produtoras musicais do país, LS & Republicano, falou sobre a industrialização da música em Angola, face ao actual mercado.

    Republicano defende a existência da indústria em Angola, numa altura em que vários artistas falam sobre a necessidade de existir uma fábrica de CDs no país. O manager mais popular do mercado acredita que na actual conjuntura económica não convém termos uma fábrica de CDs, pois não renderia, citando Portugal como exemplo, que tem igualmente uma indústria, porém, não possui uma fábrica de CDs.

    De forma particularizada, Nino fez saber que a LS produz os seus CDs na Espanha, onde são produzidos os CDs da SONY MUSIC PORTUGAL. “É importante perceber que os grandes mercados e as grandes estruturas preferem não ter fábricas em seus países por serem altíssimos os custos de manutenção versos o número de consumo, e não é rentável. É o nosso caso, se fizermos uma análise profunda, a maior parte das grandes fábricas estão na China, pois lá, a mão de obra é barata e mesmo com o custo de importação, tende a ser mais barato do que nos Estados Unidos ou Paris.”

    Tendo em vista que estamos a entrar na era da digitalização, a capacidade de consumo de CDs no mercado nacional ainda é baixa e, segundo o CEO,  Angola é dos países, a nível do mundo, onde os discos são mais baratos. “Deixamos de ganhar com as vendas de CDs com a desvalorização do câmbio. 1500 Kwanzas no câmbio de hoje equivale a 3 à 4 Dólares e não se encontra em nenhum país um CD a este preço.” Disse, salientando que os fazedores da música em Angola têm feito os CDs apenas como meio de distribuição da música.

    “Actualmente o maior negócio dos artistas são os shows”, acrescenta Republicano.

    Comparando o actual mercado há sensivelmente cinco anos, Republicano destacou dois pontos controversos, por um lado a evolução e por outro o retrocesso. “Retrocesso a nível de rentabilidade, ganhávamos mais há cinco anos. Houve evolução a nível de musicalidade, hoje os artistas estão mais maduros e procuram levar ao mercado maior qualidade.” Continuou.

    Sobre a internacionalização dos artistas nacionais, Nino evidenciou que não basta o talento, está na base o investimento. “Os três artistas de maior referência jovem que explodiram em Portugal, falo do Anselmo, projecto B4 e Matias Damásio, foram artistas e projecto que tiveram um orçamento e profissionalismo muito alto, a par da musicalidade, estratégias e parcerias com os outros managers. É preciso necessariamente fazer investimento”. Finalizou.

    Para clarificar, quando falamos de “investimento” referimo-nos a: Dinheiro, conhecimento, estrutura e gestão.

    Osvaldo
    Osvaldo
    Editor da Platina Line
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