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    Por onde anda Ângelo Boss? Nós o encontramos!

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    Por: Hélio Cristóvão

    Levante a mão quem também está com saudades de ouvir novos temas interpretados por esse exímio músico angolano! Desde os anos 90 a residir em Lisboa, Portugal, sob o aconchego da família, o cantor e compositor, que começou a sua carreira há 36 anos, na sala piô da Rádio Nacional de Angola, na turma do “pica pau”, contou, em entrevista exclusiva ao PLATINALINE, a razão pela qual decidiu emigrar para as terras lusas, e falou, ainda, sobre novos projectos musicais. Portanto, se é um dos fãs ou admiradores de Ângelo Boss, pode ficar expectante, pois, coisas boas vêm por aí. Acompanhe a entrevista!

    PLATINALINE – Por onde anda o Ângelo Boss?
    ÂNGELO BOSS – Vivo em Lisboa desde o início dos anos 90.


    PLATINALINE – Por que razão, de um tempo para cá, deixamos de ouvi-lo?

    ÂNGELO BOSS – Deixaram de ouvir músicas novas, mas tenho consciência que ainda sou ouvido pelos meus fãs, sinto quando estou em Angola e quando músicos de renome cantam alguns dos meus sucessos, como por exemplo “Cupido“. Mas quando essa pandemia passar prometo meter no mercado uma obra musical.

    PLATINALINE – Nos últimos tempos, tem trabalhado em músicas novas?

    ÂNGELO BOSS – A música é a minha essência, há mais de 36 anos faz parte do meu “ADN”. Ainda este ano, estive em Luanda a fazer alguns concertos e programas de rádio e televisão, matéria no jornal de Angola, pesquisem sff. 


    PLATINALINE – O que os seus fãs e seguidores podem esperar de si nos próximos tempos?

    ÂNGELO BOSS – Desde já, agradeço a todos os meus fãs e seguidores por fazerem parte do meu humilde percurso, e prometo não decepcioná-los, boas ketas estão a caminho.


    PLATINALINE – Com cinco álbuns de originais no mercado, a citar: “Gato preto”, “Kota dá só”, “Angola ku muxima”, “Huambo” e “Kizomba mwangolé”, para quando o sexto?

    ÂNGELO BOSS – Para breve, já estou a preparar desde 2014.

    PLATINALINE – Apesar de morar em Portugal, tem acompanhado o crescimento musical angolano?

    ÂNGELO BOSS – Estou em Portugal mas, verdade seja dita, nunca abandonei Angola e nem fugi “kkk”, visito todos os anos a minha terra e tenho ouvido músicas de vários quadrantes de Angola, muita pena tenho dos grandes músicos que não têm acesso às editoras discográficas que mal monopolizam a arte, com certeza que um dia, não sei quando tudo vai mudar, a nossa cultura tem muita força e é nobre, tenho orgulho em ser angolano. Já está na hora de termos (Fábrica de discos, plataformas digitais ao nível internacional) para maior divulgação da nossa cultura, para que os nossos “pobres-ricos artistas” possam sobreviver do seu suor e não dependerem de falsas esperanças. Muitos estão a padecer de miséria extrema, lamentável.

    PLATINALINE – No que tem dedicado o seu tempo?
    ÂNGELO BOSS – Família, trabalho, viagens, leitura e umas caminhadas-corridas para manter a forma físico-espiritual!

    PLATINALINE – Por que razão decidiu viver em Portugal?
    ÂNGELO BOSS –  Portugal ofereceu-me paz-harmonia, conhecimento e um lar para eu poder, sem medos e com muita honra, fazer a minha arte livre, sem preconceitos, mas atenção, se Angola oferecesse o mínimo de condições para eu e a minha família vivermos com dignidade humana, jamais eu viveria fora do meu país que ninguém me tira e amo mais do que nunca. 

    PLATINALINE – Tem visitado Angola? Pretende voltar definitivamente?

    ÂNGELO BOSS – Todos os anos vou a Angola visitar os meus pais, irmãos, família em geral e solidarizar-me com a minha raíz, o mar, o sol, os quitutes e o cheiro da minha terra, AMO ANGOLA e tenho fé que muito há de mudar para melhor.

    PLATINALINE – Para finalizar a nossa entrevista, que apelo faz a todos os nossos leitores?

    ÂNGELO BOSS –  Vou deixar um apelo e um breve trecho da minha música “Queda”, feita em Luanda, antes de imigrar, que está no meu CD Angola Ku Muxima (Angola no coração).

    O que tem acontecido com o povo angolano é um fardo repetitivo que já vem acontecendo em vários países africanos, fruto da ganância do poder e consequentemente da má gestão do bem público. .
    Para reflexão, deixo aqui a letra de uma das minhas músicas que reflete o meu sentimento no final dos anos 80.


    “Queda”
    Quem vai /Quem fica/
    Todo mundo cai/
    A gente se arrisca/ Aqui em cima / A banga é outra/ A gente que brilha/ Outros nem ascendem/ Inventaram reles coisas/ Para enganar o povinho (povão)/ A pista é a mesma/ Não há cá perícias/ Há quem cai de avião/ Há quem cai de mercedão/ Há quem cai numa mansão/ Há quem cai numa prisão/ Há quem cai na solidão/ Queda explode coração/ A queda é uma ciência exacta/ Quem caiu, fundiu, despediu, está no chão/ O resumo da queda / Está no caixão/ Todos nascem/ Todos vivem/ Tendo luxos ou misérias/ Dão-se cortes e convivem/ Terminamos todos nas areias.

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    A Bombar

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